A operação Pente Grosso, quando os tenentes saqueavam os armazéns e fazendas dos lugares onde não eram acolhidos, eles porém, não abusavam da população. A operação Pente Fino, era o exército quando passavam pelas cidades deixando um enorme estrago em cada lugar; abusavam e violentavam as mulheres, roubavam as casas e fazendas e agrediam as pessoas que se revoltaram com tal ação.Em geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Ataques de cangaceiros à Coluna também reforçam o caráter lendário da marcha, mas não há registros desses embates. Nas cidades e nos vilarejos do sertão, os rebeldes promovem comícios e divulgam manifestos contra o regime oligárquico da República Velha e contra o autoritarismo do governo de Washington Luís, o qual mantém o país sob estado de sítio desde sua posse, em novembro de 1926. Os homens liderados por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa não conseguem derrubar o governo de Washington Luís, mas desmoralizou o Exército Brasileiro. Entretanto, com a reputação de invencibilidade adquirida na marcha vitoriosa de 25 mil quilômetros, aumentam o prestígio político do tenentismo e reforçam suas críticas às oligarquias. Com o sucesso da marcha, a Coluna Prestes ajuda a abalar ainda mais os alicerces da República Velha e preparar a Revolução de 30. Projeta também a liderança de Luís Carlos Prestes, que posteriormente entra no Partido Comunista Brasileiro. Após liderar a Intentona Comunista de 1935, torna-se uma das figuras centrais do cenário político do país nas décadas seguintes. As pessoas engajadas nesse movimento eram contra os ideais políticos presentes na Primeira República, que defendia alguns princípios liberais. Esse movimento promoveu uma marcha por todo o país durante os dezoito meses de duração, onde Prestes tivera contato com todos os tipos de pessoas, levando a ser denominado como um líder comunista. Os objetivos desse movimento eram:
Fazer com que a população se apoderasse e lutasse contra dos coronéis da época, Lutar contra a elite agrária; Lutar contra a miséria existente no Brasil; Tornar o ensino fundamental obrigatório; Implantar o voto secreto;Com toda essa luta, os líderes desse movimento sofreram muitas repressões pelos próprios coronéis que não queriam ser combatidos. O movimento foi perdendo força até que no ano de 1927, Luis Carlos Prestes se exilasse na Bolívia. A Coluna Prestes e o Mito do Interior do Brasil A rebelião da Coluna Prestes está entre os eventos mais mitificados do Brasil moderno: de 1924 a 1927, um grupo de oficiais subalternos do exército marchou cerca de 24140 quilômetros pelo vasto interior do Brasil. Essa epopéia homérica no chamado sertão lançou a carreira de algumas das figuras mais importantes do Brasil e, por quase um século, alcançou um status mítico no folclore e na história política. Buscando explicar e intervir nessa lenda, argumento que o mito da Coluna Prestes surgiu e permaneceu vinculado à imagem estigmatizada do interior. O simbolismo duradouro do sertão mostra que a exclusão, mais do que um subproduto das mitologias nacionais, é o pilar sobre o qual se baseiam as ideias dos mitos inclusivos. A Coluna Prestes foi um movimento político-militar de origem tenentista que, entre 1925 e 1927, se desloca pelo Brasil pregando reformas políticas e sociais e combatendo o governo do presidente Artur Bernardes. Após a derrota do movimento tenentista paulista, em 1924, um grupo de combatentes recua para o interior sob o comando de Miguel Costa. No início de 1925, eles se reúnem no oeste do Paraná com a coluna do capitão Luís Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. Sempre com as forças federais em seu encalço, a coluna, de 1,5 mil homens, entra pelo atual Mato Grosso do Sul, atravessa o país até o Maranhão, percorre parte do Nordeste e em seguida retorna a partir de Minas Gerais. Refaz parte do trajeto da ida e cruza a fronteira com a Bolívia em fevereiro de 1927. Sem jamais ser vencida, a coluna combate as tropas do Exército ao lado de forças policiais dos estados e de jagunços e cangaceiros, recrutados pelos coronéis e estimulados por promessas oficiais de anistia. A coluna poucas vezes enfrenta grande efetivo do governo. Em geral eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Nas cidades e nos vilarejos do sertão, os rebeldes promovem comícios e divulgam manifestos contra o regime da República Velha e o autoritarismo do governo de Washington Luís, que mantém o país sob estado de sítio desde sua posse, em novembro de 1926. Os homens liderados por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa não conseguem derrubar o governo de Washington Luís. Mas, com a reputação de invencibilidade adquirida na marcha vitoriosa de 25 mil quilômetros, aumentam o prestígio político do tenentismo e reforçam suas críticas às oligarquias. Com o sucesso da marcha, a coluna ajuda a abalar ainda mais os alicerces da República Velha e a preparar a Revolução de 1930. Projeta também Luís Carlos Prestes, que, desde a entrada no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a participação na Intentona Comunista de 1935, se torna uma das figuras centrais do cenário político do país nas três décadas seguintes.
