Losna – Artemisia absinthium
Losna
Outros efeitos
A losna facilita a digestão devido a substâncias amargas presentes em um dos seus compostos, a absintina. Mas seu uso deve ser interrompido, caso apareçam coceiras e vermelhidão na pele. Mulheres grávidas e que estiverem amamentando devem evitá-la, pois ela torna o leite amargo e tem efeitos abortivos. Além disso, as doses diárias devem ser respeitadas e a planta não pode ser utilizada em tratamentos longos. Curiosidades A palavra “vermute” tem tudo a ver com a losna: significa “warmwurz”, ou seja, “raiz quente” e é o nome da losna em alemão. Já em grego, a palavra losna significa “privado de doçura”. Sandra Fayad A Losna é uma planta que pode viver até 10 anos, famosa desde a antiguidade por suas virtudes medicinais, aparece efetivamente num papiro egípcio que data de 1600 a.C. Os Celtas e os Árabes aconselhavam o seu uso, os médicos da Antiguidade diziam ser uma panacéia, isto é, curava tudo. A losna produz melhor em climas temperados, é muito sensível aos invernos rigorosos. Não gosta de geadas e neves. Prefere os solos argilo-arenosos, férteis, profundos e permeáveis. Propaga-se por semente, divisão de touceiras e estacasA losna
A losna (Artemisia verlotorum Lamotte), pertencente à família das Compositae é provavelmente, originária da Europa ou da Ásia (Correa, 1984). É uma planta infestante tanto de solos cultivados quanto de jardins,pastagens e beiradas de estradas. É perene, herbácea e rizomatosa e sua importância como invasora vem aumentando no Sul e Sudeste do Brasil graças a sua eficiente capacidade reprodutiva. Talvez seja a planta detentora de maior vigor reprodutivo por meios vegetativos (Lorenzi, 1982). Esta planta invasora é de difícil controle, pois além das sementes, possui um caule subterrâneo (rizoma) que garante a sua perpetuação. Após o corte da parte aérea,ocorre uma rápida rebrota dos rizomas que repovoam a região. Outro problemas aliado a isto, é que em regiões onde se utiliza agricultura mecanizada, ocorre disseminação desses rizomas que são movimentados pelos implementos agrícolas. Além disso, a losna é tolerante à maioria dos herbicidas utilizados, principalmente nas culturas de milho e soja, e a utilização contínua de um mesmo produto nestas áreas causa alterações na flora nativa no sentido de uma seleção em favor das espécies resistentes. Com o objetivo de dar subsídios para o estabelecimento de métodos para o controle da losna,procurou-se avaliar neste trabalho, durante um período de 6 meses, algumas características do seu crescimentoNome Popular: LOSNA Nome Científico: Artemisia absinthium L. Família: Asteraceae. Sinonímia Popular: Absinto, artemísia, losma, gotas-amargas.
Parte Usada
Folhas e flores.Propriedades Terapêuticas
Carminativa, diurética, colagoga, emenagoga, abortiva, antiparasitária, vermífugo, aperiente.Princípios Ativos
Tujona, flavonóides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenóides, vitaminas B e C, compostos azulênicos, metilcamazuleno.Indicações Terapêuticas
Queimaduras, otites, micoses de pele, ulcerações na pele (tópico), feridas, anemia. Outros nomes populares: Losna-maior, erva-santa, erva-dos-vermes, erva-do-fel. Nome em outros idiomas:Absinthe (França) Wermut (Alemanha) Assenzio (Itália) Common wormwood ou green ginger (USA) Ajenjo (Espanha, Argentina) Armoise, madderwort, malurt
Classificação Botânica
Reino: Magnoliopsida Classe: Asterales Família: Asteraceae (Compositae) Gênero: Artemísia Espécie: absinthium
Descrição botânica
É uma planta herbácea, medindo de 0,40 a um pouco mais de 1 metro de altura, perene; caule piloso (curtos e sedosos), folhas pecioladas, alternas trilobadas na base da planta, com segmentos lanceolados e obtusos; nas medianas são bilobadas e as próximas das flores são de margem inteiras; possuem cor esverdeada na parte superior e branco-prateada na parte inferior. As sumidades floridas estão em capítulos subglobosos, amarelos, agrupados em panículas. O epiderme é formado de células sinuosas, contém estomas nas duas faces; pelos tectores, glândulas sésseis ou curtissimamente pedunculadas; o mesofilo é heterogêneo.Características gerais
Todas as partes da planta possuem sabor muito amargo e aroma muito forte. Crescem espontaneamente em locais pedregosos da Europa, Ásia e norte da África. No Brasil é cultivada em hortas e jardins em locais agrestes; produz melhor em climas temperados. Tem preferência por solos argilo-arenosos, mas cresce em todos os solos desde que permeáveis. A propagação é feita por divisão de touceiras com raízes, estacas de galhos ou sementes.Colheita
Colhe-se as folhas preferencialmente antes da floração nas primeiras horas do dia. Em cultivos comerciais, corta-se toda a planta após dois anos.Princípios ativos
