{"id":10324,"date":"2015-12-23T00:00:00","date_gmt":"2015-12-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/africa-portuguesa\/"},"modified":"2015-12-23T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-23T00:00:00","slug":"africa-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/africa-portuguesa\/","title":{"rendered":"\u00c1frica Portuguesa"},"content":{"rendered":"\n<h4>A descoloniza\u00e7\u00e3o portuguesa<\/h4>\nA impropriamente chamada \u0093descoloniza\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias portuguesas posterior ao 25 de Abril\u0094 mais n\u00e3o \u00e9 do que o ep\u00edlogo da experi\u00eancia imperial portuguesa que teve o seu in\u00edcio nos finais do s\u00e9culo XV.\n\nEsta experi\u00eancia hist\u00f3rica compreende tr\u00eas per\u00edodos bem distintos, a que podemos chamar os \u0093tr\u00eas ciclos do imp\u00e9rio\u0094 e \u00e9 identific\u00e1vel uma l\u00f3gica coerente, nos planos interno e externo, nas formas que cada ciclo assumiu, quer no quadro da expans\u00e3o quer no da retra\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio.\n\nDestes ciclos excluo as feitorias do Norte de \u00c1frica, por onde ali\u00e1s se iniciou a expans\u00e3o, mas onde nunca se chegou a estabelecer um imp\u00e9rio e n\u00e3o se procedeu a uma coloniza\u00e7\u00e3o.\n\nPor isso n\u00e3o houve tamb\u00e9m a\u00ed descoloniza\u00e7\u00e3o, vindo a retirada portuguesa a verificar-se em resultado de confrontos militares, de doa\u00e7\u00e3o, negocia\u00e7\u00e3o ou mero abandono.\n\nA\u00a0<strong>descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica<\/strong>\u00a0pode ser definida como um processo hist\u00f3rico, gradual e de fundo essencialmente pol\u00edtico, de independ\u00eancia das col\u00f4nias europeias, desencadeado por movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional e s\u00f3 conclu\u00eddo na d\u00e9cada de 70.\n\n<strong>O Ciclo do Oriente<\/strong>\n\nO objetivo inicial da\u00a0<strong>expans\u00e3o portuguesa<\/strong>\u00a0era o Oriente long\u00ednquo, o que exigia a ocupa\u00e7\u00e3o de feitorias e pra\u00e7as militares na costa africana, de apoio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o.\n\nO\u00a0<strong>ciclo do Oriente<\/strong>, iniciado nos alvores do s\u00e9culo XVI, n\u00e3o corresponde a um imp\u00e9rio no sentido rigoroso da express\u00e3o, porque lhe faltava continuidade e extens\u00e3o territorial, ocupa\u00e7\u00e3o humana de colonos deslocados da metr\u00f3pole, e porque ainda nem sequer se adivinhava a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial que geraria o modelo de explora\u00e7\u00e3o colonial europeu.\n\nTratou-se de um imp\u00e9rio de feitorias dispersas, para apoio a uma pol\u00edtica de com\u00e9rcio e transporte e de pra\u00e7as fortes para prote\u00e7\u00e3o das feitorias e da liberdade de navega\u00e7\u00e3o no oceano \u00cdndico.\n\nO encerramento deste ciclo ocorreu em meados do s\u00e9culo XVII, quando a metr\u00f3pole atravessava uma crise prolongada, sob o dom\u00ednio da coroa espanhola. Portugal perdia, para as novas pot\u00eancias mar\u00edtimas emergentes, Holanda e Inglaterra, a quase totalidade das suas possess\u00f5es do Oriente, apenas salvando os territ\u00f3rios residuais de Goa, Dam\u00e3o, Diu, Macau e Timor.\n\n<strong>O Ciclo brasileiro<\/strong>\n\nEncerrado o ciclo do Oriente, Portugal investe no continente americano. No Brasil tem lugar a coloniza\u00e7\u00e3o de um verdadeiro imp\u00e9rio, de grande extens\u00e3o e continuidade territorial, com a fixa\u00e7\u00e3o de elevado n\u00famero de colonos que se lan\u00e7aram na penetra\u00e7\u00e3o do interior e instalaram estruturas de uma economia colonial com base na explora\u00e7\u00e3o do trabalho escravo.