{"id":10246,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/tratado-de-tordesilhas\/"},"modified":"2026-08-31T19:09:35","modified_gmt":"2026-08-31T19:09:35","slug":"tratado-de-tordesilhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/tratado-de-tordesilhas\/","title":{"rendered":"Tratado de Tordesilhas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Tratado de Tordesilhas &#8211; 1494 <\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>Tratado de Tordesilhas<\/strong> foi acordado entre o Espanhol eo      Portugu\u00eas para esclarecer a confus\u00e3o em terras rec\u00e9m-reivindicada no Novo      Mundo. <\/p>\n   \n<p>O in\u00edcio dos anos 1400 trouxe grandes avan\u00e7os na explora\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia. A fim      tornar o com\u00e9rcio mais eficiente, Portugal tentou encontrar um caminho direto      de \u00e1gua para a \u00cdndia e China. <\/p>\n   \n<p>Ao usar uma rota de \u00e1gua direto, os comerciantes \u00e1rabes, que possu\u00edam rotas      comerciais terrestres, n\u00e3o foram capazes de fazer um lucro fora dos comerciantes      do com\u00e9rcio europeu. <\/p>\n   \n<p>Depois de Colombo descobriu o Novo Mundo em 1492, ficou claro que o conflito      logo surgem sobre as reivindica\u00e7\u00f5es de terras de Espanha e Portugal.<\/p>\n   \n<p>Os portugueses tamb\u00e9m queria proteger seu monop\u00f3lio na rota de com\u00e9rcio para      a \u00c1frica e se sentiu amea\u00e7ada.<\/p>\n   \n<p>Foi somente ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o de que Colombo havia encontrado algo grande      que a terra tornou-se a quest\u00e3o importante. A terra rec\u00e9m-descoberta realizada      uma grande riqueza potencial, o que beneficiaria as na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias.<\/p>\n   \n<p>Em 04 de maio de 1493 o Papa Alexandre VI tomou medidas para esclarecer qualquer      confus\u00e3o que possa ter surgido sobre reivindica\u00e7\u00f5es territoriais. <\/p>\n   \n<p>Ele emitiu um decreto que estabeleceu uma linha imagin\u00e1ria de norte a sul      atrav\u00e9s do meio do Atl\u00e2ntico, a 100 l\u00e9guas (480 km) de ilhas de Cabo Verde.      Espanha teria posse de qualquer territ\u00f3rio n\u00e3o reclamados, a oeste da linha      e Portugal teria a posse de qualquer territ\u00f3rio n\u00e3o reclamado, a leste da      linha.<\/p>\n   \n<p>Depois de uma maior explora\u00e7\u00e3o, os portugueses ficaram insatisfeito com o      acordo quando perceberam o quanto mais terra a Espanha tinha sido dada. <\/p>\n   \n<p>Em junho de 1494 a linha foi renegociado eo acordo foi ratificado oficialmente      durante uma reuni\u00e3o na cidade espanhola de Tordesilhas. O <strong>Tratado      de Tordesilhas<\/strong> restabelecida a 370 l\u00e9guas de linha (1,770 km) a oeste      das ilhas de Cabo Verde.<\/p>\n   \n<p>Era evidente que pouca explora\u00e7\u00e3o havia ocorrido no momento em que o tratado      foi assinado, porque a Espanha foi concedida uma parcela muito maior de terras.      Portugal s\u00f3 foi dada a posse do Brasil. Portugal empurrado ao longo dos pr\u00f3ximos      cem anos para passar a fronteira do Brasil para o oeste. Porque a linha n\u00e3o      foi muito bem definido, o espanhol n\u00e3o colocar qualquer oposi\u00e7\u00e3o a essa expans\u00e3o      Portugu\u00eas. <\/p>\n   \n<p>Fonte: www.thenagain.info<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>Apenas alguns meses depois de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo voltou para a Europa a partir      de sua primeira viagem ao Novo Mundo, o espanhol nascido Papa Alexandre VI      deu \u00e0 Espanha um avan\u00e7o na busca de domina\u00e7\u00e3o sobre as regi\u00f5es rec\u00e9m-descobertas      do mundo.<\/p>\n   \n<p>O Papa decretou que todas as terras descobertas a oeste de um meridiano 100      l\u00e9guas (uma liga \u00e9 de 3 milhas ou 4,8 km) a oeste das ilhas de Cabo Verde      deveria pertencer a Espanha , enquanto novas terras descobertas a leste dessa      linha pertenceriam a Portugal . Esta bula papal tamb\u00e9m especificou que todas      as terras j\u00e1 sob o controle de um &#8220;pr\u00edncipe crist\u00e3o&#8221; permaneceria      sob o mesmo controle.<\/p>\n   \n<p>Esta linha limitando fez Portugal com raiva. D. Jo\u00e3o II (o sobrinho do Infante      D. Henrique ) negociou com o rei Fernando ea rainha Isabel de Espanha para      mover a linha para o oeste. Justificativa do Rei Jo\u00e3o de Ferdinand e Isabella      era que a linha do Papa estende por todo o globo, limitando assim a influ\u00eancia      espanhola na \u00c1sia. <\/p>\n      \n<p>Em 07 de junho de 1494 Espanha e Portugal conheceu em Tordesilhas, Espanha      e assinaram um tratado mudou a linha de 270 l\u00e9guas a oeste, a 370 l\u00e9guas a      oeste de Cabo Verde . Esta nova linha (localizado a cerca de 46 \u00b0 37 &#8216;) deu      mais Portugal reivindica\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica do Sul mas tamb\u00e9m forneceu Portugal      com controle autom\u00e1tico durante a maior parte do Oceano \u00cdndico.<\/p>\n   \n<p>Enquanto isso seria v\u00e1rias centenas de anos antes da linha do Tratado de      Tordesilhas p\u00f4de ser determinada com precis\u00e3o (devido a problemas de determinar      a longitude), Portugal e Espanha mantiveram com seus lados da linha muito      bem. Portugal acabou lugares colonizadoras como o Brasil na Am\u00e9rica do Sul      e na \u00cdndia e Macau na \u00c1sia. Popula\u00e7\u00e3o de l\u00edngua Portugu\u00eas do Brasil \u00e9 resultado      do Tratado de Tordesilhas.<\/p>\n   \n<p>Portugal e Espanha ignorado uma ordem do Papa em promulgar o tratado, mas      tudo foi reconciliado, quando o Papa Julius II concordou com a mudan\u00e7a em      1506. <\/p>\n \t\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Tratad1.jpg\" alt=\"Tratado de Tordesilhas\" width=\"382\" height=\"410\" title=\"Tratado de Tordesilhas\" \/><strong><br \/>\n     Mapa do Tratado de Tordesilhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte: geography.about.com<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n   \n<p>A Terra de Santa Cruz \u00e9 nossa. Tudo gra\u00e7as ao saudoso rei dom Jo\u00e3o II, conhecido      como &#8220;Pr\u00edncipe Perfeito&#8221;, que governou o pa\u00eds de 1481 at\u00e9 sua morte,      h\u00e1 seis anos, em 1495, em circunst\u00e2ncias misteriosas. Com uma vis\u00e3o geopol\u00edtica      \u00e0 frente de seu tempo e grande habilidade diplom\u00e1tica, foi ele quem bateu      o p\u00e9, nas conversa\u00e7\u00f5es com a Espanha, para estender, a nosso favor, a linha      divis\u00f3ria que definiu as \u00e1reas de influ\u00eancia de portugueses e castelhanos      no vasto mundo ainda em grande parte por descobrir \u0096 exatamente a 370      l\u00e9guas a ocidente do Arquip\u00e9lago de Cabo Verde. O Tratado de Tordesilhas,      assinado em 1494, reza que as terras situadas a oeste da linha pertencem aos      espanh\u00f3is e as que est\u00e3o a leste s\u00e3o de Portugal. A terra descoberta pela      expedi\u00e7\u00e3o comandada por Pedro \u00c1lvares Cabral est\u00e1 nesse \u00faltimo caso. N\u00e3o fosse      a persist\u00eancia de dom Jo\u00e3o II, o acordo teria sido assinado nos termos propostos      pelos reis Isabel e Fernando \u0096 com o meridiano a apenas 100 l\u00e9guas dos      A\u00e7ores ou de Cabo Verde \u0096 e neste momento ter\u00edamos de nosso apenas o      mar. Negociado diretamente entre Portugal e Espanha, o Tratado de Tordesilhas      \u00e9 o respons\u00e1vel pela paz entre os dois pa\u00edses, que estava amea\u00e7ada desde que      se tornou necess\u00e1rio dividir o mundo como uma laranja. <\/p>\n   \n<p>Durante toda a d\u00e9cada de 80, a grande quest\u00e3o foi em que sentido deveria      ser passada a faca. Se no horizontal, como queriam os portugueses, ou no vertical,      reivindica\u00e7\u00e3o dos espanh\u00f3is. O Tratado de Alc\u00e1\u00e7ovas-Toledo, assinado em 1479-80,      refletia, de certa forma, o desejo de Portugal. Pelo acordo inicial, pertenceriam      \u00e0 Espanha todas as terras encontradas ao norte das Ilhas Can\u00e1rias (veja os      mapas acima). Foi o primeiro tratado do g\u00eanero que regulamentava a posse de      terras ainda n\u00e3o descobertas. A Portugal interessava basicamente garantir      direitos sobre a parte sul do Mar Oceano, na presun\u00e7\u00e3o, que se revelou acertada,      de que por ali se conseguiria a passagem para as \u00cdndias. <\/p>\n   \n<p>A abertura dessa rota de com\u00e9rcio tem sido a prioridade de Portugal desde      os tempos do infante dom Henrique. Nos anos 80 estudavam-se duas possibilidades      de chegar \u00e0s \u00cdndias. Uma, pelo sul, contornando a \u00c1frica. A outra, navegando      em dire\u00e7\u00e3o ao poente, contornando o mundo.<\/p>\n   \n<p>Ao chegar ao Cabo da Boa Esperan\u00e7a, em 1488, o her\u00f3ico Bartolomeu Dias convenceu      dom Jo\u00e3o II de que a alternativa mais r\u00e1pida era a primeira. <\/p>\n   \n<p><strong>No dia em que o navegador, em audi\u00eancia com o rei, lhe explicou as      vantagens dessa rota, desenhando o caminho numa carta n\u00e1utica, estava no pal\u00e1cio      outro grande marinheiro, o defensor mais ardoroso da teoria contr\u00e1ria:<\/strong>      o genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo. A partir do momento em que dom Jo\u00e3o II se definiu      pelo projeto de Bartolomeu Dias, Colombo abandonou Portugal. Foi para a Espanha,      que financiou seu projeto. Em 1492, navegando na dire\u00e7\u00e3o proposta por ele,      descobriu as ilhas Fernandina, Isabela, Juana e Hispaniola. Contra todas as      evid\u00eancias, acreditava ter chegado ao rico Oriente, e disso convenceu os monarcas      espanh\u00f3is, que passaram a empenhar seus consider\u00e1veis esfor\u00e7os em garantir      todas as terras da banda ocidental do Mar Oceano. <\/p>\n   \n<p>O descobrimento de Colombo provocou uma reviravolta na divis\u00e3o do mundo que      havia sido feita at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Por um motivo simples: <\/strong>pelo Tratado de Alc\u00e1\u00e7ovas, em vigor      at\u00e9 aquele momento, as ilhas estavam em territ\u00f3rio portugu\u00eas, j\u00e1 que se situavam      ao sul das Can\u00e1rias. Consciente disso, dom Jo\u00e3o II reivindicou a posse das      terras. <\/p>\n   \n<p><strong>Os reis da Espanha partiram para o contra-ataque usando a arma que      tinham:<\/strong> sua influ\u00eancia no Vaticano. O papa Alexandre VI, espanhol      de nascimento, deve favores ao rei Fernando de Arag\u00e3o. A pedido dele e de      sua intr\u00e9pida mulher, a rainha Isabel de Castela, a grande patrocinadora de      Colombo, o papa emitiu dois documentos, as chamadas bulas Inter-Coetera I      e II. <\/p>\n   \n<p><strong>Elas dividiam as \u00e1reas de influ\u00eancia, com um claro favorecimento      a seus conterr\u00e2neos (a partilha provocou o sarc\u00e1stico coment\u00e1rio do rei Lu\u00eds      XII, da Fran\u00e7a: <\/strong>&#8220;Em que artigo de seu testamento Ad\u00e3o repartiu      a Terra entre portugueses e espanh\u00f3is?