Papiro
Hoje em dia, praticamente qualquer árvore pode ser utilizada para produzir a celulose de forma rápida, econômica e sem provocar grandes danos ao meio ambiente. E a presença do papel no nosso dia-a-dia é tão marcante que seria impossível imaginar a vida sem ele. Mas nem sempre foi assim. Antes da invenção do papel, o homem teve que usar de muita criatividade para se expressar por meio da escrita. Na Índia, por exemplo, eram utilizadas folhas de palmeiras. Os esquimós usavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China, os livros eram feitos com conchas e cascos de tartaruga. Tudo começou a mudar quando os egípcios inventaram o papiro e o pergaminho, por volta de 2200 a.C. Por sinal, a palavra papel é originária do latim papyrus, nome dado a um vegetal da família Cepareas, uma planta aquática existente no delta do Nilo. O mais interessante é que os egípcios consideravam essa planta sagrada, porque sua flor lembrava os raios do Sol, divindade máxima para esse povo. Papel – Produção artesanal O processo de produção do papiro é relativamente simples. Primeiro, corta-se o miolo do talo da planta em finas lâminas. Depois de secas em um pano, as lâminas são mergulhadas em água com vinagre, onde permanecem por seis dias para eliminar o açúcar. Novamente secas, elas são colocadas em fileiras horizontais e verticais, umas sobre as outras. Na seqüência, esse material é colocado entre dois pedaços de tecido de algodão e vai para uma prensa por mais seis dias. Com o peso, as finas lâminas se misturam e formam um pedaço de papel amarelado, pronto para ser usado. Na verdade, o pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra, e tinha um custo muito elevado. Muito da história do Egito foi transmitida pelos rolos de papiro encontrados nos túmulos dos nobres e faraós. O mais incrível é que, apesar de sua aparente fragilidade, milhares desses documentos chegaram legíveis e em bom estado até os dias de hoje. Chineses inventam o papel moderno Provavelmente, o papel já existia na China desde o século II a.C., mas o fato é que, segundo os historiadores, foi um oficial da corte chinesa chamado Tsai Lun Lun quem anunciou oficialmente a invenção, no ano 105 d.C., comunicando sua descoberta ao imperador. Tsai Lun fragmentou cascas de amoreira, pedaços de bambu, rami, redes de pescar, roupas usadas e cal, para ajudar no desfibramento, em uma tina com água. Na pasta formada, submergiu uma fôrma de madeira revestida por um fino tecido de seda. Essa fôrma coberta de pasta era retirada da tina. Com a água escorrendo, surgia sobre a tela uma fina folha que era removida e estendida sobre uma mesa. Essa operação era repetida diversas vezes, e as novas folhas eram colocadas sobre as anteriores, separadas por algum material. As folhas então eram prensadas para perder mais água e posteriormente colocadas uma a uma em muros aquecidos para a secagem. Essa técnica continua válida até hoje. Apesar da importante descoberta, a técnica foi mantida em segredo pelos chineses durante quase 600 anos. Nesse período, o uso do papel estendeu-se pelos quatro cantos do Império Chinês, acompanhando as rotas comerciais das grandes caravanas, mas a difusão da fabricação acontecia de forma lenta. Por volta do século VI a.C. os chineses começaram a produzir um papel de seda branco próprio para pintura e para escrita. A única diferença para a produção original era a matéria-prima utilizada. Fabricação de papel feita pelos antigos chineses
Papel
O papel começou a ser fabricado fora da jurisdição árabe, japonesa e chinesa, na Itália, em Fabriano, em 1276. O papel começou a substituir paulatinamente o pergaminho. Na França, a fabricação iniciou-se em 1348, na Alemanha em 1390 e na Inglaterra, em 1494. Um bom trabalhador não podia fazer mais de 750 folhas por dia. Isso explica o alto valor de todas as peças literárias da época e seu pouco uso. O processo de fabricação continuou artesanal e moroso até ao séc. XVIII, quando em dezembro de 1798, o francês Louis-Nicolas Robert, patenteou uma máquina para fazer “papel de grande comprimento” ou “fitas de papel”. Robert, ao inventar a máquina capaz de produzir um papel com 12 a 15 metros de comprimento por cerca de 40 cm de largura, era empregado de um impressor famoso: Didot. Este comprou-lhe a patente, mas não conseguiu viabilizar inteiramente o invento. O cunhado de Didot, um inglês, roubou-lhe o desenho da máquina e, de regresso à Inglaterra, comercializou o invento. Dois industriais ingleses, Henry de Fourdriner e seu irmão, aperfeiçoaram o invento transformando-o numa máquina de confecção cilíndrico. O processo de fabricação foi sendo constantemente aperfeiçoado, sendo que, atualmente, máquinas de papel podem facilmente produzir mais de 