\n\nO ciclo brasileiro do imp\u00e9rio encerrar-se-ia, tamb\u00e9m, no quadro de uma conjuntura, interna e externa, bem caracterizadora do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Portugal enfrentava uma profunda crise, que se iniciara com as invas\u00f5es napole\u00f4nicas e a consequente retirada da Casa Real para o Brasil, substitu\u00edda pelo humilhante consulado brit\u00e2nico de Beresford, a que se seguiu a convuls\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Liberal de 1820. No continente americano, a exemplo da independ\u00eancia dos Estados Unidos ocorrida em 1776, as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX eram marcadas pelo fim dos imp\u00e9rios coloniais espanhol e portugu\u00eas.\n\nO encerramento do ciclo brasileiro do imp\u00e9rio correspondeu ao modelo da descoloniza\u00e7\u00e3o norte-americana, que marcou aquela \u00e9poca.\n\nDesencadeado pelos colonos europeus fixados ou seus descendentes j\u00e1 ali nascidos, e contando com o apoio dos estratos crioulos, que constitu\u00edam uma classe interm\u00e9dia, n\u00e3o introduziu altera\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es sociais dominantes, mantendo \u00e0 margem as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgena e escrava, esta produto de um processo violento de emigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada a partir de \u00c1frica.\n\nConstituiu como que uma antecipa\u00e7\u00e3o, adaptada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de ent\u00e3o, do sistema de\u00a0<em>apartheid<\/em>\u00a0imposto \u00e0 \u00c1frica Austral no s\u00e9culo XX, mas correspondeu \u00e0 realidade hist\u00f3rica daquela \u00e9poca, em que a din\u00e2mica revolucion\u00e1ria, inspirada nos ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, foi assumida pela minoria burguesa contra os privil\u00e9gios de uma outra minoria, a aristocracia.\n\n<strong>O Ciclo africano<\/strong>\n\nUma vez fechado o ciclo americano, as pot\u00eancias coloniais europeias descobriram no continente africano o novo palco da luta pelas suas ambi\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas e pela busca das mat\u00e9rias-primas que a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial requeria. Portugal, reclamando interesses que queria preservar, abre assim o ciclo africano do imp\u00e9rio, ainda que, durante o ciclo do Oriente, tivesse procedido, por antecipa\u00e7\u00e3o, \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o dos arquip\u00e9lagos de Cabo Verde e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Com as campanhas de penetra\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o do interior do continente, em resposta \u00e0s exig\u00eancias da Confer\u00eancia de Berlim, de 1885, que procedeu \u00e0 partilha de \u00c1frica pelas pot\u00eancias europeias, come\u00e7a a coloniza\u00e7\u00e3o africana, a qual, apesar das\u00a0<em>nuances<\/em>\u00a0dos v\u00e1rios modelos coloniais, do de \u0093sujei\u00e7\u00e3o\u0094 ao de \u0093autonomia\u0094, passando pelo de \u0093assimila\u00e7\u00e3o\u0094, se vai caracterizar por grandes linhas comuns.\n\nDepois da Guerra Mundial de 1914-1918, com a abertura de uma nova era em que os valores da autodetermina\u00e7\u00e3o e dos direitos humanos ganham espa\u00e7o de afirma\u00e7\u00e3o, os Movimentos Pan-Africano e Pan-Negro iniciam a campanha pela descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica, que vai receber uma nova din\u00e2mica depois da segunda Guerra Mundial de 1939-1945, quando aqueles valores se alargam a todo o espa\u00e7o planet\u00e1rio. Este movimento atinge as col\u00f4nias portuguesas e \u00e9 ent\u00e3o que, verdadeiramente, se inicia a descoloniza\u00e7\u00e3o do ciclo africano do imp\u00e9rio portugu\u00eas.\n\nMais uma vez se desenvolve em sintonia com o fen\u00f4meno que alastrava pelos restantes imp\u00e9rios e que viria a terminar com o reconhecimento das independ\u00eancias proclamadas pelos povos colonizados.