Foto tirada em setembro de 1925 no município de
Porto Nacional, estado de Goiás
Foi um movimento político-militar de origem tenentista, que entre 1925 e 1927 se deslocou pelo interior do país pregando reformas políticas e sociais e combatendo o governo do então presidente Arthur Bernardes e, posteriormente, de Washington Luís.
Coluna Prestes – Tenentismo O movimento tenentista não é facilmente definível. Possui um programa extremamente difuso, mas algumas linhas gerais podem ser delineadas. Sua insatisfação com a República Velha leva-os a requerem voto secreto e um maior centralismo político. Ademais, exigem ensino público para facilitar o acesso às informações por parte da população carente. São idealistas, porém elitistas. Golpistas, mas reformistas. Prova inconteste da falta de clareza dos ideais tenentistas é que a inúmeras tendências aderiram os líderes do movimento. Alguns tornaram-se comunistas, outros nazi-fascistas, outros ainda conservadores. Cumpre realçar que a maior parte do movimento era composto por capitães e tenentes da classe média, donde originou-se o ideal de “Soldado Cidadão”. Após a derrota do movimento paulista, em 1924, um grupo de combatentes recuou para o interior sob o comando de Miguel Costa. No início de 1925 reúne-se no oeste do Paraná com a coluna do capitão Luís Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. Sempre com as forças federais no seu encalço, a coluna de 1 500 homens entra pelo atual Mato Grosso do Sul, atravessa o país até o Maranhão, percorre parte do Nordeste, em seguida retorna a partir de Minas Gerais. Refaz parte do trajeto da ida e cruza a fronteira com a Bolívia, em fevereiro de 1927. Sem jamais ser vencida (venceu todas as batalhas), a coluna Prestes enfrenta as tropas regulares do Exército ao lado de forças policiais dos Estados e tropas de jagunços, estimulados por promessas oficiais de anistia. Acredita-se que até o cangaceiro Lampião foi convocado para derrotar a Coluna Prestes. A coluna poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo. Em geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Ataques de cangaceiros à Coluna também reforçam o caráter lendário da marcha, mas não há registros desses embates. Nas cidades e nos vilarejos do sertão, os rebeldes promovem comícios e divulgam manifestos contra o regime oligárquico da República Velha e contra o autoritarismo do governo de Washington Luís, o qual mantém o país sob estado de sítio desde sua posse, em novembro de 1926. Os homens liderados por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa não conseguem derrubar o governo de Washington Luís. Entretanto, com a reputação de invencibilidade adquirida na marcha vitoriosa de 25 mil quilômetros, aumentam o prestígio político do tenentismo e reforçam suas críticas às oligarquias. Com o sucesso da marcha, a Coluna Prestes ajuda a abalar ainda mais os alicerces da República Velha e preparar a Revolução de 30. Projeta também a liderança de Luís Carlos Prestes, que posteriormente entra no Partido Comunista Brasileiro. Após liderar a Intentona Comunista de 1935, torna-se uma das figuras centrais do cenário político do país nas décadas seguintes. Coluna Prestes – História O aprimoramento profissional da oficialidade do Exército, decorrente do surto de modernização que empolgou a Força Terrestre pós-Império, gerou, como subproduto, a politização das classes armadas, em especial a dos jovens oficiais.
“Os Dezoito do Forte”: episódio que eterniza o idealismo do movimento tenentista.
Muitos dos tenentes revolucionários que foram presos durante o movimento tenentista ocupariam, mais tarde,
cargos de relevo na República brasileira.
Os chefes da Revolução de 30: Getúlio Vargas (à direita), Miguel Costa (à esquerda) e o
Tenente Coronel Góes Monteiro, futuro Ministro da Guerra, em pé.
O General Bertoldo Klinger, antigo perseguidor da “Coluna Prestes”, bateu-se em 1932, ao lado dos revolucionários paulistas.
Alguns dos integrantes da chamada “Coluna Prestes”.