1000 metros de papel por minuto e por processos completamente diferentes que aqueles. A primeira fábrica de papel no Brasil surge com a vinda da família real portuguesa. Localizada no Andaraí Pequeno (RJ), foi fundada entre 1808 e 1810 por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva. Em 1837 surge a indústria de André Gaillar e, em 1841, a de Zeferino Ferrez A fabricação do papel em rolos contínuos, já numa escala industrial, iniciou a revolução cultural do Ocidente que revolucionou o mundo e ainda o estamos vivenciando. A invenção dos tablóides na Inglaterra e nos Estados Unidos se deveu à maior facilidade de produzir papel por volta de 1860, não mais em folhas, mas em rolos enormes. Só a partir da industrialização do processo de fabricação de papel é que surgiram livros, jornais e revistas, num processo cada vez mais democratizado em que se difundiu desde então, a cultura generalizada, a ciência, a fé, o terror e a publicidade impressa. Árabes acabam com monopólio chinês Um pequeno incidente histórico iria acabar definitivamente com o monopólio chinês do papel. Segundo os historiadores, árabes instalados na antiga cidade de Samarkanda, aos pés das montanhas do Turquistão, aprisionaram dois chineses que sabiam como produzir papel e trocaram o segredo pela liberdade dos prisioneiros, no ano 751 d.C. A partir daquele momento, a difusão do conhecimento sobre a produção do papel artesanal acompanhou a expansão muçulmana ao longo da costa norte da África até a Península Ibérica, principalmente com o início da produção de papel em Bagdá, em 795 d.C. A técnica de fabricar papel evoluiu em um curto espaço de tempo com o uso de amido derivado da farinha de trigo para a colagem das fibras no papel e o uso de sobras de linho, cânhamo e outras fibras encontradas com facilidade para a preparação da pasta. O Papel no Mundo O papel tem sua história ligada a legitimos e nobres ascendentes. Além das placas de argila, ossos, metais, pedras, peles, o homem escreveu, desenhou, e pintou em papiro, sobre o líber e logo a seguir em pergaminho. O mais antigo papiro já encontrado data por volta de 2200 a.C., e pertence ao Museu Britânico; o papiro foi o suporte de escrita de uso corrente até os primeiros séculos da era Cristã, em toda Europa, regiões asiáticas, e naturalmente, África, de onde se originou. O pergaminho tornou-se o principal suporte de escrita durante quase toda a idade Média. Havia ainda o palimpseto, cuja palavra designa o pergaminho já usado e reaproveitado. O fenômeno do reaproveitamento do papiro repetia-se assim, com relação aos pergaminhos. Com a introdução do papel na Europa, os outros suportes de escrita e desenho desapareceram, restando a lembrança do papiro, na palavra papel, paper, papier. Foi longa e lenta a rota do papel a partir da sua invenção em 105 d.C. por T’sai Lun. O papel só conseguiu atingir a Europa 10 séculos mais tarde, por caminhos tortuosos e difíceis. Os árabes o produziam, comercializavam-no, e o transportavam da Ásia pelo norte da África, e de Alexandria, Trípoli e Tunísia, faziam-no chegar à Espanha, e em seguida à França. Outros países que produzem papel artesanal de maneira rudimentar e ancestral são: Índia, Paquistão, Nepal, Tibet, etc. Com a descoberta da América, encontrou-se um papel semelhante ao papiro produzido pelos Maias e pelos Aztecas chamado Amatl. O processo de feitura difere do papiro, e é fabricado ainda hoje na cidade de San Pablito, México, e constitui fonte de renda para seu povo. O Liber, palavra latina, é a entre-casca de árvore usada para fazer papel dando origem a palavra Livro. Era uso escrever-se em folhas de plantas na China, daí a origem da expressão “folha de papel”. A palavra grega Biblos era a designação feita a várias folhas escritas sobre papiro, originando assim a palavra Bíblia. O Papel no Brasil Papel artesanal no século XIX A primeira fábrica de papel no Brasil entre 1809 e 1810 no Andaraí Pequeno (Rio de Janeiro), foi construída por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva, industriais portugueses transferidos para o Brasil. Deve ter começado a funcionar entre 181O e 1811, e pretendia trabalhar com fibra vegetal. Outra fábrica aparece no Rio de Janeiro, montada por André Gaillard em 1837 e logo em seguida em 1841, tem início a de Zeferino Ferraz, instalada na freguesia do Engenho Velho. O português Moreira de Sá proclama a precedência da descoberta do papel de pasta de madeira como estudo de seu laboratório, e produto de sua fábrica num soneto de sua autoria, dedicado aos príncipes D. João e Dona Carlota Joaquina impresso na primeira amostra assim fabricado.“A química e os desejos trabalharam não debalde, senhor, que o fruto é este outras nações a tanto não chegaram.”