\n\nA natureza ditatorial repressiva do Estado Portugu\u00eas procurou ignorar a marcha da hist\u00f3ria, obrigando a luta de liberta\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias a ascender ao patamar da luta armada, que se traduziu numa guerra colonial de 13 anos e em tr\u00eas teatros de opera\u00e7\u00f5es distintos e distantes. Guerra colonial que introduziria condicionamentos acrescidos, que reduziram a capacidade negocial portuguesa quando, com o 25 de Abril de 1974, Portugal entrou, finalmente, no processo de descoloniza\u00e7\u00e3o, para negociar a transfer\u00eancia do poder. O maior condicionamento resultou da necessidade de, antes de tudo, negociar a paz, o que obrigou a antecipar algumas ced\u00eancias, sem as quais os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o cessariam a guerra. Mais uma vez, \u00e0 semelhan\u00e7a do que se passara com os ciclos do Oriente e americano, o ciclo africano do imp\u00e9rio encerrava-se quando Portugal enfrentava uma grave crise institucional interna, resultante do derrube da ditadura e da emerg\u00eancia de um regime de liberdade, fragilizado pela sua natureza transit\u00f3ria e pela aguda luta pelo poder que se ia instalando.\n\n<strong>Contexto internacional<\/strong>\n\nAs independ\u00eancias das col\u00f4nias portuguesas de \u00c1frica, nomeadamente de Angola e Mo\u00e7ambique, foram profundamente afetadas pela situa\u00e7\u00e3o internacional ent\u00e3o dominante. A n\u00edvel global, estava-se no auge da Guerra Fria e as duas superpot\u00eancias, EUA e URSS, entraram numa disputa aberta pelo alargamento das suas zonas de influ\u00eancia \u00e0quela regi\u00e3o, prejudicando os esfor\u00e7os de Portugal para uma transi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica e alimentando mesmo as guerras civis e as interven\u00e7\u00f5es armadas externas. No quadro regional, a \u00c1frica do Sul, na desesperada tentativa de sobreviv\u00eancia do apartheid, lan\u00e7ou-se no que chamou a \u0093Estrat\u00e9gia Nacional Total\u0094, que passou pela desestabiliza\u00e7\u00e3o militar nos pa\u00edses vizinhos mais hostis.\n\nMas a marcha da hist\u00f3ria n\u00e3o parou e foi o apartheid que acabou por sucumbir.\n\nA marca mais assinal\u00e1vel do fim do ciclo africano do imp\u00e9rio portugu\u00eas, para al\u00e9m das independ\u00eancias das pr\u00f3prias col\u00f4nias, ter\u00e1 sido o contributo para a abrevia\u00e7\u00e3o das independ\u00eancias do Zimbabwe e da Nam\u00edbia e do termo do\u00a0<em>apartheid<\/em>\u00a0na \u00c1frica do Sul, fen\u00f4menos que alteraram, radicalmente, todo o panorama geopol\u00edtico da \u00c1frica Austral. O que se vulgarizou chamar descoloniza\u00e7\u00e3o depois de 1974 \u00e9, ent\u00e3o, apenas a fase da transfer\u00eancia do poder no fim do ciclo africano do imp\u00e9rio, mas que em Portugal se tende a confundir com a descoloniza\u00e7\u00e3o, por ser a \u00fanica fase em que a pot\u00eancia colonial nela participou pela positiva.\n\n<strong>Marcos decisivos<\/strong>\n\nTr\u00eas momentos decisivos assinalam a entrada de Portugal na fase da transfer\u00eancia do poder. O primeiro \u00e9 o 25 de Abril de 1974 e a divulga\u00e7\u00e3o do Programa do MFA.\n\nAinda que diminu\u00eddo no seu alcance quanto \u00e0 quest\u00e3o colonial, por altera\u00e7\u00f5es de \u00faltima hora impostas por Sp\u00ednola, o seu projeto libertador e de p\u00f4r fim \u00e0 guerra, abria a porta da descoloniza\u00e7\u00e3o a Portugal.\n\nMas o novo poder, condicionado pelo papel do presidente Sp\u00ednola, agarrado \u00e0s teses federalistas do seu livro \u0093Portugal e o futuro\u0094 chocava-se com as posi\u00e7\u00f5es dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o, que amea\u00e7avam agudizar a guerra se n\u00e3o vissem reconhecido o direito \u00e0 independ\u00eancia. Estava-se num c\u00edrculo vicioso. Portugal exigia o cessar-fogo, como condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para negociar o futuro estatuto de cada col\u00f4nia, os movimentos exigiam o reconhecimento do direito \u00e0 independ\u00eancia, como condi\u00e7\u00e3o para negociarem o cessar-fogo.\n\n<strong>O segundo momento foi a promulga\u00e7\u00e3o da Lei 7\/74 de 27 de Julho:<\/strong>\u00a0Portugal reconhecia o direito das col\u00f4nias \u00e0 independ\u00eancia, rompendo aquele c\u00edrculo vicioso.