
Feijão
Internamente, observam-se: dois volumosos cotilédones, que armazenam as reservas da semente e os esboços dos futuros órgãos da planta – a radícula(vai corresponder à raiz), o caulículo(vai corresponder ao caule) e a gémula(vai corresponder às folhas).
Feijão
Esquema do Feijão(exterior)
Milho
A semente absorve a água do meio, aumenta de volume e, consequentemente, o tegumento rompe A radícula irrompe pelo micrópilo e a raiz alonga-se, na direcção do solo O caulículo cresce, em sentido oposto ao da raiz e eleva, acima do solo, os cotilédones – germinação epígea A gémula desenvolve-se, originando o caule folhoso.
Germinação epígea
Germinação hipógea
A maturação da semente(morfológica e fisiológica) A conservação dos tegumentos A inalteração das reservasDe entre os fatores externos, salientam-se:
A água A temperatura O arPodem ainda ter um papel relevante na germinação: a luz e a presença de determinadas espécies vegetais. Para este trabalho apenas será útil o aprofundamento dos casos da água e da luz. Água A germinação implica a absorção de água pela semente, que desempenha as seguintes funções:
Provoca a ruptura do tegumento, em consequência do aumento de volume das reservas Atua nas reações enzimáticas, que permitem a mobilização das reservas Transporta as substâncias nutritivas, que alimentam o embrião em desenvolvimentoLuz Para a maior parte das semente, a luz não constitui fator decisivo para a germinação. Contudo, existem sementes que só germinam em presença da luz e há outras em que a luz inibe a germinação. A presença de determinados vegetais pode condicionar a germinação e o desenvolvimento de determinadas espécies. Assim:
As sementes de trigo impedem a germinação de sementes de certas ervas daninhas quando se encontram no mesmo ambiente 73% das sementes de papoila germinam se estiverem em presença de sementes de linho e 22% quando na presença de sementes de trigo As sementes de orquídeas só germinam em presença de substâncias químicas segregadas por certos fungos.Tipos de Semente As sementes desenvolvem-se a partir de estruturas chamadas óvulos, que existem nas flores ou nos cones de uma planta após a fecundação. Os botânicos classificam as sementes em dois grupos principais: as sementes encerradas e as sementes nuas. As Sementes Encerradas são produzidas pelas angiospermas. Os óvulos encontram-se dentro do ovário, uma estrutura que existe no interior da flor. À medida que a semente amadurece, o ovário expande-se e forma o fruto, que protege a semente em desenvolvimento. As Sementes Nuas são produzidas pelas gimnospermas. Essas árvores e arbustos produzem óvulos na superfície superior das escamas que formam os cones. As gimnospermas não têm ovário, de forma que suas sementes não ficam encerradas durante o desenvolvimento. No entanto, as escamas dos cones fecham-se enquanto as sementes amadurecem, oferecendo-lhes assim alguma proteção. Partes da Semente
Semente
Embrião Tecido que contém a reserva alimentar Casca.O embrião é a parte da semente que dá origem à planta. Contém estruturas que se transformam na raiz primária (a primeira raiz a crescer), no caule e nas primeiras folhas da nova planta. O embrião também encerra uma ou mais de uma estrutura especializada, semelhante a uma folha, que se chama cotilédone. As angiospermas têm um ou dois cotilédones. As que possuem um cotilédone são chamadas monocotiledôneas. As angiospermas com dois cotilédones são chamadas dicotiledôneas. As gimnospermas têm de dois a oito cotilédones. Os cotilédones absorvem e digerem o alimento do tecido que contém a reserva alimentar. Nas angiospermas, esse tecido é chamado endosperma. Os cotilédones de algumas sementes dicotiledôneas absorvem rapidamente todo o alimento do endosperma necessário para que o embrião se desenvolva. Nas gimnospermas, o alimento é armazenado em um tecido chamado megagametófito. A casca da semente recobre o embrião e o tecido que contém a reserva alimentar, protegendo-os de danos, insetos e perda de água. A casca da semente tanto pode ser de um tecido fino e delicado quanto espessa e dura. Formação da Semente Depois de ocorrer a polinização o estigma fica cheio de grãos de pólen. Cada um desenvolve um tubo polínico, onde se formam dois gâmetas masculinos. O tubo polínico atravessa o estilete até atingir o óvulo, o qual contém o gâmeta feminino. Um dos gâmetas masculinos junta-se ao gâmeta feminino e origina o ovo ou zigoto. O outro gâmeta masculino junta-se a outra célula do óvulo, formando uma célula que, posteriormente, produz substâncias de reserva – célula-mãe das substâncias de reserva. Após esta dupla fecundação, o ovo ou zigoto origina o embrião e a célula-mãe das substâncias de reserva forma as substâncias de reserva. Ao embrião mais as substâncias de reserva envolvidos por um tegumento chama-se semente. Desenvolvimento da Semente A formação da semente é resultado da reprodução sexuada, na qual um núcleo espermático (célula sexual masculina) se une a uma oosfera (célula sexual feminina). A produção de núcleos espermáticos e oosferas nas plantas formadoras de sementes envolve várias etapas complexas. Primeiro, os órgãos reprodutivos masculinos e femininos da planta produzem células microscópicas chamadas esporos. Estes se transformam em gametófitos, que são, na realidade, plantas minúsculas que vivem no interior dos órgãos reprodutivos da planta-mãe. Os gametófitos produzem os núcleos espermáticos e as oosferas. Dispersão Depois que as sementes amadurecem, passam por um estado de atividade reduzida, chamado dormência. Durante esse período, as sementes não germinam, mas são dispersadas pelas planta-mãe, pois assim aumenta a possibilidade de algumas caírem em áreas adequadas ao seu crescimento. A Dispersão das sementes ocorre de várias formas. Em alguns casos, o fruto cai no chão e as sementes germinam próximas à planta-mãe. Em outros, as sementes são dispersadas quando o fruto se rompe, depois de secar. O rompimento pode espalhar as sementes a metros de distância. No entanto, a maior parte das sementes apresenta características que possibilitam seu transporte pelo vento por longas distâncias (dispersão anemocórica), pelos animais (zoocórica), pela água ou pelos seres humanos. Muitos tipos de semente têm características especiais que facilitam a dispersão pelo vento, como o pólen, que fecundará os óvulos de outras plantas à distância. Os pássaros e outros animais também desempenham papel importante na dispersão das sementes. Ao comerem os frutos, as sementes não são digeridas, mas eliminadas nos seus dejetos. Podem, assim, ser depositadas a muitos quilômetros de distância da planta-mãe. Os animais também dispersam as sementes transportando frutos, sementes ou pólen no pêlo ou nas penas. A maioria das plantas aquáticas dispersa suas sementes deixando-as flutuar nos rios, lagos e oceanos. Como as Sementes Germinam As sementes maduras transformam-se em nova planta por meio da germinação. Após a dispersão, a maioria das sementes permanece dormente, o que impede a germinação enquanto condições ambientais não forem favoráveis ao crescimento. As sementes podem permanecer dormentes por períodos variáveis e ainda assim ser capazes de germinar sob condições adequadas. Em geral, o período de viabilidade varia de algumas semanas a 50 anos. A maior curiosidade ocorre com as sementes do lótus: os cientistas descobriram que essas sementes, mesmo em dormência há 10 mil anos, podem germinar se as condições forem favoráveis a seu desenvolvimento. As condições para a germinação das sementes são água abundante, suprimento adequado de oxigênio e temperatura favorável. Fonte: www.natureevolutionaries.com/www.sciencedaily.com/campus.fortunecity.com/www.klickeducacao.com.br