Rococó – Definição
Um estilo de arte, especialmente a arquitetura e arte decorativa, que se originou na França no início de 1700 e é marcado por ornamentação elaborada, como com uma profusão de rolos, folhagens e formas animais.Rococó – Movimento
Rococó foi um movimento de arte do século XVIII em que começou na França. Em 1699, o rei francês, Luís XIV, chamado para a arte mais jovem a ser produzido pela Academia Real de Pintura e Escultura e outros artistas comissionados para trabalhos em Versailles. Louis XIV era o poderoso império-construtor chamado o Rei Sol, e reinou por mais de sete décadas. Após a sua morte em 1715, o governo francês passou para o seu bisneto, Louis XV, aos cinco anos. Na Academia, o movimento Rococó começou como uma controvérsia artística sobre a importância do desenho versus a importância da cor. Os Poussinistes (em homenagem a Nicolas Poussin) acreditava que o desenho era mais importante, e os Rubenistes (em homenagem a Peter Paul Rubens) sustentou que cor era mais importante do que o desenho. O novo estilo Rococó incluiu obras de arte que refletem essa controvérsia. Com cores brilhantes, detalhes requintados e ornamentação, é fácil ver como a arte Rococó apelou para os ricos e poderosos da França. Francois Boucher (1703-1770) foi um defensor da pintura Rococó. Rococó deu lugar ao estilo neoclássico austera no final do século 18 e desapareceu completamente e de forma abrupta após a Revolução Francesa, em 1789.
Arquitetura Rococó é muito ornamentada e fantasiosa
Rococó – Arte
A arte que se desenvolveu dentro do estilo rococó pode ser caracterizada como requintada, aristocrática e convencional. O Rococó teve início na França, no século XVIII e difundiu-se por toda Europa. O Termo rococó originou-se da palavra francesa rocaille que em português significa concha. As cores forte do Barroco foram substituídas por cores suaves e de tom pastel, como o verde-claro e o cor-de-rosa. O rococó deixa de lado os excessos de linhas retorcidas que expressam as emoções humanas e busca formas mais leves e delicadas. A arte do Rococó refletia os valores de uma sociedade fútil que buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer e a levasse a esquecer seus problemas reais. Arquitetura Na arquitetura, o estilo rococó manifestou-se principalmente na decoração dos espaços interiores, que se revestiram de abundante e delicada ornamentação. As salas e salões têm forma oval e as paredes são cobertas com pinturas de cores claras e suaves. São exemplos o “Hotel de Soubise” construído por Germain Boffrand e decorado por Nicolas Pineau entre 1736 e1739, e o “Petit Trianom” construído Jaques-Ange Gabriel entre 1762 e1768. Pintura Do ponto de vista técnico também ocorrem transformações na pintura. Desaparecem os contrastes radicais de claro-escuro e passam a predominar as tonalidades claras e luminosas. a técnica do pastel passa a ser bastante utilizada. dentre os pintores desse períodos melhores são Watteau e Chardin. Antoine Watteau (1684-1721) é considerado um verdadeiro mestre da pintura rococó francesa. Seus personagens são joviais e parecem dedicados ao gozo das coisas boas da vida. Sua principal obra, “Embarque para Citera”. Jean-Baptiste Simeon Chardin (1699-1779). Seus quadros, em vez de apresentarem o mundo fantasioso e frívolo dos cortesões, retratam cenas da vida cotidiana e burguesa da França. A principal característica de Chardin é a sua composição nítida e unificadora de todos os elementos retratados. No quadro “De volta do Mercado” a personagem que chega à sua casa carregada de compras e percebida visualmente pelo espectador de um modo perfeito em relação aos moveis. Escultura Substituiu-se os volumes que indicam o vigor e a energia barroca por linhas suaves e graciosas. A escultura, geralmente procura retratar as pessoas mais importantes da época. são famosas, por exemplo, as esculturas que Jean Antonie Houdon fez retratando Voltaire, Diderot, Rousseau e outros tantos personagens da história francesa e universal.Rococó – Técnica
Pintura Temos como características deste estilo à utilização da técnica pastel (pintura feita com bastão, pastel, de massa constituída de água gomada, talco e pó de várias cores. Seu colorido é suave e durável. Os pastéis podem ser feitos com maior rapidez que as pinturas a óleo ou aquarela, mas mancham com maior facilidade e devem ser conservadas sob vidro), pinceladas rápidas, leves e delicadas e o uso de cores claras e luminosas com a predominância de rosas, verdes, lilases e azuis. Escultura Um estilo brilhante e novo, com coloridos dramáticos, esculturas de santos e deuses criaram um mundo de fantasia. Escultores se preocupavam mais em mostrar sua habilidade do que o significado de sua arte; suas figuras que misturavam o realismo e o idealismo apresentavam muita complexidade e muita ornamentação. Arquitetura O estilo arquitetônico Rococó surgiu na França e desenvolveu-se na Europa do século XVIII. Era mais leve do que o barroco e foi usado inicialmente na decoração de interiores. Na França, o rococó foi também chamado estilo Luís XV e Luís XVI. Caracterizou-se pelo uso abundante de formas curvas e muitos elementos decorativos como flores e laços. A arquitetura Rococó possui leveza, requinte e elegância. O tom pastel preponderava e a luminosidade difusa invadia os espaços por várias janelas. Em substituição ao alto-relevo das superfícies, apresentavam-se texturas suaves.A ARTE ROCOCÓ