\n\nO terceiro momento foi o do Comunicado Conjunto ONU\/Governo Portugu\u00eas, de 4 de Agosto de 74, na sequ\u00eancia da visita do secret\u00e1rio-geral Kurt Waldheim a Lisboa.\n\nReafirmava o direito \u00e0 independ\u00eancia e reconhecia a legitimidade dos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o para negociarem com Portugal.\n\nIniciar-se-ia, ent\u00e3o, o per\u00edodo fren\u00e9tico das negocia\u00e7\u00f5es para a transfer\u00eancia do poder, em que a estrat\u00e9gia portuguesa enfrentou poderosos condicionamentos, como a pr\u00e9via necessidade de obter paz, as resolu\u00e7\u00f5es da ONU e a conjuntura interna resultante da ruptura revolucion\u00e1ria do 25 de Abril. Portugal definiu como objetivos fundamentais o respeito pelo direito \u00e0 independ\u00eancia, a recusa de abandono ou de solu\u00e7\u00f5es neo-coloniais e a defesa dos interesses nacionais. E estabeleceu tarefas globais, defini\u00e7\u00e3o do quadro legal e constitucional, negocia\u00e7\u00f5es de cessar-fogo, legitima\u00e7\u00e3o dos interlocutores para negociar as transfer\u00eancias do poder e prepara\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es frutuosas de coopera\u00e7\u00e3o futura. Al\u00e9m destas tarefas globais houve que definir tarefas particulares para cada col\u00f4nia, de acordo com as suas especificidades, nomeadamente para Angola, em que foi necess\u00e1rio aproximar tr\u00eas movimentos que se combatiam e assegurar a integridade territorial.\n\nA aprecia\u00e7\u00e3o\u00a0<em>a posteriori<\/em>\u00a0da forma como cumpriu o que lhe coube na transfer\u00eancia do poder, permite concluir que Portugal respeitou os princ\u00edpios fundamentais e que os objetivos foram globalmente atingidos.\n\nNo que respeita \u00e0 defesa dos interesses nacionais o mais conseguido foi a salvaguarda das condi\u00e7\u00f5es para uma eficaz coopera\u00e7\u00e3o futura e o menos conseguido foi a perman\u00eancia, ap\u00f3s a independ\u00eancia, de muitos portugueses que o desejavam e para tal, \u00e0 partida, parecia reunirem condi\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Este \u00faltimo relaciona-se com outra conclus\u00e3o:<\/strong>\u00a0a transfer\u00eancia do poder, ou a fase p\u00f3s-independ\u00eancia, s\u00f3 assumiram dimens\u00f5es tr\u00e1gicas onde se verificaram interven\u00e7\u00f5es externas armadas e guerras civis por elas apoiadas, \u00e0s quais Portugal, enquanto presente, n\u00e3o teve capacidade para se opor eficazmente.\n\n<strong>\u00c1frica Portuguesa &#8211; O que foi<\/strong>\n\nAs col\u00f4nias ultramarinas portuguesas foram as que mais tardiamente conquistaram sua independ\u00eancia, todas ap\u00f3s 1970.\n\nIsso porque Portugal mantivera-se, desde a d\u00e9cada de 30, sob ditadura de Ant\u00f4nio de Oliveira Salazar, que conservava o pa\u00eds por quarenta anos longe dos avan\u00e7os econ\u00f4micos, pol\u00edticos e sociais do per\u00edodo.\n\nQuando em meados dos anos 70, ocorreram os movimentos de derrubada das ultimas ditaduras europ\u00e9ias \u0096 Gr\u00e9cia, Portugal e Espanha -, as lutas coloniais de liberta\u00e7\u00e3o ganharam for\u00e7a.\n\nEm Angola, o Movimento Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o da Angola (MPLA), fundando em 1956 por Agostinho Neto, iniciou um movimento guerrilheiro contra o colonialismo salazarista, embora outras organiza\u00e7\u00f5es de liberta\u00e7\u00e3o surgissem, como a Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o de Angola (FNLA), dirigida por Holden Roberto, e a Uni\u00e3o Nacional pela Independ\u00eancia Total de Angola (Unita), chefiada por Jonas Savimbi.\n\nA revolu\u00e7\u00e3o dos Craos (1974), que derrubou a ditadura fascista portuguesa, propiciou a assinatura do Acordo de Alvorn, marcando a, liberta\u00e7\u00e3o angolana para 1975.\n\nEntretanto, FLNA, apoiada pelo Zaire, ocupou o norte angolano, enquanto a Unita, apoiada pela \u00c1frica do Sul, com respaldo dos Estados Unidos, dominava o sul de Angola.