A vinda de Moreira de Sá ao Brasil coincide com as experiências de Frei Velozo em 1809 quando produziu o papel de imbira e experimentava seu fabrico com outras plantas. Criação da imprensa aumenta demanda Por volta do ano 1400, os livros, que eram escritos à mão, começaram a ficar cada vez mais acessíveis ao público, aumentando consideravelmente o consumo de papel. Mas escrever à mão era um processo lento e trabalhoso, tanto para elaborar o original de uma obra como para reproduzi-la. Para isso, os chineses já haviam inventado a xilografia, técnica onde os sinais gráficos eram esculpidos em relevo em pranchas de madeira e aplicados sobre o papel como se fossem um carimbo. Esse processo chegou à Europa e, em 1455, foi aperfeiçoado pelo alemão Johann Gutenberg (imagem acima), que criou tipos móveis feitos de metal, os quais podiam ser reagrupados para imprimir textos diferentes. Por essa razão, Gutenberg ficou conhecido como o “Pai da Imprensa”. Sua descoberta aumentou vertiginosamente o consumo de papel. Em meados do século XVII, os holandeses conseguiram o progresso mais importante na tecnologia da fabricação de papel. Para driblar o problema da falta de força hidráulica na Holanda, os moinhos de papel passaram a ser acionados pela força dos ventos. No lugar dos moinhos de martelos, passaram a ser utilizadas as máquinas refinadoras de cilindros, batizadas de “holandesas”. Essas máquinas refinadoras faziam, em apenas quatro ou cinco horas, a mesma quantidade de pasta que um antigo moinho de martelo demorava 24 horas para produzir. Papel – Do século XIX até os dias de hoje Quando a fabricação de papel cresceu em volume, a procura pela matéria-prima passou a ser um sério problema. Na época, eram usados sobretudo trapos velhos, mas as roupas disponíveis não eram suficientes para atender demanda e os soberanos proibiram as exportações. Na busca de algo para substituir os trapos, Mathias Koops editou um livro em 1800 que foi impresso em papel de palha. Em 1884, Friedrich G. Keller fabricou pasta de fibras, utilizando madeira pelo processo de desfibramento, mas ainda juntando trapos à mistura. Mais tarde percebeu que a pasta obtida era formada por fibras de celulose impregnadas por outras substâncias da madeira, a lignina. Procurando separar as fibras da celulose da lignina, foram sendo descobertos vários processos: como o processo sulfato (kraft), processo sulfito, processo de pasta mecânica e processo com soda. É importante destacar ainda a invenção do papel couché, em 1860. Papel – Evolução
Papel
1) preparação de uma suspensão de fibra de celulose, que é agitada na água até que as fibras se separem e se saturem de líquido 2) filtragem da pasta de papel numa tela trançada para formar a lâmina de fibra 3) preparação da lâmina úmida e posterior secagem 4) eliminação por evaporação da água ainda restante 5) tratamento final que, em função do tipo de papel que se pretende obter, consiste na compressão da lâmina seca de papel e eventual impregnação com diferentes substâncias e tinturas.Nas indústrias modernas, a polpa, depois de batida em uma máquina, recebe uma mistura já processada de lã, trapos, linho e papel velho. Um moinho axial encarrega-se de misturar aditivos minerais e remeter o conjunto a um tanque misturador, onde são adicionados aglutinantes, estabilizadores, aditivos e mais água. A massa homogênea assim obtida é enviada a um cilindro marcador de linha d’água e passa depois por uma sucessão de bobinas de feltro, para eliminação da água, e de cilindros aquecidos, para secagem por evaporação. Finalmente se fazem a calandragem, o corte e a bobinagem. O processo de fabricação manual do papel é mais simples. Depois das operações de mistura descritas para o processo industrial, coloca-se a massa sobre telas de arame, num tanque, para eliminação da água. Em seguida é feita a prensagem e secagem por evaporação do papel. Atualmente, utiliza-se o processo manual