&#8221; A segunda bula alexandrina estabelecia      uma linha vertical a 100 l\u00e9guas das Can\u00e1rias como nova demarca\u00e7\u00e3o divis\u00f3ria      do mundo. <\/p>\n   \n<p>Dom Jo\u00e3o II, mais uma vez, n\u00e3o se dobrou. <\/p>\n   \n<p>Continuou sua estrat\u00e9gia de expressar o descontentamento de Portugal. Preparou-se      ostensivamente para uma poss\u00edvel guerra e se aproximou da Fran\u00e7a, em disputa      com a Espanha. <\/p>\n   \n<p><strong>De tanto pressionar, a Espanha aceitou negocia\u00e7\u00f5es diretas, retomadas      em 1494, quando dom Jo\u00e3o II fez sua reivindica\u00e7\u00e3o: <\/strong>concordava com      a substitui\u00e7\u00e3o da linha horizontal pela vertical, desde que esta se situasse      a 370 l\u00e9guas do Arquip\u00e9lago de Cabo Verde.<\/p>\n   \n<p><strong>A justificativa: <\/strong>devido \u00e0 impossibilidade de contornar a      \u00c1frica em dire\u00e7\u00e3o das \u00cdndias fazendo navega\u00e7\u00e3o costeira, era necess\u00e1rio um      espa\u00e7o de manobra para as naus. A Espanha acabou assinando o tratado gra\u00e7as      a algumas compensa\u00e7\u00f5es dadas por Portugal e ao relat\u00f3rio de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo,      que voltava de sua segunda viagem asseverando que dificilmente haveria novas      terras no espa\u00e7o entre 100 e 370 l\u00e9guas. Assim, o tratado foi assinado na      cidade espanhola de Tordesilhas, em 7 de junho. \u00c9 poss\u00edvel que ainda haja      terras por descobrir do lado espanhol da divis\u00e3o, mas por enquanto Tordesilhas      joga a favor de Portugal. <\/p>\n   \n<p>\u00e3o \u00e9 caridoso apontar as fraquezas de quem passa por um mau peda\u00e7o, como      acontece atualmente com Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, o orgulhoso almirante do Mar Oceano.    <\/p>\n   \n<p><strong>Mas o fato \u00e9 que o descobrimento feito por Pedro \u00c1lvares Cabral fornece      mais uma prova de que o navegante genov\u00eas est\u00e1 errado:<\/strong> as ilhas que      desbravou, sob o patroc\u00ednio da rainha Isabel de Castela, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o t\u00eam nada      a ver com as \u00cdndias como parecem ser parte de todo um novo mundo, desconhecido      pelos europeus. Cumpre reconhecer os m\u00e9ritos de Colombo, o primeiro a sair      a mar aberto nove anos atr\u00e1s e, mais impressionante, voltar em seguran\u00e7a.      Valente, teimoso e competente como poucos, ele j\u00e1 repetiu mais duas vezes      a viagem e iniciou um processo de assentamentos no territ\u00f3rio. Persiste, no      entanto, na obsess\u00e3o de comprovar que as ilhas, em muito semelhantes \u00e0 Terra      de Santa Cruz, constituem alguma parte do Oriente descrito h\u00e1 dois s\u00e9culos      pelo aventureiro veneziano Marco Polo.<\/p>\n   \n<p>A situa\u00e7\u00e3o delicada vivida no momento por Colombo tem menos a ver com seu      engano e mais com as confus\u00f5es ocorridas nos novos territ\u00f3rios abarcados pela      bandeira espanhola. H\u00e1 menos de um ano, o pioneiro desbravador do Mar Oceano,      acompanhado pelos dois irm\u00e3os, foi posto a ferros e levado preso para Sevilha.      A rainha Isabel j\u00e1 mandou solt\u00e1-lo, mas Colombo n\u00e3o conseguiu recuperar o      posto de governador e vice-rei das \u00cdndias \u0096 sim, os espanh\u00f3is insistem      na designa\u00e7\u00e3o \u0096, e \u00e9 dif\u00edcil que isso venha a acontecer. Sua administra\u00e7\u00e3o      foi um desastre. Esperando riquezas prodigiosas, os espanh\u00f3is levados para      iniciar o assentamento enfrentaram doen\u00e7as, fome e revoltas dos nativos, impiedosamente      massacrados. Afundaram na desordem e na rebeli\u00e3o. Quando o interventor Francisco      de Bobadilha, enviado para p\u00f4r ordem no caos, chegou a S\u00e3o Domingos, pendiam      da forca sete corpos de espanh\u00f3is amotinados contra Colombo. O descobridor      do novo mundo, preso por Bobadilha, saiu de l\u00e1 debaixo de insultos. &#8220;Almirante      dos mosquitos&#8221;, foi uma das ofensas mais brandas que ouviu. <\/p>\n   \n<p>Parte do tempo que deveria dedicar a controlar os temperamentais espanh\u00f3is      foi dedicada pelo almirante a tentar comprovar a absurda teoria de que a maior      da ilhas \u0096 chamada de Colba \u0096 da regi\u00e3o \u00e9 &#8220;o come\u00e7o das \u00cdndias&#8221;.      Depois de quase circund\u00e1-la completamente, ele fez todos a bordo dos tr\u00eas      navios jurar, perante um not\u00e1rio, que a ilha n\u00e3o era ilha, sob pena de multar      em 10 000 maravedis e mandar cortar a l\u00edngua de quem dissesse o contr\u00e1rio.    <\/p>\n   \n<p>A obsess\u00e3o de Colombo \u00e9 compreens\u00edvel. Durante boa parte de sua vida, ele      alimentou o ambicios\u00edssimo projeto de chegar \u00e0s \u00cdndias navegando da Europa      na dire\u00e7\u00e3o oeste. Ele se baseava nos relatos dos antigos e nas cartas do respeitado      cosm\u00f3grafo florentino Paolo Toscanelli, para quem a dist\u00e2ncia mar\u00edtima entre      a Europa e o Extremo Oriente era relativamente pequena. <\/p>\n   \n<p>Quem poderia supor que, no caminho, existia todo esse novo mundo? Apesar      da l\u00f3gica aparente, n\u00e3o convenceu os portugueses, entre os quais aprendeu      as artes da navega\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ler e escrever. Tentou vender o projeto aos      reis da Inglaterra e da Fran\u00e7a, sem sucesso. A muito custo, convenceu finalmente      a rainha Isabel, que se sentia pressionada pelas conquistas mar\u00edtimas dos      parentes e rivais portugueses. No dia 3 de agosto de 1492, ele partiu, com      duas caravelas, uma nau, autoconfian\u00e7a inabal\u00e1vel e a sorte, que sempre o      bafejou, dos ventos a favor. Passou dois meses no mar \u0096 um recorde nunca      antes alcan\u00e7ado. Em 12 de outubro, \u00e0s 2 horas da madrugada, um vigia gritou      &#8220;Tierra!&#8221; e viram a primeira ilha, batizada de S\u00e3o Salvador. <\/p>\n   \n<p>Colombo voltou dessa primeira viagem coberto de gl\u00f3rias, que nunca mais se      repetiram. Com pouco retorno financeiro at\u00e9 agora, as ilhas deixaram de ser      novidade. O almirante, por\u00e9m, n\u00e3o desiste. Na \u00faltima e desastrosa viagem,      pisou em um trecho de litoral onde nem ele, com toda a f\u00e9 de ter achado um      caminho para as \u00cdndias, p\u00f4de deixar de ver tra\u00e7os de um continente. Mas, se      n\u00e3o s\u00e3o as \u00cdndias, que peda\u00e7o de terra \u00e9 esse? O Para\u00edso Terrestre, concluiu      o pio navegante. Como se sabe, nenhum ser vivo pode visit\u00e1-lo. Ao descrever      seu encontro com o \u00c9den, ficou t\u00e3o exaltado que despertou d\u00favidas quanto a      seu estado mental. Atualmente, privado do prest\u00edgio de outrora, busca, com      a costumeira tenacidade, formar a frota da quarta viagem. Para onde? Para      um grupo de ilhas desconhecidas nos confins do oceano, suspira a corte espanhola.      Para as \u00cdndias, teima, imp\u00e1vido, o almirante do Mar Oceano.<\/p>\n   \n<p>Fonte: veja.abril.com.br<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n   \n<p><strong>Tratado de Tordesilhas<\/strong> (7 de junho de 1494), o acordo entre      Espanha e Portugal que visa resolver conflitos sobre terras rec\u00e9m-descobertas      ou exploradas por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo e outros navegantes do final do s\u00e9culo      15.<\/p>\n   \n<p>Em 1493, depois de relatos de descobertas de Colombo lhes tinha alcan\u00e7ado,      os governantes espanh\u00f3is Fernando e Isabel alistou o apoio papal para suas      reivindica\u00e7\u00f5es para o Novo Mundo, a fim de inibir os poss\u00edveis pretendentes      rivais portugueses e outros. Para acomod\u00e1-los, o papa espanhol nascido Alexander      VI emitiu touros a cria\u00e7\u00e3o de uma linha de demarca\u00e7\u00e3o de p\u00f3lo a p\u00f3lo a 100      l\u00e9guas (cerca de 320 milhas) a oeste das Ilhas de Cabo Verde. Espanha recebeu      direitos exclusivos para todas as terras rec\u00e9m-descobertas e por descobrir      na regi\u00e3o oeste da linha. Expedi\u00e7\u00f5es portuguesas eram para manter a leste      da linha. Nem poder era ocupar qualquer territ\u00f3rio j\u00e1 nas m\u00e3os de um governante      crist\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o h\u00e1 outras pot\u00eancias europeias que enfrentam o Oceano Atl\u00e2ntico jamais      aceitou essa disposi\u00e7\u00e3o papal ou o acordo posterior dela decorrentes. D. Jo\u00e3o      II de Portugal estava insatisfeito porque os direitos de Portugal no Novo      Mundo foram suficientemente afirmado, e do Portugu\u00eas nem sequer tem espa\u00e7o      suficiente no mar durante suas viagens africanas. Reuni\u00e3o em Tordesilhas,      no noroeste da Espanha, espanhol e embaixadores portugueses reafirmou a divis\u00e3o      papal, mas a pr\u00f3pria linha foi transferida para 370 l\u00e9guas (1185 milhas) a      oeste das Ilhas de Cabo Verde, ou cerca de 46 \u00b0 30 &#8216;W de Greenwich. Papa Julius      II finalmente sancionada a mudan\u00e7a em 1506. O novo limite habilitado Portugal      para reivindicar a costa do Brasil, ap\u00f3s a sua descoberta por Pedro \u00c1lvares      Cabral em 1500. <\/p>\n   \n<p>Explora\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o longe, a oeste da linha de demarca\u00e7\u00e3o em s\u00e9culos      posteriores brasileiro estabelecido uma base s\u00f3lida para reivindica\u00e7\u00f5es do      Brasil para a vastas \u00e1reas do interior da Am\u00e9rica do Sul. <\/p>\n   \n<p>Fonte: www.britannica.com<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n   \n<p>O <strong>Tratado de Tordesilhas<\/strong>, assim denominado por ter sido      celebrado na povoa\u00e7\u00e3o castelhana de Tordesillas, foi assinado em a 7 de Junho      de 1494, entre Portugal e Castela (parte da atual Espanha), definindo a partilha      do chamado Novo Mundo entre ambas as Coroas, um ano e meio ap\u00f3s Colombo ter      reclamado oficialmente a Am\u00e9rica para Isabel a Cat\u00f3lica. Para seguimento das      suas instru\u00e7\u00f5es para negocia\u00e7\u00e3o deste tratado e sua assinatura o Pr\u00edncipe      Perfeito designou como embaixador \u00e0 sua prima de Castela (filha de uma infanta      portuguesa) a D. Rui de Sousa.<\/p>\n   \n<h4>Antecedentes<\/h4>\n   \n<p><strong>Como bem diz o historiador brasileiro Delgado de Carvalho, em sua      \u00abHist\u00f3ria Diplom\u00e1tica do Brasil\u00bb, \u00absubsistia ainda a tradi\u00e7\u00e3o medieval da      supremacia pol\u00edtica da Santa S\u00e9, que reconhecia a Roma o direito de dispor      das terras e dos povos:<\/strong> Adriano IV, papa ingl\u00eas (1154-59), havia      dado a Irlanda ao rei da Inglaterra e Sisto IV as Can\u00e1rias ao rei da Espanha      (1471-84). Baseava-se isso, em parte, sobre o fato de o Edito de Constantino      ter conferido ao papa Silvestre a soberania sobre todas as ilhas do globo;      ora, isso porque as terras a descobrir eram todas, ent\u00e3o, supostas serem exclusivamente      ilhas (Oliveira Lima &#8211; Descobrimento do Brasil, vol. III do Livro do Centen\u00e1rio,      Rio, 1900).