História da Moeda
Evolução da Moeda
ESCAMBO Escambo(troca de mercadorias) A necessidade das trocas, na economia é decorrência da evolução dos costumes sociais, onde o individuo deixa de ser auto-suficiente na produção dos bens de que necessita para sua sobrevivência. O pecuarista, por exemplo, necessita trocar a carne que produz por alimentos, roupas, móveis e outros bens e serviços que atendam a suas necessidades ou a seus desejos de consumo. Como nos primórdios da civilização não existia o dinheiro como o conhecemos atualmente, a maneira de se obter um bem ou serviço de que se necessitava era por meio de troca direta, também conhecida por Escambo. Acontecia mais ou menos assim: necessitando de um bem que não produzia, o indivíduo A procurava trocar seus excedentes com o indivíduo B, produtor do bem de que necessitava. Essas trocas diretas apresentavam inconvenientes: nem sempre a mercadoria disponível para troca pelo indivíduo A era necessária ao indivíduo B. Este necessitava da mercadoria produzida pelo individuo C, e assim por diante. Assim, as trocas esbarravam na dificuldade de se encontrar um contraparte que tivesse exatamente a necessidade oposta, ou seja, a troca só se efetivaria se houvesse Coincidência de Desejos. Em um sistema como esse, o pecuarista levaria metade de seu tempo produzindo carne e a outra metade procurando alguém com quem pudesse fazer uma troca apropriada. Além disso, como equacionar o volume de comércio? Como se percebe, trocas dessa natureza em economias complexas como as atuais jamais prosperariam. Nestas, não só os bens de consumo, mas os recursos econômicos também são vendidos e comprados com dinheiro, a exemplo do trabalhador que fornece seu trabalho em troca de dinheiro e, com esse, adquire os bens de que necessita.Dada as dificuldades para realizar trocas diretas, a sociedade encontrou uma forma que contornasse o problema: a utilização de uma mercadoria como moeda.
Surgiu, assim, a mercadoria com funções de dinheiro, reconhecida como Moeda-Mercadoria. Em uma economia que comercializa bens num sistema de mercado, a definição de uma mercadoria para servir de intermediária nas trocas facilita, sobremaneira, o desenvolvimento das transações.
Dependendo da região e do momento histórico, várias mercadorias desempenharam o papel moeda: arroz, tecidos, trigo, peixe, gado, sal, etc… A propósito, a palavra pecuniário, em português, deriva de pecus que, em latim, quer dizer gado. Outra palavra que teve origem em um moedamercadoria é a palavra salário, derivada de sal.
A moeda-mercadoria resolveu o problema da dificuldade de se realizarem trocas diretas. Os bens passaram a ser referenciados nesse tipo de moeda e assim as trocas podiam ser efetuadas de forma mais fácil.
No entanto, tendo resolvido um problema, três outros estavam para ser resolvidos: as mercadorias que serviam de moeda eram em geral perecíveis, apresentavam problemas de divisibilidade, como no escambo, e traziam, ainda problemas com a estocagem. A criatividade e a experimentação humanas deveriam ser exercitadas como forma de superar esses problemas.