apenas para fabricação de papéis especiais, alguns de grande beleza, caracterizados pelas marcas dos fios do tear, ou vergaturas, e pelo esgarçamento das margens em pequenas folhas. Esse tipo de papel destina-se em geral à impressão de gravuras de buril ou água-forte, ou para execução de outros trabalhos artísticos, como desenhos e aquarelas. Os processos industriais de produção de papel geralmente têm lugar em fábricas instaladas em países e regiões de tecnologia avançada. Em conseqüência, registra-se um importante comércio internacional de pastas vegetais entre países que possuem amplas reservas florestais e países industrializados. Entre os que tradicionalmente lideram a produção de papel destacam-se Estados Unidos, Japão e Canadá. Propriedades e usos Dada a ampla variedade de aplicações do papel, suas propriedades variam consideravelmente de um tipo para outro. Em geral, a dureza depende da classe e do comprimento da fibra que forma a pasta, da qualidade do material interfibrilar e da estrutura e formação das lâminas. Associada à dureza, encontram-se a resistência e a durabilidade, também altamente variáveis. Suas principais propriedades ópticas são o brilho, que depende do acetinado; a cor, obtida nos tratamentos químicos; e a opacidade, que varia de acordo com os processos de fabricação. A classificação dos tipos de papel pode ser feita segundo diversos critérios, que habitualmente se relacionam a sua aplicação. Assim, catalogam-se os papéis para impressão em folhas que, destinadas à impressão com máquina, como no caso dos jornais e livros, apresentam superfície áspera e imprópria para escrita manual; acetinados, submetidos previamente à operação de calandragem ou passagem por cilindros que os tornam lisos e brilhantes, aptos para emprego na escrita; e as cartolinas, de maior espessura e diversas qualidades que permitem seu uso tanto na escrita como para envoltórios de melhor qualidade. Entre os diversos tipos úteis de papel cabe citar o papel-moeda, feito de fibras têxteis e destinado à fabricação de dinheiro; o papel-carbono, empregado para cópias diretas por pressão; o papel pintado, usado em decoração para forrar paredes; o papel-filtro, muito poroso, usado para filtrar líquidos e na fabricação de coadores de café descartáveis; o papel crepom, enrugado, usado na confecção de flores artificiais e outros enfeites; o papel fotográfico, que tem uma das superfícies coberta de substância fotossensível, usado para cópias fotográficas; e o papel vegetal, transparente, usado para projetos arquitetônicos. A história do papel: origens chinesas Fontes históricas atribuem a invenção do papel a Cai Lun, um dignitário servindo à corte imperial chinesa que, em 105 dC, começou a produzir folhas de papel com pedaços de trapos velhos, cascas de árvores e redes de pesca. Os chineses guardaram o segredo da fabricação de papel por muitos séculos até que, no século 6, sua invenção foi trazida ao Japão pelo monge budista Dam Jing. Os japoneses aprenderam imediatamente as técnicas de fabricação de papel e começaram a usar polpa derivada da casca da amoreira para produzir eles próprios esse precioso material. O papel como meio de comunicação de massa A fabricação industrial do papel teve início no século 19 com a expansão dos jornais de grande circulação e dos primeiros romances campeões de vendas, que demandavam enormes quantidades de celulose barata. Em 1797, Louis Nicolas Robert criou a primeira máquina Fourdrinier, que era capaz de produzir uma folha de 60 cm de comprimento. Como a demanda por trapos para a fabricação de papel superou a oferta, materiais alternativos foram procurados, como a polpa de madeira. Com o desenvolvimento de novas técnicas de extração de fibras de árvores, o preço do papel caiu drasticamente e logo se tornou um produto de consumo em massa. Só na Grã-Bretanha, a produção de papel disparou de 96.000 toneladas por ano em 1861 para 648.000 