\u00bb<\/p>\n   \n<p>O in\u00edcio da expans\u00e3o mar\u00edtima portuguesa, sob a \u00e9gide do Infante D. Henrique,      levou as caravelas portuguesas pelo oceano Atl\u00e2ntico, rumo ao Sul, contornando      a costa africana. Com a descoberta da Costa da Mina, iniciando-se o com\u00e9rcio      de marfim, ouro e escravos, a aten\u00e7\u00e3o da Espanha foi despertada, iniciando-se      uma s\u00e9rie de escaramu\u00e7as no mar, envolvendo embarca\u00e7\u00f5es de ambas as Coroas.<\/p>\n   \n<p><strong>Portugal, buscando assim proteger o seu investimento, negociou com      Castela o Tratado de Alc\u00e1\u00e7ovas (1479), obtendo, posteriormente, do Papa Inoc\u00eancio      VII em 1481 a bula \u00c6terni regis, que dividia as terras descobertas e a descobrir      por um paralelo na altura das ilhas Can\u00e1rias, dividindo o mundo em dois hemisf\u00e9rios:<\/strong>      a Norte, para a Coroa de Castela; e a Sul, para a Coroa de Portugal. Somando-se      a duas outras bulas anteriores de 1452 e 1454, de Nicolau V e de Sisto IV,      Portugal e a Ordem de Cristo haviam recebido todas as terras conquistadas      e a conquistar ao sul do cabo Bojador e da ilha Grande Can\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p><strong>Preservavam-se, desse modo, os interesses de ambas as Coroas, definindo-se,      a partir de ent\u00e3o, os dois ciclos da expans\u00e3o:<\/strong> o chamado ciclo oriental,      pelo qual a Coroa portuguesa garantia o seu progresso para o Sul e o Oriente,      contornando a costa africana (o chamado &#8220;p\u00e9riplo africano&#8221;); e o      que se denominou posteriormente de ciclo ocidental, pelo qual a Espanha se      aventurou no oceano Atl\u00e2ntico, para Oeste. Como resultado deste esfor\u00e7o espanhol,      Crist\u00f3v\u00e3o Colombo alcan\u00e7ou terras americanas em 1492.<\/p>\n   \n<p>Ciente da descoberta de Colombo, mediante as coordenadas geogr\u00e1ficas fornecidas      pelo navegador, os cosm\u00f3grafos portugueses argumentaram que a descoberta,      efetivamente se encontrava em terras portuguesas.<\/p>\n   \n<p>Desse modo, a diplomacia espanhola apressou-se a obter junto ao papa Papa      Alexandre VI, espanhol, uma nova parti\u00e7\u00e3o de terras. N\u00e3o podia deixar o Papa      de conceder aos Reis Cat\u00f3licos os mesmos direitos outorgados aos reis portugueses!      Assim, em 3 de maio de 1493, a bula Inter c\u00e6tera estabelecia uma nova linha      de marca\u00e7\u00e3o, um meridiano que separaria as terras de Portugal e de Castela.      O meridiano passava a cem l\u00e9guas a oeste dos A\u00e7ores e de Cabo Verde. As novas      terras descobertas, situadas a Oeste do meridiano a 100 l\u00e9guas das ilhas do      Cabo Verde, pertenceriam \u00e0 Espanha. As terras a leste, pertenceriam a Portugal.      A bula exclu\u00eda todas as terras conhecidas j\u00e1 sob controle de um estado crist\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os termos da bula n\u00e3o agradaram a Jo\u00e3o II de Portugal, julgando j\u00e1 ter direitos      adquiridos que a Bula vinha ferir. E a bula criava confus\u00e3o, pois um meridiano      vinha anular o que um paralelo tinha estabelecido. A execu\u00e7\u00e3o da Bula, na      verdade, era impossibilitada por sua imprecis\u00e3o e pela imperfei\u00e7\u00e3o dos meios      cient\u00edficos da \u00e9poca para a fixa\u00e7\u00e3o do meridiano escolhido. Assim sendo, D.      Jo\u00e3o II abriu negocia\u00e7\u00f5es diretas com os reis cat\u00f3licos Fernando II de Arag\u00e3o      e Isabel I de Castela para mover a linha mais para Oeste, argumentando que      o meridiano em quest\u00e3o se estendia sob todo o globo, limitando assim as pretens\u00f5es      espanholas na \u00c1sia. D. Jo\u00e3o II prop\u00f4s, por uma miss\u00e3o diplom\u00e1tica aos reis      cat\u00f3licos, estabelecer um paralelo das Ilhas Can\u00e1rias como substituto ao meridiano      papal. Os espanh\u00f3is recusaram a proposta mas se prestaram a discutir o caso.      Reuniram-se ent\u00e3o em Tordesillas.<\/p>\n   \n<h4>Os termos do tratado<\/h4>\n   \n<p>Diz Rodrigo Ot\u00e1vio em 1930 que o Tratado teria \u00abum efeito antes moral do      que pr\u00e1tico\u00bb. O meridiano era fixado n\u00e3o mais a 100, mas a 370 l\u00e9guas das      ilhas de Cabo Verde, mas persistiam as dificuldades de execu\u00e7\u00e3o desta demarca\u00e7\u00e3o.      Os cosm\u00f3grafos divergiam sobre a dimens\u00e3o da Terra, sobre os pontos de partida      para a contagem das milhas, sobre a pr\u00f3pria extens\u00e3o das l\u00e9guas, que diferia      entre Espanha e Portugal! J\u00e1 se disse que os espanh\u00f3is cederam porque esperavam,      por meio de sua pol\u00edtica de casamentos, estabelecer algum dia a uni\u00e3o ib\u00e9rica,      incorporando Portugal&#8230; O que \u00e9 mais prov\u00e1vel \u00e9 que os negociadores portugueses,      na express\u00e3o de Bartolom\u00e9 de las Casas, tenham tido \u00abmais per\u00edcia e mais experi\u00eancia\u00bb      do que os espanh\u00f3is.<\/p>\n   \n<p>A divis\u00e3o das terras descobertas e a descobrir era estabelecida a partir      de um semi-meridiano estabelecido a 370 l\u00e9guas (1.770 km) a oeste das ilhas      do Cabo Verde, que se situaria hoje a 46\u00b0 37&#8242; a oeste do Meridiano de Greenwich.<\/p>\n   \n<p>Os termos do tratado foram ratificados pela Espanha a 2 de Julho e por Portugal      em 5 de Setembro do mesmo ano. Esta linha de Tordesilhas, apesar de nunca      ter existido, serviu ao menos para que Portugal tomasse p\u00e9 no continente americano,      em v\u00e9speras de ser \u00abdescoberto\u00bb, ou ocupado, por Pedro \u00c1lvares Cabral. <\/p>\n   \n<p>E, de imediato, o tratado garantia a Portugal o dom\u00ednio das \u00e1guas do Atl\u00e2ntico      Sul, essencial para a manobra n\u00e1utica ent\u00e3o conhecida como volta do mar, empregada      para evitar as correntes mar\u00edtimas que empurravam para o Norte as embarca\u00e7\u00f5es      que navegassem junto \u00e0 costa sudoeste africana, e permitindo a ultrapassagem      do cabo da Boa Esperan\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>E o Tratado nunca foi esquecido, pois figurou nas negocia\u00e7\u00f5es da Junta de      Badajoz em 1524, quando se falou sobre as Ilhas Molucas e as Filipinas, situadas      na \u00f3rbita portuguesa, consideradas espanholas em troca do Brasil (Luciano      Pereira da Silva, \u00abHist\u00f3ria da Coloniza\u00e7\u00e3o Portuguesa no Brasil\u00bb, t. I, Porto,      1922).<\/p>\n   \n<h4>Consequ\u00eancias do tratado<\/h4>\n   \n<p>Em princ\u00edpio, o tratado resolvia os conflitos que seguiram \u00e0 descoberta do      Novo Mundo por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo. Embora contrariasse a bula de Alexandre      VI, foi aprovado pelo Papa J\u00falio II em uma nova bula, em 1506.<\/p>\n   \n<p>Muito pouco se sabia das novas terras, que passaram a ser exploradas pela      Espanha. Nos anos que se seguiram Portugal prosseguiu no seu projeto de alcan\u00e7ar      a \u00cdndia, o que foi finalmente alcan\u00e7ado pela frota de Vasco da Gama, na sua      primeira viagem de 1497-1499.<\/p>\n   \n<p>Com a expedi\u00e7\u00e3o de Pedro \u00c1lvares Cabral \u00e0 \u00cdndia, a costa do Brasil foi descoberta      (Maio de 1500) pelos europeus, o que s\u00e9culos mais tarde viria a abrir uma      pol\u00eamica historiogr\u00e1fica acerca do &#8220;acaso&#8221; ou da &#8220;intencionalidade&#8221;      da descoberta. Observe-se que uma das testemunhas que assinaram o Tratado      de Tordesilhas, por Portugal, foi o famoso Duarte Pacheco Pereira, um dos      nomes ligados a um suposto descobrimento do Brasil pr\u00e9-Cabralino.<\/p>\n   \n<p>Por outro lado, com o retorno financeiro da explora\u00e7\u00e3o americana (o ouro      espanhol e o pau-brasil portugu\u00eas), outras pot\u00eancias mar\u00edtimas europ\u00e9ias (Fran\u00e7a,      Inglaterra, Pa\u00edses Baixos) passaram a questionar a exclusividade da partilha      do mundo entre as na\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas. Esse questionamento foi muito apropriadamente      expresso por Francisco I de Fran\u00e7a, que ironicamente pediu para ver a cl\u00e1usula      no testamento de Ad\u00e3o que legitimava essa divis\u00e3o de terras. Cedo apareceram      no Brasil aventureiros e especuladores, franceses principalmente, que promoviam      o com\u00e9rcio clandestino. Floresceram o corso, a pirataria e o contrabando,      pois os armadores de Honfleur, Ru\u00e3o, La Rochelle, buscavam pau brasil e capturavam      gale\u00f5es. O mais c\u00e9lebre dos chefes foi um armador de Dieppe, Jean Ango ou      Angot. Adaptaram-se facilmente aos \u00edndios e foram seus aliados contra os portugueses.      Era a luta entre o monop\u00f3lio comercial e a liberdade dos mares&#8230;<\/p>\n   \n<p>Antes que o mercantilismo e o absolutismo se fortalecessem na Europa. Nesse      contexto, eclodiu a Reforma Protestante, esvaziando a autoridade do Papa enquanto      mediador das quest\u00f5es de rela\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n   \n<p>Conclu\u00edda a volta ao mundo iniciada por Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es (1519-1521),      uma nova disputa se estabeleceu, envolvendo a demarca\u00e7\u00e3o do meridiano pelo      outro lado do planeta e a posse das ilhas Molucas (atual Indon\u00e9sia), importantes      produtoras de especiarias. Para solucionar esta nova disputa, celebrou-se      o tratado de Sarago\u00e7a (22 de abril de 1529).<\/p>\n   \n<p>Posteriormente, durante a fase da Dinastia Filipina (Uni\u00e3o Ib\u00e9rica), os portugueses      foram se expandindo de tal forma na Am\u00e9rica do Sul que, em 1680, visando o      com\u00e9rcio com a bacia do Prata e a regi\u00e3o andina, fundaram uma col\u00f4nia na margem      esquerda do rio da Prata, em frente a Buenos Aires. A fixa\u00e7\u00e3o portuguesa em      territ\u00f3rio oficialmente espanhol gerou um longo per\u00edodo de conflitos armados,      conduzindo \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o do Tratado de Madrid (1750).<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n   \n<p>O <strong>Tratado de Tordesiihas<\/strong>, celebrado por Espanha e Portugal      em 7 dejunho de 1494, fixou crit\u00e9rios de partilha, entre os dois pa\u00edses, das      terras descobertas al\u00e9m-mar por Colombo e outros navegadores posteriores.