Seu principal componente é um óleo essencial que varia de cor verde-azulada e amarelo-castanho composto principalmente de tujona e alfa e beta-tujona, representando uma porcentagem superior a 40% dependendo do período de colheita. Mas foram identificados aproximadamente 60 compostos, mono e sesquiterpenos, muitos deles oxidados; estão presentes o linalol, 1,8-cineol, beta-bisabolol, alfa-curcumeno e espatulenol, nerol elemol. Possui lactonas sesquiterpênicas (do tipo guaianólidos) responsáveis pelo sabor amargo que são: a absintina(0,20-0,28%), artabsina, matricina e anabsintina. Possui outros constituintes identificados que são: flavonóides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenóides e vitaminas B e C. A cor azulada indica a presença de compostos azulênicos, metilcamazuleno e outros. O óleo essencial obtido das flores, principalmente no início da floração, contém mais tujona do que o óleo extraído das folhas.Atividade biológica
A absintina tem propriedade amargo-estomáquica. Tujona: possui ação anti-helmíntica contra Ascaris lumbricoides, efeito estimulante do coração e musculatura uterina. Possui também ação antagônica para envenenamentos por narcóticos.Propriedades farmacológicas
As preparações administradas por via oral produzem um aumento das secreções biliares, gástricas, devido a presença das substâncias amargas. Tem ação estimulante do apetite e favorece a digestão. O óleo essencial possui propriedades carminativas, espasmolítica, antibacteriana e fúngica. Segundo a Comissão E e ESCOP está indicada principalmente para a perda de apetite, dispepsia e distúrbios biliares, espasmos gastrointestinais e flatulência.Toxicologia da planta
O óleo essencial da Artemísia (losna) puro não é recomendado para uso interno. Por conter tujona na sua composição é altamente tóxico. A intoxicação manifesta-se através de espasmos gastrointestinais, vômitos, retenção de urina por complicações renais severas, vertigem, tremores e convulsões. O uso prolongado do absinto (bebida alcoólica feita com a losna (A. absinthium) produz um efeito conhecido como abisintismo que se caracteriza por transtornos nervosos, gástricos e hepáticos podendo provocar perturbações da consciência e degeneração do S.N.C.Conta-indicações
Não deve ser usada por gestantes e crianças menores. Um trabalho publicado em 2002 na Itália confirmou os efeitos neurotóxicos da tujona, presente no absinto. A planta não dever ser usada continuamente e sem prescrição médica.Formas de utilização e dosagem
Utilizar na forma de infusões; tinturas e extratos fluidos. Decocção para uso externo em feridas, úlceras de pele e compressas. Outros usos: É muito utilizada na preparação de aperitivos amargos. Outro nome popular: Vermute Origem: Ásia e Europa. Descrição do uso medicinal – Dosagem É a grande protetora do aparelho digestivo. A infusão de flores e folhas, essencialmente amarga, usada em pequenas doses, estimula as secreções gástricas, biliares e pancreáticas, aumentando o apetite e estimulando a digestão. Rica em ferro, atenua anemias. O chá forte é usado como vermífugo. Curiosidades Na Grécia Antiga esta planta era dedicada a Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico.Outros usos
As propriedades aperitivas (estimulante do apetite), vermífugas e estomacais explicam o uso da planta no preparo do vermute e do licor de absinto, entretanto, vale lembrar que a presença de uma substância tóxica, a tuinona (tujona), pode produzir efeitos altamente perigosos. Altas doses do chá e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. Não é recomendada para pessoas com problemas com úlceras e gastrite por estímular a salivação e a produção do suco gástrico.Cultivo da Losna
Losna
Usos e cuidados
Os componentes responsáveis pelo uso medicinal da losna ou absinto são: um óleo essencial (vermífugo e emenagogo), absintina (responsável pelo sabor amargo), resinas, tanino, ácidos e nitratos. Como planta digestiva e aperitiva, sua ação se dá pelo estímulo à salivação e à produção de sucos gástricos e, por essa mesma razão, não é recomendada para pessoas que apresentam problemas como úlceras e gastrite. Usada corretamente e sem excessos, a infusão da losna pode aumentar a secreção biliar, favorecendo o funcionamento do fígado e, ingerida meia hora antes da refeição, pode agir como estimulante do apetite e auxiliar da digestão. Quanto aos cuidados, não é recomendável o uso por mulheres grávidas e crianças. Além disso, a maceração da planta com álcool, segundo alguns estudos já realizados, apresenta graves perigos, podendo provocar dependência, alucinações e convulsões.