\n\nEm 1986 e 1987, o presidente Ronald Reagan, dos Estados Unidos, e a primeira-ministra, Margareth Thatcher, da Inglaterra, reuniram-se com Jonas Savimbi, Subsidiando economicamente a Unita, na tentativa de desestabilizar o governo angolano. A FNLA, por sua vez, enfraquecida militarmente, encontrava-se em processo de extin\u00e7\u00e3o.\n\nFoi s\u00f3 com distens\u00e3o internacional do inicio dos anos 90 e o final da Guerra Fria que se aceleram acordos para a normaliza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, destacando-se os entendimentos entre o governo e a Unita.\n\nEm Mo\u00e7ambique, a frente de Liberta\u00e7\u00e3o do Mo\u00e7ambique (Frelimo), de inspira\u00e7\u00e3o socialista, fundada por Eduardo Mondlane, em 1962, iniciou a luta pela independ\u00eancia.\n\nCo m o assassinato de Mondlane por agentes portugueses, em 1969, Samora Machel assumiu o comando do movimento, ocupando gradativamente o territ\u00f3rio mo\u00e7ambicano. Com a revolu\u00e7\u00e3o de 1974, Portugal acelerou as negocia\u00e7\u00f5es para liberta\u00e7\u00e3o dessa col\u00f4nia, reconhecendo sua independ\u00eancia em 1975, como Samora Machel na presid\u00eancia.\n\nA \u00c1frica do Sul, governada por uma maioria branca a alinhada com o bloco norte-americano nos anos 80, procurou desestabilizar o governo socialista de Samora Machel, atrav\u00e9s de Resist\u00eancia Nacional Mo\u00e7ambicana (Remano), e, apesar da assinatura, em 1984, do Acordo de nkomati, que estabeleceu a n\u00e3o-agress\u00e3o com a \u00c1frica do Sul, os confrontos continuaram.\n\nSomente na d\u00e9cada de 90, ap\u00f3s o pa\u00eds ter iniciado uma abertura pol\u00edtica, buscou-se estabelecer acordos entre o governo e guerrilheiros para a solu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o mo\u00e7ambicana. Em 1994, foram realizadas elei\u00e7\u00f5es multipartirias, vencendo o l\u00edder da Frelimo e sucessor de Machel, Joaquim Chissano. O novo governo definiu como propriedade a reconstru\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7ambique, tendo em m\u00e3os um pa\u00eds arrasado por 14 anos de luta pela independ\u00eancia e seguida de mais 16 anos de guerra civil.\n\nNa Guin\u00e9-Bissau e Cabo Verde, a rebeli\u00e3o contra o colonialismo come\u00e7ou em 1961, sob a lideran\u00e7a de Am\u00edlcar Cabral, do Partido Africano de Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde (PAIGC), que foi assassinado em 1973. Luiz Cabral assumiu ent\u00e3o a lideran\u00e7a do movimento e proclamou a independ\u00eancia da Guin\u00e9-Bissau, que, embora imediatamente reconhecida pela ONU, s\u00f3 foi oficializada em 1974, depois da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos. Cabo Verde separou-se da Guin\u00e9 Bissau em 1980, embora n\u00e3o desaparecessem gest\u00f5es para uma futura reunifica\u00e7\u00e3o.\n\nNo final do anos 80 e in\u00edcio dos anos 90, os dois pa\u00edses integraram as transforma\u00e7\u00f5es internacionais do final da Guerra Fria, tendo Cabo Verde, em 1990, adotado o pluripartidarismo e, nas elei\u00e7\u00f5es de 1991, ampliando as liberdades pol\u00edticas e a abertura econ\u00f4mica. Da mesma forma o PAICG, de Guin\u00e9-Bissau, deu inicio \u00e0 abertura pol\u00edtica em 1989, pondo fim no sistema de partido \u00fanico. No inicio dos anos 90, apresentaram-se o impasse quanto \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es livres na Guin\u00e9, dado o radicalismo entre as v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.\n\n<b>O dom\u00ednio colonial e a turbul\u00eancia pol\u00edtica da descoloniza\u00e7\u00e3o africana deixou s\u00e9rios\u00a0impasses sociopol\u00edticos no continente:<\/b>\u00a0de um lado, o quadro de subdesenvolvimento e, de outro, a instabilidade industrial.\n\nNo inicio dos anos 90, n\u00e3o foram raros os exemplos de crises, cat\u00e1strofes sociais e pol\u00edticas, a exemplo e Ruanda, em que grupos \u00e9tnicos hutu (90% da popula\u00e7\u00e3o) e tutsis (10%) disputaram o poder, supramencionado heran\u00e7as coloniais. O resultado parcial foi mais de um milh\u00e3o de mortos e mais de 2,5 milh\u00f5es de refugiados.