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 anteriormente, em 1493, o Papa Alexandre VI expedira bulas fixando uma      linha de fronteira (meridiano) de p\u00f3lo a p\u00f3lo a cem l\u00e9guas do arquip\u00e9lago      de Cabo Verde. A Espanha teria o dom\u00ednio exclusivo sobre as terras a oeste      da linha e Portugal sobre aquelas a leste. Nenhuma outra pot\u00eancia poderia      ocupar territ\u00f3rios que j\u00e1 se encontrassem sob um soberano crist\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Diante da crise diplom\u00e1tica e da amea\u00e7a de confronto armado, entabularam-se      negocia\u00e7\u00f5es de imediato, durante as quais os reis espanh\u00f3is Fernando Il e      Isabel I conseguiram a edi\u00e7\u00e3o da bula Inter coetera (de 3-4 de maio de 1493),      pela qual ficava reconhecida a Castela a posse das terras e ilhas achadas      e por descobrir, a ocidente de um meridiano que passaria a 100 l\u00e9guas (cerca      de 320 milhas mar\u00edtimas) a oeste das ilhas de Cabo Verde ou dos A\u00e7ores.<\/p>\n   \n<p>As falhas geogr\u00e1ficas e pol\u00edticas da bula pontif\u00edcia em nada contribu\u00edram      para resolver as pend\u00eancias entre as coroas ib\u00e9ricas. Resolveram os soberanos      ent\u00e3o reunir miss\u00f5es diplom\u00e1ticas em Tordesilhas, pequeno burgo \u00e0s margens      do rio Douro, entre Salamanca e Valladolid, no noroeste da Espanha. <\/p>\n   \n<p><strong>Embora mantendo o princ\u00edpio da divis\u00e3o do mundo em duas partes, como      estabelecera a bula papal, espanh\u00f3is e portugueses tra\u00e7am o meridiano bem      mais a oeste<\/strong>: a 370 l\u00e9guas (1.184 milhas) de Cabo Verde (entre as      latitudes 480 e 49\u00b0 a oeste de Greenwich). A parte oriental caberia a Castela,      a ocidental a Portugal. A ratifica\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia deste tratado s\u00f3 veio a ocorrer      em 1506, ano da morte de Colombo, pelo Papa J\u00falio Il.<\/p>\n   \n<p>O Tratado de Tordesilhas impediu um conflito entre as duas na\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas      e consagrou o princ\u00edpio da livre movimenta\u00e7\u00e3o de conquista e explora\u00e7\u00e3o, desses      dois pa\u00edses, nos dom\u00ednios reservados.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.vivabrazil.com<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n   \n<p>A descoberta da Am\u00e9rica em 1492 e a do Brasil em 1500 inserem-se no ciclo      das navega\u00e7\u00f5es em busca do melhor caminho para as \u00cdndias. Eram os tempos modernos      que se iniciavam com um movimento geral de renova\u00e7\u00e3o, o Renascimento, caracterizado      pelo esp\u00edrito mais aberto e cr\u00edtico do humanismo, o maior conhecimento da      antig\u00fcidade cl\u00e1ssica, grande surto das artes e o desenvolvimento das ci\u00eancias,      inclusive as que se relacionavam com a arte de navegar. A car\u00eancia dos metais      preciosos na Europa, a sede de especiarias e os mitos ent\u00e3o correntes sobre      as riquezas do Oriente impulsaram portugueses e espanh\u00f3is a procurar novas      terras, avan\u00e7ando sobre mares desconhecidos. Os primeiros o fizeram sistematicamente,      contornando primeiro toda a \u00c1frica; os segundos, de maneira quase surpresiva,      ante o \u00eaxito da viagem de Colombo.<\/p>\n   \n<p>Portugal e Espanha, empenhados, assim, em atividades explorat\u00f3rias, comerciais      e colonizadoras cada vez mais arrojadas, cedo verificaram serem conflitantes      seus interesses. Procuraram, portanto, garantir terras e ilhas descobertas      ou por descobrir, recorrendo ao \u00e1rbitrio da Cristandade a quem se reconhecia,      ent\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 a supremacia espiritual mas tamb\u00e9m um direito temporal universal      que inclu\u00eda a livre disposi\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios n\u00e3o sujeitos a pr\u00edncipes crist\u00e3os.<\/p>\n   \n<p>A Corte de Lisboa havia j\u00e1 obtido, por bulas de v\u00e1rios pont\u00edfices, amplas      prerrogativas e mesmo a confirma\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio sobre ilhas e portos descobertos      e por descobrir na costa da \u00c1frica e na restante rota para as \u00cdndias. Os Reis      Cat\u00f3licos, ap\u00f3s a viagem de Colombo, recorreram ao tamb\u00e9m espanhol Alexandre      VI e dele obtiveram v\u00e1rios privil\u00e9gios, alguns dos quais colidiam com as anteriores      concess\u00f5es aos portugueses. Para equilibr\u00e1-los, resolveu o Pont\u00edfice, a 4      de maio de 1493, pela bula intercoetera ou da parti\u00e7\u00e3o, dividir as concess\u00f5es      espanholas das portuguesas atrav\u00e9s de uma linha ou meridiano de p\u00f3lo a p\u00f3lo,      a cem l\u00e9guas das Ilhas dos A\u00e7ores e Cabo Verde, passando a pertencer o que      dessa linha ficasse para o oriente \u00e0s conquistas de Portugal e para o poente      \u00e0s da Espanha. Esta concess\u00e3o n\u00e3o foi naturalmente do agrado do Governo de      Lisboa, que contra ela protestou. <\/p>\n   \n<p>Celebrou-se, ent\u00e3o, entre os dois monarcas, em Tordesilhas, o Tratado de      7 de junho de 1494, que estipulou que a linha estabelecida pelo Sumo Pont\u00edfice      se suporia tra\u00e7ada a 370 l\u00e9guas para o poente das referidas ilhas, ampliando-se,      assim, a favor de Portugal, as 100 l\u00e9guas antes consagradas. Apesar, por\u00e9m,      de prevista no Tratado, nunca se realizou a demarca\u00e7\u00e3o das 370 l\u00e9guas, obriga\u00e7\u00e3o      prorrogada e definitivamente esquecida pelas duas Coroas. O meridiano de Tordesilhas,      apesar de nunca demarcado e de ser de imposs\u00edvel localiza\u00e7\u00e3o no interior do      pa\u00eds, passaria ao norte em Bel\u00e9m do Par\u00e1 e no sul em Laguna, Santa Catarina.<\/p>\n   \n<p>Apesar das compreens\u00edveis dificuldades, conseguiram os luso-brasileiros fixar-se      nas costas do Brasil desde o Oiapoque, ao norte, \u00e0 ba\u00eda de Paranagu\u00e1, em Santa      Catarina, ao sul.<\/p>\n   \n<p><strong>O embaixador Syn\u00e9sio Sampaio G\u00f3es, em seu livro Navegantes, Bandeirantes,      Diplomatas (FUNAG, IPRI, Bras\u00edlia, 1991, pp. 9 e 10) sintetiza, com felicidade,      a penetra\u00e7\u00e3o dos luso-brasileiros muito al\u00e9m da linha das Tordesilhas:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>&#8220;No fim do s\u00e9c. XVI surgiu, entretanto, um fen\u00f4meno hist\u00f3rico, diverso:        um conjunto denso de a\u00e7\u00f5es de penetra\u00e7\u00e3o territorial, com origem num \u00fanico        local, objetivo predominante de ca\u00e7a ao \u00edndio e que desrespeitava com freq\u00fc\u00eancia        a demarca\u00e7\u00e3o de Tordesilhas. Bandeirismo chama-se esse movimento, que cria        na cidade de S\u00e3o Paulo, aproximadamente entre 1580 e 1730, uma sociedade        de caracter\u00edsticas especiais (&#8230;).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>De outro ponto do territ\u00f3rio, Bel\u00e9m fundada em 1616, subindo o rio Amazonas      e seus afluentes, outros homens, mesti\u00e7os de \u00edndios em sua maioria, como em      S\u00e3o Paulo, e com os mesmos objetivos econ\u00f4micos, tamb\u00e9m foram se apossando      de lugares que deveriam ser espanh\u00f3is pela partilha de 1494. Pedro Teixeira,      em 1642, teria chegado a fundar uma povoa\u00e7\u00e3o, Franciscana, em pleno equador      atual; mas a fronteira acabou se fixando mais a leste na boca do rio Javari.      Na margem norte do Amazonas os luso-brasileiros foram subindo os rios Negro      e Branco, at\u00e9 quase suas nascentes; na margem sul subiram os compridos rios      Madeira, Purus e Juru\u00e1, at\u00e9 onde puderam. E, assim j\u00e1 nas primeiras d\u00e9cadas      do s\u00e9c. XVIII, tinham completado o feito excepcional de ocupar os pontos estrat\u00e9gicos      da imensa bacia amaz\u00f4nica.<\/p>\n   \n<p>Em 1718, bandeirantes de S\u00e3o Paulo descobriram ouro em Cuiab\u00e1. Para manter      contato com essa \u00e1rea long\u00ednqua estabeleceu-se um sistema de transporte atrav\u00e9s      de rios que \u00e9 uma das originalidades da hist\u00f3ria do Brasil, as &#8220;mon\u00e7\u00f5es&#8221;.      Eram comboios de canoas que, por mais de cento e cinq\u00fcenta anos, ligaram S\u00e3o      Paulo aos centros mineradores do oeste. <\/p>\n   \n<p><strong>Dessas minas, o movimento expansionista atravessou o ent\u00e3o chamado      &#8220;mato grosso do rio Jauru&#8221; (que deu nome ao futuro estado) e atingia      as margens do Guapor\u00e9, onde novas minas foram descobertas em 1734:<\/strong>      da bacia do Prata os bandeirantes paulistas passaram \u00e0 do Amazonas. Em pouco      tempo estabeleceu-se a liga\u00e7\u00e3o com Bel\u00e9m, pelo rio Madeira, tamb\u00e9m por comboios      de canoas, as &#8220;mon\u00e7\u00f5es do norte&#8221;. <\/p>\n   \n<p><strong>Com elas, os dois movimentos de penetra\u00e7\u00e3o se encontravam:<\/strong>      era a liga\u00e7\u00e3o entre os estados do Brasil e do Maranh\u00e3o que afinal se estabelecia      (&#8230;)<\/p>\n   \n<p><strong>De ambas as penetra\u00e7\u00f5es, a p\u00e9 e depois em canoas a partir de S\u00e3o      Paulo, sempre em canoas a partir de Bel\u00e9m, resultou o acontecimento fundamental      do per\u00edodo colonial:<\/strong> a dilata\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro muito al\u00e9m      de Tordesilhas&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www2.mre.gov.br<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n   \n<p>O <strong>Tratado de Tordesiihas<\/strong>, celebrado por Espanha e Portugal      em 7 de junho de 1494, fixou crit\u00e9rios de partilha entre os dois pa\u00edses, das      terras descobertas al\u00e9m-mar por Colombo e outros navegadores posteriores.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 anteriormente, em 1493, o Papa Alexandre VI expedira bulas fixando uma      linha de fronteira (meridiano) de p\u00f3lo a p\u00f3lo a cem l\u00e9guas do arquip\u00e9lago      de Cabo Verde. A Espanha teria o dom\u00ednio exclusivo sobre as terras a oeste      da linha e Portugal sobre aquelas a leste. Nenhuma outra pot\u00eancia poderia      ocupar territ\u00f3rios que j\u00e1 se encontrassem sob um soberano crist\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Diante da crise diplom\u00e1tica e da amea\u00e7a de confronto armado, entabularam-se      negocia\u00e7\u00f5es de imediato, durante as quais os reis espanh\u00f3is Fernando II e      Isabel I conseguiram a edi\u00e7\u00e3o da bula Inter coetera (de 3-4 de maio de 1493),      pela qual ficava reconhecida a Castela a posse das terras e ilhas achadas      e por descobrir, a ocidente de um meridiano que passaria a 100 l\u00e9guas (cerca      de 320 milhas mar\u00edtimas) a oeste das ilhas de Cabo Verde ou dos A\u00e7ores.<\/p>\n   \n<p>As falhas geogr\u00e1ficas e pol\u00edticas da bula pontif\u00edcia em nada contribu\u00edram      para resolver as pend\u00eancias entre as coroas ib\u00e9ricas. Resolveram os soberanos      ent\u00e3o reunir miss\u00f5es diplom\u00e1ticas em Tordesilhas, pequeno burgo \u00e0s margens      do rio Douro, entre Salamanca e Valladolid, no noroeste da Espanha.