MOEDA METÁLICA
As necessidades e a criatividade humanas fizeram com que surgisse uma solução que resolvesse a questão da coincidência de desejos, verificada nas trocas diretas, além do problema da perecibilidade e da divisibilidade. É introduzida, então, a moeda metálica como intermediária das trocas. MOEDA-PAPEL A moeda de ouro, utilizada em grande escala como intermediação de trocas, trazia dois grandes problemas para os indivíduos: o custo do transporte, dado seu volume, e o risco de assaltos. O risco de assalto foi determinante na decisão de se manterem as moedas em casas de custódia (os ouvires), em troca de certificados de depósito. Progressivamente, esses certificados passaram a ser usados como moeda. O endosso dava a seus titulares o direito de retirar o ouro junto às casas de custódia. Dessa forma, surgia a Moeda-Papel, cuja característica é ser integralmente lastreada em metal precioso. Em outras palavras, o detentor do certificado podia, a qualquer momento, dirigir-se a casa de custódia e sacar o equivalente no metal que lhe servia de lastro. Essa ação de resgatar o papel em metal é conhecida como conversibilidade. PAPEL-MOEDA OU MOEDA FIDUCIÁRIA A experiência de custódia e da conversibilidade levou a percepção de que a reconversão dos recibos de custódia (moeda-papel) em metais preciosos não era solicitada por todos os seus detentores ao mesmo tempo. Além disso, novos depósitos eram sempre realizados. Assim, os custodiantes começaram, paulatinamente, a emitir certificados não lastreados. A confiança dos comerciantes e da comunidade nos fiéis e honrados custodiantes dos metais preciosos ensejou a criação do papel-moeda (ou moeda fiduciária). Junto com o papel-moeda nascia, também, a atividade bancária. A emissão de certificados em montantes superiores ao estoque de metal precioso permitia que seus emissores realizassem operações lucrativas, como a aquisição de títulos e ações ou, ainda, a concessão de empréstimos que rendiam juros. Quando se adotou essa prática, os recibos passaram a ser fracionariamente conversíveis, situação que evoluiu com o tempo, chegando aos dias atuais, em que a moeda é de emissão privativa do Estado, onde não há conversibilidade. Moeda Escritural A medida que a sociedade evolui, a forma de convivência e os relacionamentos comerciais vão-se modificando. Além do papel-moeda de emissão privativa do Estado, por meio de bancos centrais, há o que chamamos de moeda bancária ou moeda escritural. Os bancos comerciais podem criar moeda, assim como os ourives faziam quando emitiam mais certificados do que o ouro que mantinham em depósito. Nos bancos, somente uma parte do total de depósitos é utilizada ao mesmo tempo. Em qualquer momento existem pessoas depositando e outras retirando, de tal forma que, balanceando essas operações, somente uma parcela do todo é movimentada. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, o depósito é que é moeda, pois é uma promessas de pagar quando lhe for requerido. O cheque, por sua vez, é apenas o mecanismo de conversão do depósito em moeda manual, ou seja, nada mais é do que uma ordem de transferência de fundos. Como só uma parcela de depósitos é requerida em espécie, pois grande parte retorna aos bancos em forma de novos depósitos, o banco pode fazer promessas de pagar acima do que dispõe e, dessa forma, criar moeda em meio de pagamento, apesar de não poder emitir a moeda que esteja em curso no país (função privativa do Banco Central). Esta questão de moeda escritural, principalmente com relação à capacidade que os bancos apresentam de multiplicá-la, será retomada adiante no tópico. Criação / Destruição de Moeda. Moeda virtual A evolução das formas de moeda está vinculada ao aspecto intrínseco de que novas formas são adotadas por tornarem mais fáceis, as transações entre os agentes econômicos. Desde seu surgimento até as modalidades hoje existentes, as transformações da moeda estiveram vinculadas ao aspecto da redução dos custos de transação. A moeda na forma digital (mecanismos de pagamento por via eletrônica) implica redução significativa nos custos de transação. Seu surgimento e desenvolvimento, no entanto, está mais ligado ao fato de que são vislumbradas as oportunidades de negócios com o oferecimento de serviços financeiros por meio de cartões, Internet, etc. Essas novas formas de dinheiro eletrônico ganharam impulso com a criação da Internet, que permite a realização de compras via computador, debitando-se os