O Rococó é o estilo que predomina nas artes européias durante o século XVIII, para se atenuar e finalmente desaparecer nas duas últimas décadas do século, quando surgem as manifestações iniciais do neoclassicismo, que se inspirará, como as artes renascentistas, na antigüidade clássica greco-romana. O rococó é um estilo eminentemente francês, a começar pela denominação, que se originou da palavra francesa rocaille (concha), elemento na época profusamente usado e caprichosamente estilizado pelos decoradores e ornamentistas. Entre os estilos Luíses da França, é o chamado estilo Luís XV. Irradia-se pela Europa e, através de Portugal, chega ao nosso país, sobretudo no mobiliário, sob o nome de D. João V. A denominaçãorococó teria sido usada pela primeira vez em 1830, tirada do vocabulário das artes decorativas, para designar a fase do barroco compreendida entre 1710 e 1780. Esta simples circunstância define a sua natureza caracteristicamente decorativa e ornamental. Trata-se de natural desenvolvimento do barroco. Ocorre, porém, que enquanto no século XVII o barroco traduzira na sua energia, nas suas violências expressivas e no seu realismo de inspiração popular, a mentalidade e os interesses da burguesia manufatureira e mercantilista, que estava evoluindo para o estágio industrial e capitalista, em plena marcha para o poder político que conquistará com a Revolução Francesa, o rococó expressará na sua delicada elegância caprichoso decorativismo e inspiração fantasista e mundana, o espírito, os interesses e os hábito da aristocracia palaciana, ociosa e parasitária, em que se havia transformado a antiga nobreza feudal, militar e agrária, que marcara com o seu domínio a sociedade feudal. Assim é que expressão da burguesia, em ascensão como classe, o barroco foi sobretudo vitalidade e movimento, ao passo que expressão da aristocracia, classe em decomposição, o rococó será sobretudo fragilidade e graça. A Pintura Na pintura as transformações são completas. Tudo quanto o barroco possuía de teatral, heróico e dramático, realista e popular, tudo isso se transforma ou desaparece, substituído pela graciosidade decorativa, fantasia e erotismo, aristocratismo e mundanidade. As transformações começam pelos temas. Desaparecem praticamente a pintura religiosa, os acontecimentos sagrados narrados dramaticamente, os martírios cruéis, os calvários sangrentos, as virgens e madalenas agoniadas e soluçantes, olhos levantados aos céus, os êxtases torturantes. Agora, os temas são outros, frívolos, mundanos e galantes. Tudo vai falar quase que exclusivamente das graças da mulher. São cenas de boudoir ou de alcova, de salão ou de interiores luxuosos, festas e reuniões em parques e jardins, em suma, o cotidiano da aristocracia, ociosa e fútil, pastorais idílicas e sobretudo nus femininos. O século é o da mulher, cujas graças jamais tinham sido cantadas como souberam cantá-las Watteau, Fragonard e Boucher, os franceses que melhor representam essa pintura. As virgens dolorosas, as madalenas aflitas, os apóstolos e santos compungidos, as paisagens e os céus tempestuosos dos barrocos são substituídos por Vênus e ninfas, amorzinhos petulantes, marqueses e marquesas maneirosos, festas e reuniões em jardins e paisagens de sonho. Quando as cenas bíblicas aparecem são também aristocratizadas. Também a técnica se transforma na pintura. Não são mais as pinceladas impulsivas e pastosas do barroco, nem as massas sintéticas e tumultuosas, muito menos os violentos contrastes de claro-escuro e as cores intensas para as sugestões de drama. São pinceladas rápidas, leves e curtas, desenho decorativo, tonalidades claras e luminosas em que predominam os rosas, azuis, verdes e lilases, delicados e feéricos. Os pintores tornam-se exímios na representação dos tecidos finos, sedas e brocados achalamotados, tafetás e veludos, vaporosidade das gases e musselinas e das carnações femininas. Uma das particularidades da época, diz Louis Réau, é o aparecimento de retratistas femininos, que rivalizam com os homens e forçam as portas da Academia. Também o gosto da prática das artes, da música, da pintura e da gravura, na alta sociedade. A Marquesa de Pompadour, por exemplo, estudava desenho e gravura com o pintor Boucher. Discutia problemas de técnica e de expressão, dava opiniões, como se fosse artista profissional e vivesse daquilo. Quer dizer, sofria sofrimentos de artista.
O Toilette de Venus por François Boucher
Antoine Watteau (1684-1721) Fraçois Boucher (1703-1770) Jean Honoré Fragonard (1732-1806) Maurice Quentin La Tour (1704-1788) Madame E. Vigée-Lebrun (1755-1842) Nicolas Lancret (1690-1745) Jean Baptiste Simeon Chardin (1699-1779) Jean-Marc Nattier (1685-1779)Pintores Ingleses
Henri Füssli (1741-1825) Benjamin West (1738-1825) William Blake (1757-1828) Richard Wilson (1725-1782) Samuel Scott (1710-1772) William Hogart (1697-1764) Joshua Reynolds (1723-1792) Thomas Gainsborough (1721-1788)Pintores Portugueses
Francisco Vieira de Matos (1699-1783) Francisco Vieira (1765-1805) Pedro Alexandrino de Carvalho (1730-1819)Pintores Italianos
Pompeo Batoni (1708-1787) Alessandro Magnasco (1667-1747) Rosalba Carriera (1675-1757) Pietro Longhi (1702-1785) Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770) Bernardo Belotto (1720-1780)Pintores Espanhóis
Luís Paret y Alcazar (1747-1799) Antonio Palomino (1653-1726) Francisco Goya y Lucientes (1746-1828)Fonte: www.arthistory.net/ciaarte.br.tripod.com/www.geocities.com