Nomenclatura e Classificação dos Seres Vivos
Reino: É um grupo de filos; Animalia ou Metazoa (se enquadram todos os animais existentes na Terra); Filo: É um grupo de classes; Chordata (saíram os invertebrados. Ficaram os cordados); Subfilo: Vertebrata (saiu o anfioxo, protocardo, ficaram somente os vertebrados); Classe: É um grupo de ordens; Mammalia (saíram peixes, anfíbios, répteis e aves. Ficaram somente os mamíferos); Ordem: É um grupo de famílias; Carnívora (saíram herbívoros e roedores. Ficaram somente os carnívoros); Família: É um grupo de gêneros; Canidae (saíram os felídeos e ursídeos. Ficaram apenas os canídeos); Gênero: É um grupo de espécies; Canis (saiu a raposa. Ficaram o cão e o lobo, que pertencem ao gênero Canis Espécie: É um grupo de indivíduos semelhantes que se reproduzem entre si, gerando descendentes férteis. Canis familiaris (Saiu o lobo. Ficou o cão).Nomenclatura e Classificação dos Seres Vivos – Regras O nome do gênero e da espécie devem ser escrito em latim e grifados; Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binominal, onde o primeiro termo indica o seu gênero e o segundo, a sua espécie. Ex: Canis familiaris (cão); Musca domestica (Mosca); O nome relativo ao gênero deve ser escrito com inicial maiúscula e o da espécie com inicial minúscula. Ex: Homo sapiens (Homem); OBS: Nos casos em que o nome da espécie se refere a uma pessoa, a inicial pode ser maiúscula ou minúscula. Ex: Trypanosoma cruzi (ou Cruzi) — nome dado por Carlos Chagas ao micróbrio causador da doença de Chagas, em homenagem a Oswaldo Cruz; Quando se trata de subespécies, o nome indicativo deve ser escrito sempre com inicial minúscula (mesmo quando se refere a pessoas), depois do nome da espécie. Exs: Rhea americana alba (ema branca); Rhea americana grisea (ema cinza); Nos caso de subgênero, o nome deve ser escrito com inicial maiúscula, entre parenteses e depois do nome do gênero. Ex: Anopheles (Nyssurhynchus) darlingi (um tipo de mosquito). Reino do mundo vivo Em 1969, Whittaker idealizou um moderno sistema de classificação que distribuiu os seres vivos em cinco reinos: Monera, Protista, Fungi, Metaphyta e Metazoa.
| REINOS | CARACTERÍSTICAS | REPRESENTANTES |
| Monera | Unicelulares e procariontes | Bactérias e algas azuis |
| Protista | Unicelulares e eucariontes | Protozoários e certas algas |
| Fungi | Uni ou pluricelulares, eucariontes e heterótrofos por absorção | Fungos |
| Plantae | Pluricelulares, eucariontes e autótrofos | Todos vegetais |
| Animalia | Pluricelulares, eucarionte e heterótrofos por ingestão |
Na designação científica, os nomes devem ser latinos de origem ou, então, latinizados. Em obras impressas, todo nome científico deve ser escrito em itálico (tipo de letra fina e inclinada), diferente do corpo tipográfico usado no texto corrido. Em trabalhos manuscritos, esses nomes devem ser grifados. Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binominal, onde o primeiro termo identifica o seu gênero e o segundo, sua espécie. Mas considera-se erro grave o uso do nome da espécie isoladamente, sem ser antecedido pelo nome do gênero. O nome relativo ao gênero deve ser um substantivo simples ou composto, escrito com inicial maiúscula. O nome relativo à espécie deve ser um adjetivo escrito com inicial minúscula (salvo raríssimas exceções: Nos casos de denominação específica em homenagem a pessoa célebre do próprio país onde se vive, consente-se o uso da inicial maiúscula.). Em seguida ao nome do organismo é facultado colocar, por extenso ou abreviadamente, o nome do autor que primeiro o descreveu e denominou, sem qualquer pontuação intermediária, seguindo-se depois uma vírgula e a data em que foi publicado pela primeira vez ( Não confundir o nome do autor (mencionado após a espécie) com subespécie, uma vez que esta última é grafada com inicial minúscula e é escrita com o tipo itálico, enquanto o nome do autor tem sempre inicial maiúscula e não é grafado em itálico.). Conquanto a designação seja uninominal para gêneros e binominal para espécies, ela é trinominal para subespécies. Em Zoologia, o nome da família é dado pela adição do sufixo -idae ao radical correspondente ao nome do gênero-tipo. Para subfamília, o sufixo usado é -inae. Algumas regras de nomenclatura Botânica são independentes das regras de nomenclatura zoológica. Os nomes de família, por exemplo, nunca têm para as plantas o sufixo –idae, mas quase sempre levam a terminação -aceae. Lei da Prioridade: Se para um mesmo organismo forem dados nomes diferentes, por autores diversos, prevalece à primeira denominação. A finalidade dessa regra é evitar que a mesma espécie seja designada por diferentes nomes científicos, o que acarretaria confusão idêntica à que existe com os nomes vulgares.Observação: Em casos excepcionais, é permitida a substituição de um nome científico, mas para isso adota-se uma notação especial, já convencionada, que indica tratar-se de espécime reclassificado. Assim, quando um especialista muda a posição sistemática de um ser que anteriormente já recebera denominação científica, e o coloca em outro gênero, a notação taxionômica correta deve assumir uma das formas abaixo:
Gênero: é o conjunto de espécies que apresentam semelhanças, embora não sejam idênticas. Família: é o conjunto de gêneros afins, isto é, muito próximos ou parecidos, embora possuam diferenças mais significativas do que a divisão em gêneros. Ordem: é um grupamento de famílias que têm semelhanças. Classe: é a reunião de ordens que possuem fatores distintos de outras, mas comum às ordens que a ela pertencem. Filo (Ramo): é a reunião de classes com características em comum, mesmo que muito distintas entre si. Reino: é a maior das categorias taxionômicas, que reune filos com as características comuns a todos, mesmo que existam diferenças enormes entre eles. Possui apenas cinco divisões: Animalia (Metazoa), Vegetalia (Plantae), Fungi, Protistis e Monera.A partir destes conjuntos, a ordem é:
Espécies < Gêneros < Famílias < Ordens < Classes < Filos (Ramos) < Reinos
Onde se lê que as espécies estão inseridas nos gêneros, que estão inseridos nas famílias, que estão inseridas nas ordens, que estão inseridas nas classes, que estão inseridas nos filos (ramos), que por sua vez estão inseridos nos reinos. Uma observação deve ser feita: os VÍRUS são seres que são classificados à parte, sendo considerados como seres sem reino. Isto acontece devido às características únicas que eles apresentam, como a ausência de organização celular, ausência de metabolismo próprio para obter energia, reproduz-se somente em organismo hospedeiro, entre outras. Mas eles possuem a faculdade de sofrer mutação, a fim de adaptar-se ao meio onde se encontram. Com estas noções, espero que seja possível um melhor entendimento da complexidade do mundo das ciências biológicas, em especial da Paleontologia. Fonte: www.cientic.com/netopedia.tripod.com/www.oocities.org