\n\nAt\u00e9 mesmo as gigantescas adversidades africanas, contudo, n\u00e3o conseguiram enterrar transforma\u00e7\u00f5es que, nas din\u00e2mica hist\u00f3rica, guardaram algum potencial promissor na solu\u00e7\u00e3o dos principais problemas continentais.\n\nNeste caso, \u00e9 de exaltar a \u00c1frica do Sul onde, sob lideran\u00e7a de Nelson Mandela, a luta contra o apartheid (segrega\u00e7\u00e3o racial) tornou-se vitoriosa depois de s\u00e9culos de sujei\u00e7\u00e3o.\n\nMandela tornou-se governante do pa\u00eds durante os anos 90 e, mesmo com fortes diverg\u00eancias de opositores e discord\u00e2ncias quanto ao rumo do pa\u00eds, tornou-se um exemplo das potenciabilidades africanas.\n\n<strong>Presen\u00e7a Portuguesa na \u00c1frica<\/strong>\n\nA presen\u00e7a portuguesa na \u00c1frica teve in\u00edcio no auge da coloniza\u00e7\u00e3o europeia, no s\u00e9culo XV. Os portugueses colocaram em pr\u00e1tica uma verdadeira expans\u00e3o mar\u00edtima pelo continente.\n\nEm 1460, Diogo Gomes descobriu Cabo Verde e deu in\u00edcio \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o das ilhas num processo de povoamento que seguiu at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX.\n\nOs territ\u00f3rios do continente africano foram os primeiros ocupados pela coroa portuguesa.\n\nA \u00c1frica colonial portuguesa foi extremamente explorada entre os anos de 1483 e 1575.\n\nNo s\u00e9culo XV os portugueses estabeleceram feitorias nos portos do litoral oeste africano, ocupando regi\u00f5es para a explora\u00e7\u00e3o do ouro, do marfim, da malagueta e de escravos.\n\nDepois disso, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperan\u00e7a, dando in\u00edcio \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o da costa oriental da \u00c1frica.\n\nOs portugueses se firmaram, principalmente, em Cabo Verde, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, Guin\u00e9-Bissau, Angola e Mo\u00e7ambique.\n\nA explora\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria foi um marco da expans\u00e3o territorial mar\u00edtima portuguesa. Em 1434, os portugueses passaram o cabo Bojador e come\u00e7aram a alcan\u00e7ar cada vez mais lucro.\n\nO monop\u00f3lio da navega\u00e7\u00e3o na costa oeste Africana foi decretado por Portugal em 1443.\n\nEm 1455 come\u00e7a na regi\u00e3o de Madeira um forte desenvolvimento da ind\u00fastria de a\u00e7\u00facar.\n\nUm tratado chamado de Alc\u00e1\u00e7ovas-Toledo, assinado em 1479, reconheceu o dom\u00ednio portugu\u00eas sobre as descobertas das Ilhas Can\u00e1rias, o que concedia aos portugueses os direitos sobre a costa da Mina e o Golfo da Guin\u00e9.\n\nEm 1482, D. Jo\u00e3o II determinou a constru\u00e7\u00e3o de uma feitoria da coroa para explora\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio. O chamado \u0093Castelo de S\u00e3o Jorge da Mina\u0094 foi importante para o com\u00e9rcio e a troca de trigo, tecidos, cavalos, conchas, ouro e escravos.\n\nDurante os s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa na \u00c1frica criou-se uma depend\u00eancia pol\u00edtica e econ\u00f4mica das col\u00f4nias para com a coroa. Assim, as col\u00f4nias portuguesas foram as \u00faltimas a conseguirem a independ\u00eancia no continente.\n\nAngola, por exemplo, s\u00f3 alcan\u00e7ou sua independ\u00eancia de Portugal em 11 de novembro de 1975.\n\n<strong>HIST\u00d3RIA SOBRE A COLONIZA\u00c7\u00c3O PORTUGUESA NA \u00c1FRICA<\/strong>\n\nAo iniciar a exposi\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo O projeto colonial portugu\u00eas e a partilha de \u00c1frica (p. 93), partilha sem o emprego de aspas, de contrabando retira-se o africano do processo hist\u00f3rico.