Losna
Origem
Seu nome latino significa “sem prazer”.Descrição
Cresce até um metro de altura, mais ou menos. Dá em moitas. Folhas pinatífidas, de cor glauco-esbranquiçada, algo prateada. Sabor amargo. Flores amarelas.Partes usadas
Folhas e pontas floridas.Lendas e Mitos
Na Bíblia é apresentada como um símbolo de prova.Características e Cultivo
Erva perene, cresce de 60 cm a 1 metro. Folhas bem recortadas, de cor verde acinzentadas e esbranquiçadas na parte inferior. Flores amarelas em cachos. Clima temperado, solos areno-argilosos, bem drenados e rico em matéria orgânica. Semear ou dividir touceiras ou fazer estaquia de galhos para reproduzir.Propriedades Medicinais
Emprega-se para: catarros, cólicas, diarreia, envenenamentos, escrófulas, estômago (pertubações gástricas diversas), gripe, hidropisia, histerismo, mau hálito, menstruação difícil e dolorosa. O chá é muito benéfico, limpa e regulariza o funcionamento de diversos órgãos: estômago, fígado, rins, bexiga e pulmões. Fortificante e estimulante de apetite; bom para anemias. O chá bem concentrado é bom para aliviar vermes. Os sucos ou extratos não devem ser usados, pois são tóxicos.Infuso: 20 gs de folhas em 1 litro de água por 10 minutos. Tomar 1 colher de sopa de hora em hora.
Utilização
Uso caseiro Cerveja de absíntio – 01 parte de folhas de losna para 30 partes de cerveja, deixando macerar por 24 horas.(bom para lombrigas e oxiúros).USO MEDICINAL
A Losna é empregada para eliminar vermes, cólicas, diarreias, envenenamentos, intoxicação, catarro pulmonar, inapetência em crianças, afecções gástricas, hepáticas e renais, gripe e mau hálito. Foi muito usada na antiguidade para combater os envenenamentos por outras plantas e também nas intoxicações. Usada desde a antiguidade para tratar problemas do sistema digestivo, a losna é um poderoso tônico amargo para aumentar o volume de bílis e do suco pancreático, desta forma a infusão desta erva é um ótimo aliado para casos de indigestão e gases além de ser vermífugo. ATENÇÃO: ACIMA DE TRÊS XÍCARAS PODE SE TORNAR TÓXICA!USO ENERGÉTICO
A Losna é muito energética. Além de debelar as toxidades do corpo, também elimina as da alma e da aura. Faz uma limpeza energética profunda e proporciona ao passivo soluções criativas e metas. A Losna tem um uso energético desde a antiguidade. Ela era usada para fazer limpezas profundas em ambientes, preparando-o para trabalhos espirituais. Também é muito usada para talismãs de amor, e é a erva indicada para trabalhos espirituais que envolvam desobcessão. Para esses fins, deve ser usada seca e triturada com as mãos em defumador.OUTROS USOS
A Losna ajuda em tratamentos para a obesidade, pois ativa fígado, aparelho digestivo e intestinal. É muito boa para deprimidos e no tratamento de alcoolismo e drogas, pois desintoxica.
Losna
Princípios Ativos
Azeite essencial (0,02-0,3%): cineol, alcanfor, linalol e tuiona são os componentes majoritários; além disso, contém borneol, alfa-cadinol, espatulenol, monoterpenos e lactonas sesquiterpénicas. Flavonóides: rutósido, isorramnetósido, quercetósido. Cumarinas: esculetina, esculina, escopoletina, umbeliferona. Poliacetilenos, triterpenos pentacíclicos. Fitosteroes: sitosterol, estigmasterol. Carotenóides.
Ação Farmacológica
Estimula o apetite, eupéptica, ativa a secreção e a produção de bílis (colerética), antimicrobiana, anti-helmíntica, antifúngica, estrogênica e adstringente (fecha os poros). Combate vermes intestinais, como a lombriga e o oxiúro, estimula o apetite e combate anemias, ajuda a regularizar o funcionamento do estômago, rins, bexiga e fígado.Indicações Farmacológicas
Está indicada nos casos de inapetência, dispepsias hiposecretoras, flatulência, discinesias hepatobiliares, amenorréia, dismenorréia, oxiuríasis.Partes Utilizadas
Flores e folhasUso Popular
Tintura das flores e folhas:Tônico Estimulante do apetite, distúrbios biliares e hepáticos, flatulência, prisão de ventre, má digestão, dispepsias hiposecretoras Vermífugo (tênia) Calmante Reumatismo, gota Febre Amenorréia, dismenorréia, faz descer a menstruação Antimicrobiana, anti-helmíntica, antifúngicaInfusão das flores: Vermífugo (oxiuríasis) Chá das folhas 5 g/l (3 x ao dia): Digestivo, aperitivo e vermífugo
Contra indicações
Não deve ser usada na gestante, durante a amamentação, em crianças pequenas e em epiléticos devido ao teor em tuiona.Efeitos colaterais
A planta fresca pode produzir dermatiteFonte: www.vaniadiniz.pro.br/biovida.site50.net/www.floresecesta.com.br/www.cotianet.com.br/www.aleph.com.br/www.alumiar.com/www.medicinacomplementar.com.br