toneladas em 1900. Mais uma vez, a história do papel e a história da humanidade estiveram intimamente ligadas: com a disseminação do papel barato, os livros e jornais tornaram-se acessíveis a todos, levando a uma explosão da alfabetização entre as classes médias. Mas foi só na virada do século que o papel seria empregado para outros usos, como papel higiênico e papel de embrulho, brinquedos e decoração de interiores. O impacto ambiental do papel e as escolhas ambientais A fabricação de papel usa uma quantidade significativa de recursos naturais: entre 2 e 2,5 toneladas de madeira e 30-40 metros cúbicos de água são necessários para fazer uma tonelada de papel. Além disso, eletricidade e gás metano são necessários para alimentar as máquinas industriais utilizadas nas várias fases de produção e, dependendo do tipo de papel, uma série de aditivos químicos poluentes. É por isso que, sempre que possível, é importante escolher papel sustentável ou reciclado para reduzir o impacto ambiental da produção de papel. A FABRICAÇÃO DO PAPEL – MÉTODO ATUAL
Papel
Preparação da Massa Formação da folha Prensagem SecagemDependendo do uso que terá o papel, há uma série de tratamentos especiais antes, durante ou depois de sua fabricação. Assim, se o papel se destina à escrita ele deve ser um pouco absorvente para que se possa escrever nele com tinta, ou um pouco áspero para o uso de lápis, mas ele não pode ser tão absorvente como um mata-borrão. Para isso, recebe um banho superficial de amido durante a secagem, além de se adicionar breu durante a preparação de massa. Se o papel deve ser resistente a certos esforços, a celulose deverá sofrer um tratamento de moagem chamada “Refinação”. A primeira etapa da fabricação de papel consta de:
Desfibramento para soltar as fibras numa solução de água Depuração destinada a manter a pasta livre de impurezas Refinação que dará as qualidades exigidas ao papel através da moagem das fibrasNa preparação da massa outras operações são levadas a efeito:
Tingimento: são colocados corantes para se obter a cor desejada. Colagem: é a adição do breu ou de colas preparadas Correção do pH: (acidez ou alcalinidade) normalmente a celulose está em suspensão em água alcalina, cuja alcalinidade deve ser parcial ou totalmente neutralizada com sulfato de alumínio, que também vai ajudar na colagem e tingimento. Aditivos: colocação de outros ingredientes para melhorar a qualidade do papelA segunda etapa da fabricação do papel é a formação da folha, feita através da suspensão das fibras de celulose em água, e que é colocada sobre uma tela metálica. A água escoa através da tela e as fibras são retiradas formando uma espécie de tecido, com os fios muito pequenos e trançados entre si. A formação da folha poderá ser feita através de várias formas:
Manual: onde a tela é simplesmente uma peneira Mesas Planas: a tela metálica apóia-se sobre roletes e é estendida, para formar uma área plana horizontal. Esta tela corre com velocidade constante e recebe na parte inicial do setor plano, a suspensão das fibras, a água escoa através da tela deixando as fibras Cilíndrica: a tela metálica recobre um cilindro, que gira a velocidade constante em uma suspensão de fibras, a água atravessa a tela dentro do tambor e é daí retirada; as fibras aderem à tela, formando uma folha que é retirada do tambor por um feltro.A terceira etapa é a prensagem, na qual a folha é submetida a pressões hidráulicas dos rolos prensas acaba removendo mais uma quantidade de água tornando-se assim mais resistente. A última etapa é a passagem por cilindros secadores, nos quais a folha é submetida à superfície aquecida dos cilindros e, com isso, a água é evaporada. A folha atinge valores de umidades da ordem de 5%. Feitas essas operações e o corte no tamanho desejado, o papel está pronto para uso. Fonte: www.pixartprinting.co.uk/www.bracelpa.org.br/bancasantarosa.com/www.ksronline.com.br/www.historyofpaper.net