<\/p>\n   \n<p><strong>Embora mantendo o princ\u00edpio da divis\u00e3o do mundo em duas partes, como      estabelecera a bula papal, espanh\u00f3is e portugueses tra\u00e7am o meridiano bem      mais a oeste:<\/strong> a 370 l\u00e9guas (1.184 milhas) de Cabo Verde (entre as      latitudes 480 e 49\u00b0 a oeste de Greenwich). A parte oriental caberia a Castela,      a ocidental a Portugal. <\/p>\n   \n<p>A ratifica\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia deste tratado s\u00f3 veio a ocorrer em 1506, ano da      morte de Colombo, pelo Papa J\u00falio II.<\/p>\n   \n<p>O Tratado de Tordesilhas definiu as \u00e1reas de dom\u00ednio do mundo extra-europeu.    <\/p>\n   \n<p><strong>Demarcando os dois hemisf\u00e9rios, de p\u00f3lo a p\u00f3lo, deu a Portugal o      direito de posse sobre a faixa de terra onde se encontrava o Brasil<\/strong>:      ficou Portugal com as terras localizadas a leste da linha de 370 l\u00e9guas tra\u00e7adas      a partir de A\u00e7ores e Cabo Verde, e a Espanha com as terras que ficassem do      lado ocidental desta linha. <\/p>\n   \n<p>O Tratado de Tordesilhas impediu um conflito entre as duas na\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas      e consagrou o princ\u00edpio da livre movimenta\u00e7\u00e3o de conquista e explora\u00e7\u00e3o, desses      dois pa\u00edses, nos dom\u00ednios reservados.<\/p>\n   \n<p>O direito de posse de Portugal sobre a faixa de terra onde se encontrava      o Brasil foi produto de crescentes rivalidades entre Portugal e Espanha pelas      terras do Novo Mundo, durante a segunda metade do s\u00e9culo XV. A proximidade      das datas do Tratado de Tordesilhas (1494) e do &#8220;descobrimento&#8221;      (1500) faz supor que Portugal j\u00e1 sabia da exist\u00eancia das terras bras\u00edlicas      antes mesmo da expedi\u00e7\u00e3o cabralina.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.unificado.com.br<\/p>\n   \n<h6>Tratado de Tordesilhas<\/h6>\n   \n<h4>Tratado de Tordesilhas na \u00cdntegra<\/h4>\n   \n<p>Dom Fernando e D. Isabel por gra\u00e7a de Deus, Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o,      de Arag\u00e3o, da Sic\u00edlia, de Granada, de Toledo, de Val\u00eanc\u00eda, de Galiza, de Maiorca,      de Sevilha, de Sardenha, de C\u00e1rdova, da C\u00f3rsega, de M\u00farcia, de Ja\u00e9m, do Algarve,      de Algesiras, de Gibraltar, das Ilhas de Can\u00e1ria, Conde e Condessa de Barcelona,      Senhores de Biscala e de Molina, Duques de Atenas e de Neopatria, Condes de      Roussilh\u00e3o e da Sardenha, Marqueses de Orist\u00e1n e de Gociano juntamente com      o pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o, nosso mui caro e mui amado filho primog\u00eanito herdeiro      dos nossos ditos reinos e senhorios. Em f\u00e9 do qual, por D. Henrique Henriques,      nosso mordomo-mor e D. Gutierre de Cardenas, comiss\u00e1rio-mor de Le\u00e3o, nosso      contador-mor e o Doutor Rodrigo Maldonado, todos do nosso Conselho, foi tratado,      assentado e aceito por n\u00f3s e em nosso nome e em virtude do nosso poder, com      o seren\u00edss\u00edmo D. Jo\u00e3o, pela gra\u00e7a de Deus rei de Portugal e dos Algarves d&#8217;Aqu\u00e9m      e d&#8217;Al\u00e9m-mar, em \u00c1frica, Senhor da Guin\u00e9, nosso mui caro e mui amado irm\u00e3o,      e com Rui de Souza, Senhor de Sagres e Beringel e D. Jo\u00e3o de Souza, seu filho,      almotac\u00e9l-mor do dito seren\u00edssimo rei nosso irm\u00e3o, e Arias de Almadana, corretor      dos feitos civis de sua corte e de seu foro (ju\u00edzo), todos do Conselho do      dito seren\u00edssimo rei nosso irm\u00e3o, em seu nome e em virtude de seu poder, seus      embaixadores que a n\u00f3s vieram, sobre a demanda que a n\u00f3s e ao dito seren\u00edssimo      rei nosso irm\u00e3o pertence, do que at\u00e9 sete dias deste m\u00eas de Junho, em que      estarnos, da assinatura desta escritura est\u00e1 por descobrir no mar Oceano,      na qual o dito acordo dos nossos ditos procuradores, entre outras coisas,      prometeram que dentro de certo prazo nela estabelecido, n\u00f3s autorgar\u00edamos,      confirmar\u00edamos, jurar\u00edamos, ratificar\u00edamos e aprovar\u00edamos a dita aceita\u00e7\u00e3o      por nossos pessoas, e n\u00f3s desejando<\/p>\n   \n<p><strong>Cumprir e cumprindo tudo o que assim em nosso nome foi assentado,      e aceito, e outorgado acerca do supradito mandamos trazer diante de n\u00f3s, a      dita escritura da dita conven\u00e7\u00e3o e assento para v\u00ea-Ia e examin\u00e1-la, e o teor      dela de verbo ad verbum \u00e9 este que se segue: <\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8220;Em nome de Deus Todo Poderoso, Padre, Filho e Esp\u00edrito Santo, tr\u00eas      pessoas realmente distintas e separadas, e uma s\u00f3 ess\u00eancia divina&#8221;. <\/p>\n   \n<p>Manifesto e not\u00f3rio seja a todos quantos este p\u00fablico instrumento virem,      dado na vila de Tordesillas, aos sete dias do m\u00eas de Junho, ano de nascimento      de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil quatrocentos e noventa e quatro anos,      em presen\u00e7a de n\u00f3s os Secret\u00e1rios e Escribas e Not\u00e1rios p\u00fablicos dos abaixo      assinados, estando presentes os honrados D. Henrique Henriques, mordomo-mor      dos mui altos e mui poderosos pr\u00edncipes senhores D. Fernando e D. Isabel,      por gra\u00e7a de Deus, Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, da Sic\u00edlia,      de Granada, etc., e D. Gutierre de C\u00e1rdenas, Comendador-mor dos ditos senhores      Rei e Rainha, e o Doutor Rodrigo Maldonado, todos do Conselho dos clitos Senhores      Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, da Sicilia e de Granada, etc.,      seus procuradores bastantes de uma parte, e os honrados Rui de Souza, Senhor      de Sagres e Beringel, e D. Jo\u00e3o de Souza, seu filho, almotac\u00e9l-mor do mui      alto e mui excelente Senhor D. Jo\u00e3o, pela gra\u00e7a de Deus, Rei de Portugal e      Algarves, d&#8217;Aqu\u00e9m e d&#8217;Al\u00e9m-mar, em \u00c1frica, e Senhor da Guin\u00e9; e Arias de Almadana,      corregedor dos feitos c\u00edveis em sua corte, e do seu Desembargo, todos do Conselho      do dito Rei de Portugal, e seus embaixadores e procuradores bastantes, como      ambas as ditas partes o mostraram pelas cartas e poderes e procura\u00e7\u00f5es dos      ditos Senhores seus constituintes, o teor das quais, de verbo ad verbum \u00e9      este que se segue: <\/p>\n   \n<p>D. Fernando e D. Isabel, por gra\u00e7a de Deus, Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o,      de Arag\u00e3o, da Sic\u00edlia, de Granada, de Toledo, de Val\u00eancia, da Galiza, da Maiorca,      de Sevilha, de Sardenha, de C\u00f3rdova, da C\u00f3rsega, de M\u00farcia, de Ja\u00e9n, de Algarve,      de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas de Can\u00e1ria, Conde e Condessa de Barcelona,      e Senhores de Biscaia e de Molina, Duques de Atenas e de Neopatria, Condes      de Roussilh\u00e3o e da Sardenha, Marqueses de Orist\u00e1n e de Gociano, etc. Em f\u00e9      do que, o seren\u00edssimo Rei de Portugal, nosso mui caro e mui amado irm\u00e3o, nos      enviou como seus embaixadores e procuradores a Rui de Souza, do qual s\u00e3o as      vilas de Sagres e Beringel, e a D. Jo\u00e3o de Souza, seu almotac\u00e9l-mor, e Arias      de Almadana seu corregedor dos feitos c\u00edveis em sua Corte, e de seu Desembargo,      todos do seu Consello para entabolar e tomar assento e conc\u00f3rdia conosco ou      com nossos embaixadores e procuradores, em nosso nome, sobre a diverg\u00eancia      que entre n\u00f3s e o seren\u00edssimo Rei de Portugal, nosso irm\u00e3o, h\u00e1 sobre o que      a n\u00f3s e a ele pertence do que at\u00e9 agora est\u00e1 por descobrir no mar Oceano;      Em raz\u00e3o do que, confiando de v\u00f3s D. Henrique Henriques, nosso mordomo-mor      e D. Gutierre de C\u00e1rdenas, Comendador-mor de Le\u00e3o, nosso contador-mor, e o      Doutor Rodrigo Maldonado, todos de nosso Conselho, que seis tais pessoas,      que zelareis nosso servi\u00e7o e que bem e fielmente fareis o que por n\u00f3s vos      for mandado e encomendado, por esta presente Carta vos damos todos nossos      poderes completos naquela maneira e forma que podemos e em tal caso se requer,      especialmente para que por n\u00f3s e em nosso nome e de nossos herdeiros, e sucessores,      e de todos nossos reinos e senhorios, s\u00faditos e naturais deles, possais tratar,      ajustar e assentar e fazer contrato e conc\u00f3rdia com os ditos embaixadores      do serenissimo Rei de Portugal, nosso irm\u00e3o, em seu nome, qualquer concerto,      assento, limita\u00e7\u00e3o, demarca\u00e7\u00e3o e conc\u00f3rdia sobre o que dito \u00e9, pelos ventos      em graus de Norte e de Sul e por aquelas partes, divis\u00f5es e lugares do c\u00e9u,      do mar e da terra, que a v\u00f3s bem visto forem e assim vos damos o dito poder      para que possais deixar ao dito Rei de Portugal e a seus reinos e sucessores      todos os mares, e ilhas, e terras que forem e estiverem dentro de qualquer      limita\u00e7\u00e3o e demarca\u00e7\u00e3o que com ele assentarem e deixarem. E outrossim vos      damos o dito poder, para que em nosso nome e no de nossos herdeiros e sucessores,      e de nossos reinos e senhorios, e s\u00faditos e naturals deles, possais concordar      e assentar e receber, e acabar com o dito Rei de Portugal, e com seus ditos      embaixadores e procuradores em seu nome, que todos os mares, ilhas e terras      que forem ou estiverem dentro da demarca\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00e3o de costas, mares e      ilhas, e terras que ficarem por v\u00f3s e por vossos sucessores, e de nosso senhorio      e conquista, sejam de nossos reinos e sucessores deles, com aquelas limita\u00e7\u00f5es      e isen\u00e7\u00f5es e com todas as outras divis\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es que a v\u00f3s bem visto      for, e para que sobre tudo que est\u00e1 dito, e para cada coisa e parte disso,      e sobre o que a isso \u00e9 tocante, ou disso, dependente, ou a isso anexo ou conexo      de qualquer maneira, possais fazer e outorgar, concordar, tratar e receber,      e aceitar em nosso nome e dos ditos nossos herdeiros e sucessores de todos      nossos Reinos e Senhorios, s\u00faditos e naturais deles, quaisquer tratados, contratos      e escrituras, como quaisquer v\u00ednculos, atos, modos, condi\u00e7\u00f5es e obriga\u00e7\u00f5es      e estipula\u00e7\u00f5es, penas, sujei\u00e7\u00f5es e ren\u00fancias, que v\u00f3s quiserdes, e bem outorgueis      todas as coisas e cada uma delas, de qualquer natureza ou qualidade, gravidade      ou import\u00e2ncia que tenham ou possam ter, ainda que sejam tais que pela sua      condi\u00e7\u00e3o requeiram outro nosso especificado e especial mandado e que delas      se