Os mártires da Intentona Comunista de 1935 – heróis que deram a vida pela liberdade: (a partir da esquerda) Major Misael Mendonça,
Capitães Armando de sousa e Mello e João Ribeiro Pinheiro, Tenentes Danilo Paladini, Benedicto Lopes Bragança e Geraldo de Oliveira.
Em 4 de dezembro de 1937, o já ditador Getúlio Vargas promoveu a queima das bandeiras estaduais
como forma de deixar clero o caráter unitário do regime.
Luís Carlos Prestes (1898 – 1990)
A Coluna Miguel Costa-Prestes, mais conhecida por Coluna Prestes foi um movimento político-militar brasileiro existente entre 1925 e 1927 e ligado ao Tenentismo, corrente que possuía um programa bastante difuso, mas algumas linhas gerais podem ser delineadas: insatisfação com a República Velha, exigência do voto secreto, defesa do ensino público.
O movimento contou com lideranças das mais diversas correntes políticas, mas a maior parte do movimento era composta por capitães e tenentes da classe média, donde originou-se o ideal de “Soldado Cidadão”.
O movimento deslocou-se pelo interior do país pregando reformas políticas e sociais e combatendo o governo do então presidente Arthur Bernardes e, posteriormente, de Washington Luís. A Coluna Prestes enfrentou as tropas regulares do Exército ao lado de forças policiais de vários Estados, além de tropas de jagunços, estimulados por promessas oficiais de anistia. Dentre estas, a mais aguerrida e que forçou a retirada de Prestes para a Bolívia foi a organizada pelo Coronel do sertão baiano, Horácio de Matos: o seu Batalhão Patriótico Chapada Diamantina iniciou a perseguição aos revoltosos, até a saída destes do território brasileiro, retornando como vitoriosos à cidade de Lençóis. A Coluna Prestes poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo. Em geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Com o sucesso da marcha, a Coluna Prestes ajuda a abalar ainda mais o prestígio da República Velha e a preparar a Revolução de 1930. Projeta também a liderança de Luís Carlos Prestes, que posteriormente entra no Partido Comunista do Brasil (PCB). Coluna Prestes – Resumo Por centenas de anos, um ditado popular no Brasil descreveu a sociedade como “caranguejos agarrados à costa”. Nessa visão, apenas as regiões costeiras – e suas elites descendentes de europeus – foram consideradas capazes de desenvolver uma nação moderna e civilizada. O interior do Brasil, em contraste, era amplamente imaginado como um espaço de selvageria e pobreza, útil apenas para seus recursos naturais e seu trabalho. Com isso, os chamados ‘sertões’ há muito ficam presos à periferia do imaginário nacional, marginalizados pela suposta superioridade de cidades litorâneas como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Para desafiar a narrativa tradicional entre litoral e interior, este projeto reexamina a história brasileira de dentro, um quadro que chamo de “história do interior”. Buscando inverter as fronteiras conceituais e geográficas frequentemente usadas para estudar a história do Brasil – e também da América Latina de forma mais ampla – mostro como as pessoas e os espaços do interior têm sido centrais para o desenvolvimento de identidades, políticas e cultura nacionais. A história do interior do Brasil concentra-se em um único estudo de caso emblemático: a rebelião da Coluna Prestes. De 1924 a 1927, um bando de cerca de mil rebeldes militares liderados por Luiz Carlos Prestes marchou 25.000 quilômetros pelo vasto interior do Brasil. Os rebeldes – conhecidos como tenentes ou tenentes – não conseguiram derrubar o governo, mas sua viagem inadvertida ao interior elevou o perfil de uma nova geração de líderes militares e deu início a uma mudança de regime poucos anos depois. Esse período coincidiu com o surgimento dos jornais de distribuição em massa, e a Coluna Prestes tornou-se um dos primeiros eventos do Brasil a ser acompanhado em tempo real pelo público nacional. E porque os tenentes glorificaram sua experiência no interior – “passamos dois anos entre o povo, vimos pobreza, conhecemos o verdadeiro Brasil” – os dirigentes da Coluna puderam usar a ideia do interior para justificar sua reivindicação de poder político. No entanto, esse status mítico desvia a experiência real das populações que vivem no interior e, além disso, legitima as ações muitas vezes violentas e condescendentes dos rebeldes. Fonte: Colégio São Francisco/gtr.ukri.org/EncBrasil//www.exercito.gov.br/www.geocities.com/elogica.br.inter.net/tripod.com