\n\nNo per\u00edodo estudado (1825 \u0096 1890) o processo de transi\u00e7\u00e3o do feudalismo para o capitalismo, na esfera econ\u00f4mica, j\u00e1 estava praticamente conclu\u00eddo no continente europeu. Ora, a c\u00e9lula da sociedade capitalista, como escreveu Marx, \u00e9 a mercadoria. Esta, por sua vez, n\u00e3o existe sem o mercado. Mercadoria sem mercado \u00e9 um absurdo t\u00e3o grande quanto mercado sem mercadoria. \u00c9, pois, na produ\u00e7\u00e3o e\/ou comercializa\u00e7\u00e3o de mercadorias onde se deve buscar o enriquecimento. Pressuponho, portanto, a exist\u00eancia de uma arena onde portadores de mercadorias concorrem uns com os outros.\n\nPressuponho, portanto, como pano de fundo de toda esta discuss\u00e3o a exist\u00eancia de um mercado mundial. Portugal, Fran\u00e7a, Inglaterra, enfim, todos buscam a todo custo posi\u00e7\u00f5es vantajosas neste mercado.\n\n<strong>Mas como?<\/strong>\n\nDentre outros, controlando os processos produtivos mais avan\u00e7ados, as regi\u00f5es fornecedoras de mat\u00e9rias-primas, os mercados, os capitais, etc. Enfim, colonizando o mundo at\u00e9 onde fosse poss\u00edvel. E para os europeus, colonizar a \u00c1frica j\u00e1 era poss\u00edvel.\n\n\u00c9 dentro deste contexto que Portugal vai construir o seu projeto colonial. Naturalmente, vai operar com aquilo que tem em m\u00e3os, a saber, no caso africano, as \u00e1reas em que manteve estreito contato no per\u00edodo em que a acumula\u00e7\u00e3o de capital se dava na esfera da circula\u00e7\u00e3o de mercadorias. Angola, Mo\u00e7ambique, etc.\n\nIncapaz, em raz\u00e3o de diversos fatores estruturais, de acompanhar a passagem da acumula\u00e7\u00e3o da esfera da circula\u00e7\u00e3o para a da produ\u00e7\u00e3o, Portugal perde sua hegemonia para aquelas na\u00e7\u00f5es que experimentaram revolu\u00e7\u00f5es industriais de grande alcance. Vai, portanto, disputar o mundo com as novas pot\u00eancias numa posi\u00e7\u00e3o subalterna.\n\nO atraso de Portugal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pot\u00eancias industriais n\u00e3o decorre apenas de suas limita\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Portugal est\u00e1 preso ao passado, o que salta aos olhos no exame que os autores fazem dos discursos e das pr\u00e1ticas adotados sobre o fim do trabalho escravo e a sua substitui\u00e7\u00e3o pelo trabalho livre nas \u00e1reas coloniais.\n\nDiscursos modernizantes e pr\u00e1ticas conservadoras. Embora n\u00e3o dito claramente no texto, este apego ao passado vai determinar ? nas \u00e1reas coloniais africanas sob a influ\u00eancia de Portugal uma pol\u00edtica de transi\u00e7\u00e3o do trabalho escravo para formas mais brandas de trabalho compuls\u00f3rio, mas muito pr\u00f3ximas da escravid\u00e3o.\n\n\u00c9 pertinente a an\u00e1lise que os autores fazem sobre as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas de Portugal com os ingleses. N\u00e3o h\u00e1 sombra de ingenuidade em nenhum dos lados.\n\nPortugal parece mesmo ter consci\u00eancia de suas limita\u00e7\u00f5es mas maneja os elementos de conjuntura internacional (por exemplo, os interesses franceses como principal rival dos ingleses) com mestria, for\u00e7ando o reconhecimento de soberanias sem mesmo ter for\u00e7a para tanto, ainda que, aparentemente, tenha aberto incondicionalmente suas \u00e1reas africanas aos interesses ingleses (abertura das col\u00f4nias ao com\u00e9rcio externo).\n\nNa d\u00e9cada de 80, as press\u00f5es externas sobre o continente inserem na pol\u00edtica colonial portuguesa o uso sistem\u00e1tico do terror, do exterm\u00ednio como exemplo, enfim, a brutalidade como pr\u00e1tica da ordem do dia. Aqui, como em outras oportunidades, o africano aparece \u0085, realmente, mas j\u00e1 morto; v\u00edtima passiva. O emprego dos jesu\u00edtas, tentativas fracassadas de coloniza\u00e7\u00e3o de povoamento foram outros expedientes utilizados para acelerar o controle mais rigoroso das \u00e1reas coloniais. No c\u00f4mputo global, todas estas iniciativas traduziram sem d\u00favida uma pol\u00edtica mais agressiva, impulsionada pelo nacionalismo expansionista que dominava na metr\u00f3pole. Os resultados foram d\u00e9beis (&#8230;). No entanto, embora fugaz, a simples presen\u00e7a portuguesa em regi\u00f5es como a Lunda ou Manica era relevante, na luta que se avizinhava pela posse dos territ\u00f3rios do interior da \u00c1frica Central..