devesse de fato e de direito fazer singular e expressa men\u00e7\u00e3o e, que n\u00f3s,      estando presentes poder\u00edamos fazer e outorgar e receber. E outrossim vos damos      poder suficiente para que possais jurar e jureis por nossas almas, que n\u00f3s      e nossos herdeiros e sucessores, s\u00faditos, naturais e vassalos, adquiridos      e por adquirir teremos, guardaremos e cumpriremos, e ter\u00e3o, guardar\u00e3o e cumprir\u00e3o      realmente e com efeito, tudo o que v\u00f3s assim assentardes, capitulardes, jurardes,      outorgardes e firmardes, livre de toda a cauteta, fraude, engano, fic\u00e7\u00e3o e      simula\u00e7\u00e3o e assim possais em nosso nome capitular, assegurar e prometer que      n\u00f3s em pessoa seguramente juraremos, prometeremos, outorgaremos e firmaremos      tudo o que v\u00f3s em nosso nome, acerca do que dito \u00e9 assegurardes, prometerdes      e acordardes, dentro daquele lapso de temno que vos bem parecer, e que o guardaremos      e cumpriremos realmente, e com efeito, sob as condi\u00e7\u00f5es, penas e obriga\u00e7\u00f5es      contidas no contrato das bases entre n\u00f3s e o dito seren\u00edssimo Rei nosso irm\u00e3o      feitos e concordados, e sobre todas as outras que v\u00f3s prometerdes e assentardes,      as quais desde agora prometemos pagar, se nelas incorrermos, para tudo o que      a cada coisa ou parte disso, vos damos o dito poder com livre e geral administra\u00e7\u00e3o,      e prometemos e asseguramos por nossa f\u00e9 e palavra real de ter, guardar e cumprir,      n\u00f3s e nossos herdeiros e sucessores, tudo o que por v\u00f3s, acerca do que dito      \u00e9, em qualquer forma e maneira for feito e capitulado, jurado e prometido,      e prometemos de o ter por firme, bom e sancionado, grato, est\u00e1vel e v\u00e1lido      e verdadeiro agora e em todo tempo, e que n\u00e3o iremos nem viremos contra isso      nem contra parte alguma disso, nem n\u00f3s nem nossos herdeiros e sucessores,      por n\u00f3s, nem por outras pessoas intermedi\u00e1rias, direta nem indiretamente,      sob qualquer pretexto ou causa, em ju\u00edzo, nem fora dele, sob obriga\u00e7\u00e3o expressa      que para isso fazemos de todos os nossos bens patrimoniais e fiscais, e outros      quaisquer de nossos vassalos e s\u00faditos e naturais, m\u00f3veis e de raiz, havidos      e por haver. Em testemunho do que mandamos dar esta nossa carta de poder.    <\/p>\n   \n<p>Dada na vila de Tordesillas aos cinco dias do m\u00eas de Junho, ano de nascimento      de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil quatrocentos e noventa e quatro. Eu El-Rei      &#8211; Eu a Rainha &#8211; Eu Fernando \u00e1lvarez de Toledo, secret\u00e1rio do Rei e da Rainha,      nossos Senhores, a fiz escrever a seu mandado. <\/p>\n   \n<p>D. Jo\u00e3o, por Gra\u00e7a de Deus Rei de Portugal e do Algarves, d&#8217;Aqu\u00e9m e d&#8217;Al\u00e9m-mar      em \u00c1frica, e senhor de Guin\u00e9, etc. A quantos esta nossa carta de poderes e      procura\u00e7\u00e3o virem, fazemos saber, que em virtude do mandado dos mui altos e      mui excelentes e poderosos pr\u00edncipes, o Rei D. Fernando e a Rainha D. Isabel,      Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, de Sic\u00edlia, de Granada, etc.,      nossos mui amados e prezados irm\u00e3os, foram descobertas e achadas novamente      algumas ilhas, e poderiam adiante descobrir e achar outras Ilhas e terras      sobre as quais tanto umas como outras, achadas e por achar, pelo direito e      pela raz\u00e3o que nisso temos, poderiam sobrevir entre n\u00f3s todos e nossos reinos      e senhorios, s\u00faditos e naturais deles, que Nosso Senhor n\u00e3o consinta, a n\u00f3s      apraz pelo grande amor e amizade que entre todos nos existe, e para se buscar,      procurar e conservar maior paz e mais firme conc\u00f3rdia e sossego, que o mar      em que as ditas Ilhas est\u00e3o e forem achadas, se parte e demarque entre n\u00f3s      todos de alguma boa, certa e limitada maneira; e porque n\u00f3s no presente n\u00e3o      podemos entender nisto pessoalmente, confiando a v\u00f3s Rui de Souza, Senhor      de Sagres e Beringel, e D. Jo\u00e3o de Souza nosso almotacel-mor, e Arias de Almadana,      corregedor dos feitos c\u00edveis em nossa corte e do nosso desembargo, todos do      nosso Conselho, pela presente carta vos damos todo nosso poder, completo,      autoridade e especial mandado, e vos fazemos e constitu\u00edmos a todos em conjunto,      e a dois de v\u00f3s e a cada um de v\u00f3s in solidum se os outros por qualquer modo      estiverem impedidos, nossos embaixadores e procuradores, na mais ampla forma      que podemos e em tal caso se requer e geral especialmente; e de tal modo que      a generalidade, n\u00e3o derrogue a especialidade, nem a especialidade \u00e0 generalidade,      para que, por n\u00f3s, e em nosso nome e de nossos herdeiros e sucessores, e de      todos os nossos reinos e senhorios, s\u00faditos e naturais deles possais tratar,      concordar e concluir e fazer, trateis, concordeis e assenteis, e fa\u00e7ais com      os ditos Rei e Rainha de Castela, nossos irm\u00e3os, ou com quem para isso tenha      os seus poderes, qualquer concerto e assento, limita\u00e7\u00e3o, demarca\u00e7\u00e3o e conc\u00f3rdia      sobre o mar Oceano, ilhas e terra firme, que nele houver por aqueles rumos      de ventos e graus de Norte e Sul, e por aquelas partes, divis\u00f5es e lugares      de seco e do mar e da terra, que bem vos parecer. E assim vos damos o dito      poder para que possais deixar, e deixeis aos ditos Rei e Rainha e a seus reinos      e sucessores todos os mares, ilhas e terras que estiverem dentro de qualquer      limita\u00e7\u00e3o e demarca\u00e7\u00e3o que com os ditos Rei e Rainha ficarem e assim vos damos      os ditos poderes para em nosso nome e no dos nossos herdeiros e sucesrores      e de todos os nossos reinos e senhorias, s\u00faditos e naturais deles, possais      com os ditos Rei e Rainha, ou com seus procuradores, assentar e receber e      acabar que todos os mares, ilhas e terras que forem situadoe e estiverem dentro      da limita\u00e7\u00e3o e demarca\u00e7\u00e3o das costas, mares, ilhas e terras, que por n\u00f3s e      nossos sucessores ficarem, sejam nossos e de nossos senhorios e conquista,      e assim de nossos reinos e sucessores deles, com aquelas limita\u00e7\u00f5es e isen\u00e7\u00f5es      de nossas ilhas e com todas as outras cl\u00e1usulas e demarca\u00e7\u00f5es que vos bem      parecerem. Os quais ditos poderes damos a v\u00f3s os ditos Rui de Souza e D. Jo\u00e3o      de Souza e o licenciado Arias de Almadana, para que sobre tudo o que dito      \u00e9, e sobre cada coisa e Parte disso e sobre o que a isso \u00e9 tocante, e disso      dependente, e a isso anexo e conexo de qualquer maneira, possais fazer, e      outorgar, concordar, tratar e distratar, receber e aceitar em nosso nome e      dos ditos nossos herdeiros e sucessores e todos nossos reinos e senhorios,      s\u00faditos e naturais deles em quaisquer cap\u00edtulos, contratos e escrituras, com      quaisquer v\u00ednculos, pactos, modos, condi\u00e7\u00f5es, penas, sujei\u00e7\u00f5es e ren\u00fancias      que v\u00f3s quiserdes e a v\u00f3s bem visto for e sobre isso possais fazer e outorgar      e fa\u00e7ais e outorgueis todas as coisas, e cada uma delas, de qualquer natureza      e qualidade, gravidade e import\u00e2ncia que sejam ou possam ser posto que sejam      tais que por sua condi\u00e7\u00e3o requeiram outro nosso especial e singular mandado,      e se devesse de fato e de direito fazer singular e expressa men\u00e7\u00e3o e que n\u00f3s      presentes, poder\u00edamos fazer e outorgar, e receber. <\/p>\n   \n<p>E outrossim vos damos poderes completos para que possais jurar, e jureis      por nossa alma, que n\u00f3s e nossos herdeiros e sucessores, s\u00faditos e naturais,      e vassalos, adquiridos e por adquirir, teremos guardaremos e cumpriremos,      ter\u00e3o, guardar\u00e3o e cumprir\u00e3o realmente, e com efeito, tudo o que v\u00f3s assim      assentardes e capitulardes e jurardes, outorgardes e firmardes, livre de toda      cautela, fraude e engano e fingimento, e assim Possais em nosso nome capitular,      assegurar e prometer que n\u00f3s em pessoa asseguraremos, juraremos, prometeremos      e firmaremos tudo o que v\u00f3s no sobredito Nome, acerca do que dito \u00e9 assegurardes,      prometerdes e capitulardes, dentro daquele prazo e tempo que vos parecer bem,      e que o guardaremos e cumpriremos realmente e com efeito sob as condi\u00e7\u00f5es,      penas e obriga\u00e7\u00f5es contidas no contrato das pazes entre n\u00f3s feitas e concordadas,      e sob todas as outras que v\u00f3s prometerdes e assentardes no nosso sobredito      nome, os quais desde agora prometemos pagar e pagaremos realmente e com efeito,      se nelas incorremos. Para tudo o que e cada uma coisa e parte disso, vos damos      os ditos poderes com livre e geral administra\u00e7\u00e3o, e prometemos e asseguramos      com a nossa f\u00e9 real, ter e guardar e cumprir, e assim os nossos herdeiros      e sucessores tudo o que por v\u00f3s, acerca do que dito \u00e9 em qualquer maneira      e forma for feito, capitulado e jurado e prometido; e prometemos de o haver      por firme, sancionado e grato, est\u00e1vel e valedouro, desde agora para todo      tempo e que n\u00e3o iremos, nem viremos, nem ir\u00e3o nem vir\u00e3o contra isso, nem contra      parte alguma disso, em tempo algum; nem por alguma maneira, por n\u00f3s, nem por      si, nem por intermedi\u00e1rios, direta nem indiretamente, e sob pretexto algum      ou causa em juizo nem fora dele, sob obriga\u00e7\u00e3o expressa que para isso fazemos      dos ditos nossos reinos e senhorios e de todo os nossos bens patrimoniais,      fiscais e outros quaisquer de nossos vassalos e s\u00faditos e naturais, m\u00f3veis      e de raiz, havidos e p\u00f4r haver. Em testemunho e f\u00e9 do que vos mandamos dar      esta nossa carta por n\u00f3s firmada e selada com o nosso selo, dada em nossa      cidade de Lisboa aos oito dias de Mar\u00e7o. Rui de Pina a fez no ano do nascimento      de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil quatrocentos e noventa e quatro. EL REY.    <\/p>\n   \n<p>E logo os ditos procuradores dos ditos senhores Rei e Rainha de Castela,      de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, de Sic\u00edlia, de Granada, etc., e do dito Senhor Rei de      Portugal e dos Algarves, etc., disseram: que visto como entre os ditos senhores      seus constituintes h\u00e1 certa diverg\u00eancia sobre o que a cada uma das ditas partes      pertence do que at\u00e9 hoje, dia da conclus\u00e3o deste tratado est\u00e1 por descobrir      no mar Oceano; que eles portanto para o bem da paz e da conc\u00f3rdia e pela conserva\u00e7\u00e3o      da afinidade e amor que o dito senhor Rei de Portugal tem pelos ditos senhores      Rei e Rainha de Castela, de Arag\u00e3o, etc., praz as Suas Altezas, e os seus      ditos procuradores em seu nome, e em virtude dos ditos seus poderes, outorgaram      e consentiram que se trace e assinale pelo dito mar Oceano uma raia ou linha      direta de p\u00f3lo a p\u00f3lo; conv\u00e9m a saber, do p\u00f3lo \u00e1rtico ao p\u00f3lo ant\u00e1rtico, que      \u00e9 de norte a sul, a qual raia ou linha e sinal se tenha de dar e d\u00ea direta,      como dito \u00e9, a trezentas e setenta l\u00e9guas das ilhas de Cabo Verde em dire\u00e7\u00e3o      \u00e0 parte do poente, por graus ou por outra maneira, que melhor e mais rapidamente      se possa efetuar contato que n\u00e3o seja dado mais. E que tudo o que at\u00e9 aqui      tenha achado e descoberto, e daqui em diante se achar e descobrir pelo dito      senhor Rei de Portugal e por seus navios, tanto ilhas como terra firme desde      a dita raia e linha dada na forma supracitada indo pela dita parte do levante      dentro da dita rala para a parte do levante ou do norte ou do sul dele, contanto      que n\u00e3o seja atravessando a dita raia, que tudo seja, e fique e perten\u00e7a ao      dito senhor Rei de Portugal e aos seus sucessores, para sempre. E que todo      o mais assim ilhas como terra firme, conhecidas e por conhecer, descobertas      e por descobrir, que est\u00e3o ou forem encontrados pelos ditos senhores Rei e      Rainha de Castela, de Arag\u00e3o, etc., e por seus navios, desde a dita raia dada      na forma supraindicada ondo pela dita parte de poente, depois de passada a      dita rala em dire\u00e7\u00e3o ao poente ou ao Norte Sul dela, que tudo seja e fique,      e perten\u00e7a aos ditos senhores Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o, ete., e aos      seus sucessores para sempre. Item os ditos procuradores prometem e asseguram,      em virtude dos ditos poderes, que de hoje em diante n\u00e3o enviar\u00e3o navios alguns,      conv\u00e9m a saber, os ditos senhores Rei e Rainha de Castela, e de Le\u00e3o, e de      Arag\u00e3o, etc., por esta parte da raia para as partes de levante, aqu\u00e9m da dita      raia, que fica para o dito senhor Rei de Portugal e dos Algarves, etc., nem      o dito senhor Rei de Portugal \u00e0 outra parte da dita raia, que fica para os      ditos senhores Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o etc., a descobrir e achar      terra nem ilhas algumas, nem o contratar, nem resgatar, nem conquistar de      maneira alguma; por\u00e9m que se acontecesse que caminhando assim aqu\u00e9m da dita      rala os ditos navios dos ditos senhores Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o,      etc., achassem quaisquer ilhas ou terras dentro do que assim fica para o dito      senhor Rei de Portugal e dos Algarves, que assim seja e fique para o dito      senhor Rei de Portugal e para seus herdeiros para todo o sempre, que Suas      Altezas o hajam de mandar logo dar e entregar. <\/p>\n   \n<p>E se os navios do dito Senhor de Portugal, acharem quaisquer ilhas e terras      na Parte dos ditos senhores Rei e Rainha de Castela, e de Le\u00e3o, e de Arag\u00e3o,      etc., que tudo tal seja e fique para os ditos senhores Rei e Rainha de Castela,      e de Le\u00e3o, etc., e para seus herdeiros para todo o sempre, e que o dito senhor      Rei de Portugal o haja logo de mandar. dar e entregar, item: para que a dita      linha ou raia da dita partilha se haja de tra\u00e7ar e trace direita e a mais      certa que possa ser pelas ditas trezentas e setenta l\u00e9guas das ditas ilhas      de Cabo Verde em dire\u00e7\u00e3o a parte do poente, como dito \u00e9 fica assentado e concordado      pelos ditos procuradores de ambas as ditas partes, que dentro dos dez primeiros      meses seguintes,a contar do dia da conclus\u00e3o deste tratado hajem os ditos      senhores seus constituintes de enviar duas ou quatro caravelas, isto \u00e9, uma      ou duas de cada parte, mais ou menos, segundo acordarem as ditas partes serem      necess\u00e1rias, as quais para o dito tempo se acham juntas na ilha da grande      Can\u00e1ria: e enviam nelas, cada urna das ditas partes, pessoas, tanto pilotos      como astr\u00f3logos, e marinheiros e quaisquer outras pessoas que convenham, mas      que sejam tantas de uma parte como de outra e que algumas pessoas dos ditos      pilotos, e astr\u00f3logos e marinheiros, e pessoas que sejam dos que enviarem      os ditos senhores Rei e Rainha de Castela, e de Arag\u00e3o, etc., v\u00e3o no navio      ou navios que enviar o dito senhor Rei de Portugal e dos Algarvas, etc., e      da mesma forma algumas das ditas pessoas que enviar o referido senhor Rei      de Portugal v\u00e3o no navio ou navios que mandarem os ditos senhores Rei e Rainha      de Castela, e de Arag\u00e3o, tanto de uma parte como de outra, para que juntamente      possam melhor ver e reconhecer o mar e os rumos e ventos e graus de Sul e      Norte, e assinalar as l\u00e9guas supraditas, tanto que para fazer a demarca\u00e7\u00e3o      e limites concorre\u00e3o todos juntos os que forem nos ditos navios, que enviarem      ambas as ditas partes, e levarem os seus poderes, que os ditos navios, todos      juntamente, continuem seu caminho para as ditas ilhas de Cabo Verde e da\u00ed      tomar\u00e3o sua rota direta ou poente at\u00e9 \u00e0s ditas trezentas e setenta l\u00e9guas,      medidas pelas ditas pessoas que assim forem, acordarem que devem ser medidas      sem preju\u00edzo das ditas partes e ali onde se acabarem se marque o ponto, e      sinal que convenha por graus de Sul e de Norte, ou por singradura de l\u00e9guas,      ou como melhor puderem concordar a qual dita raia assinalem desde o dito p\u00f3lo      \u00e1rtico ao dito p\u00f3lo ant\u00e1rtico, isto \u00e9, de Norte a Sul, como fica dito, e aquilo      que demarcarem o escrevam e firmem como os pr\u00f3prios as ditas pessoas que assim      forem enviadas por ambas as ditas partes, as quais h\u00e3o de levar faculdades      e poderes das respectivas partes, cada uma da sua, para fazer o referido sinal      e delimita\u00e7\u00e3o feita por eles, estando todos conformes, que seja tida por sinal      e limita\u00e7\u00e3o perpetuamente para todo o sempre para que nem as ditas partes,      nem algumas delas, nem seus sucessores jamais a possam contradizer, nem tir\u00e1-la,      nem remov\u00ea-la em tempo algum, por qualquer maneira que seja poss\u00edvel ou que      poss\u00edvel possa ser. E se por acaso acontecer que a dita raia e limite de p\u00f3lo      a p\u00f3lo, como est\u00e1 declarado, topar em alguma ilha ou terra firme, que no come\u00e7o      de tal ilha ou terra, que assim for encontrada onde tocar a dita linha se      fa\u00e7a alguma marca ou torre: e que o direito do dito sinal ou torre se sigam      da\u00ed para diante outros sinais pela tal ilha ou terra na dire\u00e7\u00e3o da citada      raia os quais partam o que a cada uma das partes pertencer dela e que os s\u00faditos      das ditas partes n\u00e3o ousem passar uns \u00e0 por\u00e7\u00e3o dos outros, nem estes \u00e0 daqueles,      passando o dito sinal ou limites na tal ilha e terra. <\/p>\n   \n<p>Item: por quanto para irem os ditos, navios dos ditos senhores Rei e Rainha      de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, etc. dos reinos e senhorios at\u00e9 sua dita por\u00e7\u00e3o      al\u00e9m da dita raia, na maneira que ficou dito \u00e9 for\u00e7oso que tenham de passar      pelos mares desta banda da raia que fica para o dito senhor Rei de Portugal,      fica por isso concordado e assentado que os ditos navios dos ditos senhores      Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, etc. ,possam ir e vir e v\u00e3o e      venham livre, segura e pacificamente sem contratempo algum pelos ditos mares      que ficam para o dito senhor Rei de Portugal, dentro da dita raia em todo      o tempo e cada vez e quando Suas Altezas e seus sucessores quiserem, e por      bem tiverem, os quais v\u00e3o por seus caminhos direitos e rotas, desde seus reinos      para qualquer parte do que esteja dentro de sua raia e limite, onde quiserem      enviar para decobrir, o conquistar e contratar, e que sigam seus caminhos      direitos por onde eles acordarem de ir para qualquer ponto da sua dita parte,      e daqueles n\u00e3o se possam apartar, salvo se o tempo adverso os fizer afastar,      contanto que n\u00e3o tomem nem ocupem, antes de passar a dita raia, coisa alguma      do que for achado pelo dito senhor Rei de Portugal na sua dita por\u00e7\u00e3o, e que,      se alguma coisa acharem os seus ditos navios antes de passarem a dita raia,      conforme est\u00e1 dito, que isso seja para o dito senhor Rei de Portugal, e Suas      Altezas o hajam de mandar logo dar e entregar. E porque poderia suceder que      os navios, e gentes dos ditos senhores Rei e Rainha de Castela, de Le\u00e3o, etc.,      ou por sua parte ter\u00e3o achado, at\u00e9 aos vinte dias deste rn\u00eas de junho em que      estamos da conclus\u00e3o deste tratado, algumas ilhas e terra firme dentro da      dita raia, que se h\u00e1 de tracar de p\u00f3lo a p\u00f3lo por linha reta ou final das      ditas trezentas e setenta l\u00e9guas contadas desde as ditas ilhas de Cabo Verde      para o poente, como dito est\u00e1, fica acordado e assentado, para desfazer qualquer      d\u00favida, que todas as ilhas e terra firme, que forem achadas, e descobertas      de qualquer maneira at\u00e9 aos ditos vinte dias deste dito m\u00eas de junho, ainda      que sejam encontradas por navios, e gentes dos ditos senhores Rei e Rainha      de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, etc., contanto que estejam dentro das primeiras      duzentas e cinquenta l\u00e9guas das ditas trezentas e setenta l\u00e9guas, contadas      desde as ditas ilhas de Cabo Verde ao poente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 dita raia, em qualquer      parte delas para os ditos p\u00f3los, que forem achadas dentro das ditas duzentas      e cinq\u00fcenta l\u00e9guas, tra\u00e7ando-se uma raia, ou linha reta de p\u00f3lo a p\u00f3lo, onde      se acabarem as ditas duzentas e cinquenta l\u00e9guas, seja e fique para o dito      senhor Rei de Portugal e dos Algarves, etc., e para os seus sucessores e reinos      para sempre, e que todas as ilhas e terra firme, que at\u00e9 os ditos vinte dias      deste m\u00eas de junho em que estamos, forem encontradas e descobertas por navios      dos ditos senhores Rei e Rainha de Castela, e de Arag\u00e3o, etc., e por suas      gentes, ou de outra qualquer maneira dentro das outras cento e vinte l\u00e9guas,      que ficam para complemento das ditas trezentas e setenta l\u00e9guas, em que h\u00e1      de acabar a dita raia, que se h\u00e1 de tra\u00e7ar de p\u00f3lo a p\u00f3lo, como ficou dito,      em qualquer parte das ditas cento e vinte l\u00e9guas para os ditos p\u00f3los, que      sejam achadas at\u00e9 o dito dia, sejam e fiquem para os ditos senhores Rei e      Rainha de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, etc., e para os seus sucessores e seus      reinos para todo o sempre, conforme \u00e9 e h\u00e1 de ser seu tudo o que descobrirem      al\u00e9m da dita fala das ditas trezentas e setenta l\u00e9guas, que ficam para Suas      Altezas, como ficou dito, ainda que as indicadas cento e vinte l\u00e9guas estejam      dentro da dita raia das ditas trezentas e setenta l\u00e9guas, que ficam para o      dito senhor Rei de Portugal e dos Algarves, etc., como dito est\u00e1. <\/p>\n   \n<p>E se at\u00e9 os ditos vinte dias deste dito m\u00eas de junho n\u00e3o for encontrada pelos      ditos navios de Suas Altezas coisa alguma dentro das ditas cento e vinte l\u00e9guas,      e dali para diante o acharem, que seja para o dito senhor Rei de Portugal,      como no supracap\u00edtulo escrito est\u00e1 contido. E que tudo o que ficou dito e      cada coisa e parte dele, os ditos D. Henrique Henriques, mordomo-mor, e D.      