\n\nA expans\u00e3o do imp\u00e9rio portugu\u00eas na \u00c1frica foi contida pelos interesses de outras na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias, em particular a Inglaterra. O ultimatum ingl\u00eas, em 11 de janeiro de 1890, foi um marco importante deste processo, deixando bem claro para Portugal os limites de suas ambi\u00e7\u00f5es al\u00e9m dos quais seria obrigado a enfrentar o poderio militar ingl\u00eas, a diplomacia das armas.\n\nO ultimatum mudar\u00e1 o rumo da pol\u00edtica econ\u00f4mica portuguesa na \u00c1frica, notadamente o refor\u00e7o do protecionismo alfandeg\u00e1rio. \u00c9 a vit\u00f3ria dos setores mercantil e industrial no jogo da luta de classes em Portugal, favorecida pela crise econ\u00f4mica dos anos 90 que buscaria no estreitamento com as col\u00f4nias uma de suas sa\u00eddas.\n\n<strong>O ambiente pol\u00edtico criado pelo ultimatum deu o \u00faltimo impulso:<\/strong>\u00a0para mais, afastada a ideia de obter o consenso das pot\u00eancias europeias para a expans\u00e3o do imp\u00e9rio portugu\u00eas na \u00c1frica, a abertura econ\u00f4mica e a modera\u00e7\u00e3o pautal tornavam-se desnecess\u00e1rias como instrumentos de rela\u00e7\u00f5es externas. A partir da\u00ed, a preocupa\u00e7\u00e3o portuguesa ser\u00e1 a ocupa\u00e7\u00e3o administrativa e sobretudo militar de suas possess\u00f5es.\n\nOs conflitos entre Portugal e Inglaterra continuariam, mudando apenas de continente. Em \u00c1frica, Portugal vai tamb\u00e9m enfrentar resist\u00eancias por parte das estruturas locais herdadas do sistema imperial luso-brasileiro, historicamente ligadas ao Brasil via com\u00e9rcio de escravos, e n\u00e3o muito dispostas \u00e0 domina\u00e7\u00e3o direta de Lisboa.\n\nPortugal, ao transitar do feudalismo para o capitalismo, renova suas ambi\u00e7\u00f5es coloniais, agora de novo tipo, diversas daquelas que sustentaram o imp\u00e9rio luso-brasileiro. Atrasando-se na hist\u00f3ria, vai se defrontar com novas pot\u00eancias hegem\u00f4nicas, nada simp\u00e1ticas a supostos ?imperialismos n\u00e3o-econ\u00f4micos para os quais se deveria ter qualquer tipo de respeito. Pura ingenuidade\u0085\n\n\u00c9 em fun\u00e7\u00e3o desta disputa e tamb\u00e9m no esp\u00edrito de preserva\u00e7\u00e3o talvez da \u00fanica sa\u00edda para suas crises econ\u00f4micas (o mundo colonial, ou o que restou dele), que Portugal, agora dramaticamente vestido com os trajes da modernidade capitalista, ainda que meio desconfort\u00e1vel, saudoso dos velhos tempos, vai desesperadamente lutar com todas as suas for\u00e7as para garantir e ampliar suas possess\u00f5es africanas.\n\n<strong>Ressurge, pois, em \u00c1frica, com novas roupas e velhas pr\u00e1ticas:<\/strong>\u00a0as primeiras, em fun\u00e7\u00e3o de certa toler\u00e2ncia e aceita\u00e7\u00e3o de novas formas de trabalho n\u00e3o-escravas, sinais dos novos tempos; as segundas, em virtude de suas tradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de domina\u00e7\u00e3o colonial que sempre tiveram como marca o emprego sistem\u00e1tico da viol\u00eancia mais brutal.\n\nO conflito entre o velho e o novo \u00e9 dram\u00e1tico em Portugal. Sem compreend\u00ea-lo, imposs\u00edvel se faz compreender as contradi\u00e7\u00f5es de todo o projeto colonial portugu\u00eas em \u00c1frica.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0janusonline.pt\/<wbr \/>civilizacoesafricanas.com\/<wbr \/>portuguesaafrica.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1frica Portuguesa, Portugu\u00eas, Portugal, Hist\u00f3ria, Ocidental, Oriental, Processo, Coloniza\u00e7\u00e3o, Africano, Col\u00f4nias, Angola, Mo\u00e7ambique, Regi\u00f5es, \u00c1frica Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-10324","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>\u00c1frica Portuguesa - 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