Gutierre de C\u00e1rdenas, contador-mor, e do Doutor Rodrigo Maldonado, procuradores      dos ditos mui altos e mui poderosos principes ou senhores o Rei e a Rainha      de CasteIa, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, da Sic\u00edlia, de Granada, etc., e em virtude      dos seus ditos poderes que v\u00e3o incorporados, e os ditos Rui de Souza, e D.      Jo\u00e3o de Souza, seu filho, e Arias de Almada procuradores e embaixadores do      dito mui alto e mui excelente pr\u00edncipe o senhor Rei de Portugal e dos Algarves,      de aqu\u00e9m e al\u00e9m em \u00c1frica e senhor de Guin\u00e9, e em virtude dos seus ditos poderes      que v\u00e3o supra-incorporados, prometeram e asseguraram em nome dos seus ditos      constituintes, que eles e seus sucessores e reinos, e senhorios, para todo      o sempre, ter\u00e3o, guardar\u00e3o e cumprir\u00e3o realmente, e com efeito, livre toda      fraude e penhor, engano, fic\u00e7\u00e3o e simula\u00e7\u00e3o, todo o contido nesta capitula\u00e7\u00e3o,      e cada uma coisa, e parte dele, quiseram e outorgaram que todo o contido neste      conv\u00eanio e cada uma coisa e parte disso ser\u00e1 guardada e cumprida e executada      como se h\u00e1 de guardar, cumprir e executar todo o contido na capitula\u00e7\u00e3o das      pazes feitas e assentadas entre os ditos senhores Rei e Rainha de Castela,      de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, etc., e o senhor D. Afonso Rei de Portugal, que em santa      gl\u00f3ria esteja, e o dito senhor Rei que agora \u00e9 de Portugal, seu filho, sendo      pr\u00edncipe o ano que passou de mil quatrocentos e setenta e nove anos, e sob      aquelas mesmas penas, v\u00ednculos, seguran\u00e7as e obriga\u00e7\u00f5es, segundo e de maneira      que na dita capitula\u00e7\u00e3o das ditas pazes est\u00e1 contida. E se obrigaram a que      nem as ditas pazes, nem algumas delas, nem seus sucessores para todo o sempre      ir\u00e3o mais nem se voltar\u00e3o contra o que acima est\u00e1 dito e especificado, nem      contra coisa alguma nem parte disso direta nem indiretamente, nem por outra      maneira alguma, em tempo algum, nem por maneira alguma pensada ou n\u00e3o pensada      que seja ou possa ser, sob as penas contidas na dita capitula\u00e7\u00e3o das ditas      pazes, e a pena cumprida ou n\u00e3o cumprida ou graciosamente remida, que esta      obriga\u00e7\u00e3o, e capitula\u00e7\u00e3o, e assento, deixe e fique firme, est\u00e1vel e v\u00e1lida      para todo o sempre, para assim terem, e guardarem, e cumprirem, e pagarem      em tudo o supradito aos ditos procuradores em nome dos seus ditos constituintes,      obrigaram os bens cada um de sua dita parte, m\u00f3veis, e de raiz, patrimoniais      e fiscais, e de seus s\u00faditos e vassalos havidos e por haver, e renunciar a      quaisquer leis e direitos de que se possam valer as ditas partes e cada uma      delas para ir e vir contra o supradito, e cada uma coisa, e parte disso realmente,      e com efeito, livre toda a fraude, penhor e engano, fic\u00e7\u00e3o e simula\u00e7\u00e3o, e      n\u00e3o o contradir\u00e3o em tempo algum, nem por alguma maneira sob o qual o dito      juramento juraram n\u00e3o pedir absolvi\u00e7\u00e3o nem relaxamento disso ao nosso Sant\u00edssimo      Padre, nem a outro qualquer Legado ou prelado que a possa dar, e ainda que      de motu proprio a d\u00eaem n\u00e3o usar\u00e3o dela, antes por esta presente capitula\u00e7\u00e3o      suplicam no dito nome ao nosso Sant\u00edssimo Padre que haja Sua Santidade por      bem confiar e aprovar esta dita capitula\u00e7\u00e3o, conforme nela se cont\u00e9m, e mandando      expedir sobre isto suas Bulas \u00e0s partes, ou a quaisquer delas, que as pedir      e mandam incorporar nelas o teor desta capitula\u00e7\u00e3o, pondo suas censuras aos      que contra ela forem ou procederem em qualquer tempo que seja ou possa ser.    <\/p>\n   \n<p>E assim mesmo os ditos procuradores no dito nome se obrigaram sob a dita      pena e juramento, dentro dos cem primeiros dias seguintes, contados desde      o dia da conclus\u00e3o deste tratado, dar\u00e3o uma parte a esta primeira aprova\u00e7\u00e3o,      e ratifica\u00e7\u00e3o desta dita capitula\u00e7\u00e3o, escritas em pergaminho, e firmadas nos      nomes dos ditos senhores seus constituintes, e seladas, com os seus selos      de cunho pendentes; e na escritura que tiverem de dar os ditos senhores Rei      e Rainha de Castela, de Le\u00e3o, de Arag\u00e3o, etc., tenha de firmar e consentir      e autorizar o mui esclarecido e ilustr\u00edssimo senhor o pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o seu      filho: de tudo o que dito \u00e9, outorgaram duas escrituras de um mesmo teor uma      tal qual a outra, as quais firmaram com seus nomes e as outorgaram perante      os secret\u00e1rios e testemunhas abaixo assinadas para cada uma das partes a sua      e a qualquer que se apresenta, vale como se ambas as duas se apresentassem,      as quais foram feitas e outorgadas na alta vila de Tordesillas no dito dia,      m\u00eas e ano supraditos D. Henrique, comendador-mor &#8211; Rui de Souza, D. Jo\u00e3o de      Souza o Doutor Rodrigo Maldonado. Licenciado Arias. Testemunhas que foram      presentes, que vieram aqui firmar seus nomes ante os ditos procuradores e      embaixadores e outorgar o supradito, e fazer o dito juramento, o Comendador      Pedro de Leon, o Comendador Fernando de Torres, vizinhos da vila de Valladolid,      o Comendador Fernando de Gamarra, Comendador de Lagra e Cenate, cont\u00ednuos      da casa dos ditos Rei e Rainha nossos senhores, e Jo\u00e3o Soares de Siqueira      e Rui Leme, e Duarte Pacheco, cont\u00ednuos da casa do senhor Rei de Portugal      para isso chamados, E eu, Fernando Dalvres de Toledo secret\u00e1rio do Rei e da      Rainha nossos senhores e de seu Conselho, e seu escriv\u00e3o de C\u00e2mara, e Not\u00e1rio      P\u00fablico em sua Corte, e em todos os seus reinos e senhorios estive presente      a tudo que dito est\u00e1 declarado em um com as ditas testemunhas, e com Estevam      Baez, secret\u00e1rio do dito senhor Rei de Portugal, que pela autoridade que os      ditos Rei e Rainha nossos senhores lhe deram para dar sua f\u00e9 neste auto em      seus reinos, que esteve tamb\u00e9m presente ao que dito est\u00e1, e a rogo e outorgamento      de todos os procuradores e embaixadores que em minha presenca e na sua aqui      frmaram seus nomes, este instrumento p\u00fablico de capitula\u00e7\u00e3o fiz escrever,      o qual vai escrito nestas seis folhas de papel de formato inteiro e escritas      de ambos os lados e mais esta em que v\u00e3o os nomes dos supraditos e o meu sinal:      e no fim de cada p\u00e1gina vai rubricado o sinal do meu nome e o do dito Estevam      Baez, e em f\u00e9 disso pus aqui este meu sinal, que \u00e9 tal. Em testemunho de verdade      Fern\u00e3o Alvares. <\/p>\n   \n<p>E eu, dito Estevam Baez, que por autoridade que os ditos senhores Rei e Rainha      de Castela, de Le\u00e3o, etc., me deram para fazer p\u00fablico em todos os seus reinos      e senhorios, juntamente com o dito Fern\u00e3o Dalvres, a rogo e requerimento dos      ditos embaixadores e procuradores a tudo presente estive, e em f\u00e9 a certificar\u00e3o,      disso aqui com o meu p\u00fablico s\u00ednal assinei, que \u00e9 tal. <\/p>\n   \n<p>A qual dita escritura de assento, e capitula\u00e7\u00e3o e conc\u00f3rdia supra-incorporada,      vista e entendida por n\u00f3s e pelo dito pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o, nosso filho. N\u00f3s a      aprovamos, louvamos e confirmamos, e outorgamos, ratificamos, e prometemos      ter, guardar e cumprir todo o supradito nela contido, e cada uma coisa, e      parte disso realmente e com efeito livre toda fraude, cautela e simula\u00e7\u00e3o,      e de n\u00e3o ir, nem vir contra isso, nem contra parte disso em tempo algum, nem      por alguma maneira que seja, ou possa ser; e para maior firmeza, n\u00f3s, e o      dito pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o nosso filho, juramos por Deus, pela Santa Maria, e pelas      palavras do Santo Evangelho, onde que quer mais amplamente estejam impresas,      e pelo sinal da cruz, na qual corporalmente colocamos nossas m\u00e3os diretas      em presen\u00e7a dos ditos Rui de Souza e D. Jo\u00e3o de Souza, e o licenciado Arias      de Almada, embaixadores e procuradores do dito e seren\u00edssimo Rei de Portugal,      nosso irm\u00e3o, de o assim ter e guardar e cumprir, e a cada uma coisa, e parte      do que a n\u00f3s incumbe realmente, e com efeito, como est\u00e1 dito, por n\u00f3s e por      nossos herdeiros e sucessores, \u00e9 pelos nossos ditos reinos e senhorios, e      s\u00faditos e naturais deles, sob as penas e obriga\u00e7\u00f5es, v\u00ednculos e ren\u00fancias      no dito contrato de capitula\u00e7\u00e3o e conc\u00f3rdia supra-escrito contidas: por certifica\u00e7\u00e3o      e corrobora\u00e7\u00e3o do qual firmamos nesta nossa carta nossos nomes e a mandamos      selar com o nosso selo de cunho pendentes em fios de seda em cores. Dada na      vila de Ar\u00e9valo, aos dois dias do m\u00eas de julho, ano do nascimento de Nosso      Senhor Jesus Cristo de mil quatrocentos e noventa o quatro. <\/p>\n   \n<p>Eu, El-Rei &#8211; Eu, a Rainha &#8211; Eu, o pr\u00edncipe &#8211; E eu, Fern\u00e3o Dalvres de Toledo,      secret\u00e1rio d&#8217;El-Rei, e da Rainha nossos senhores, a fiz escrever por sua ordem.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.dhnet.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tratado de Tordesilhas, Brasil, Hist\u00f3ria, Resumo, \u00cdntegra, Motivo, Acordo, Terras, Portugal, Espanha, O que foi, Tratado de Tordesilhas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10247,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-10246","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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