respectivos custos em cartões de crédito ou diretamente na conta bancária do usuário. Com o desenvolvimento dos meios de comunicação e da transferência eletrônica de dados, há ainda campo aberto para a criatividade humana encontrar novas formas de intermediar as trocas de aquisição de bens e serviços. O que podemos perceber também é que a dificuldade de averiguar exatamente onde uma transação ocorre dificultará, ainda mais, a ação dos governos, tanto em definir políticas e fiscalizar essa nova forma de moeda, como em tributar as transações dessa forma originadas. Funções da moeda A moeda surgiu da necessidade de os indivíduos trocarem seus excedentes por outros bens de que necessitavam, principalmente na medida em que as economias foram se especializando. Seu uso generalizado gerou consenso a respeito das funções que deve exercer. São elas: Intermediária de trocas É a função por excelência da moeda. Qualquer sociedade com grande nível de especialização do trabalho e volume significativo de trocas seria inviável sem a existência da moeda. Unidade de conta ou medida de valor A moeda serve para comparar o valor de mercadorias diversas (os diversos bens e serviços são expressos em quantidade de moeda, por meio dos preços). Além disso a moeda resolve o problema de se somar coisas distintas. Reserva de valor Um indivíduo que recebe moeda por alguma transação que tenha realizado, ou até mesmo, como prêmio, não precisa gastá-la imediatamente. Pode guardá-la para uso posterior. Isto significa que ela serve como reserva de valor. Para que em cumpra seu papel, é necessário que tenha valor estável, de forma que quem a possua tenha idéia precisa do quanto pode obter em troca. Se a economia estiver num processo inflacionário, o valor da moeda vai-se deteriorando, fazendo com que esta função não se cumpra. Padrão de pagamentos diferidos Esta função resulta da capacidade da moeda em facilitar a distribuição de pagamentos ao longo do tempo. Os pagamentos feitos aos fatores de produção por exemplo, fator trabalho, são exemplos de diferimento. As operações de crédito e financiamento, que dão sustentação a maior parte das grandes transações econômicas, são também exemplos de compromissos diferidos, cuja liquidação é contratada e se dá sob a interveniência da moeda. Moedas no mundoAfeganistão = afegani África do Sul = rand Alemanha = marco Arábia Saudita = riyal Argentina = peso/ Austrália = dólar australiano Áustria = schilling Bélgica = franco belga Bolívia = peso boliviano Brasil = real Bulgária = lev Camarões = franco CFA Canadá = dólar canadense Chile = peso chileno China = yuan Colômbia = peso colombiano Congo = franco CFA Coréia do Sul = won Cuba = peso cubano Dinamarca = coroa Egito = libra Equador = sucre Eslováquia = coroa eslovaca Espanha = peseta Estados Unidos = US dólar Filipinas = peso filipino Finlândia = markka França = franco francês Guana = cedi Grã Bretanha = libra esterlina Grécia = drachma Guatemala = quetzal Holanda = guilder Hong-Kong = dólar Hong-Kong Hungria = florim Índia = rupia indiana Indonésia = rupia indonésia Irã = rial Iraque = dinar iraquiano Itália = lira Iugoslávia = dinar iugoslavo Japão = yen Jordânia = dinar jordaniano Kênia = shilling keniano Kuwait = dinar kuwaitiano Líbano = libra libanesa Lituânia = litas Malásia = ringgit México = peso mexicano Nicarágua = córdoba Noruega = coroa Paraguai = guarani Peru = sol nuevo Polônia = zloty Portugal = escudo Romênia = leu Rússia = rublo Suécia = coroa sueca Suiça = franco suiço Tailândia = baht Turquia = lira turca Uruguai = peso uruguaio Venezuela = bolivar Zaire = zaireFonte: www.fisgall.com
História da Moeda
1- ETIMOLOGIA Etimologicamente, o termo se atribui ao latim moneta, ” moeda “, o lugar onde se cunhavam moedas em Roma, o templo Juno Moneta. 2- CONCEITO Unidade representativa de valor aceita como instrumento de troca numa comunidade. A moeda corrente e a que circula legalmente num país. Moedas fortes são as que tem curso internacional, como instrumento de troca e reservas de valor. 3- FUNÇÕES DA MOEDA Graças a moeda, pode o indivíduo generalizar seu poder de compra e obter da sociedade aquilo que sua moeda lhe da direito, sob a forma que melhor lhe convém. Classificando uma transação comercial em duas fases, uma de venda e outra de compra, a moeda facilita ambas as partes. Resumindo, e mais fácil ao vendedor de uma colheita achar quem lhe queira comprar parte dela do quem queira troca-la por outros produtos. 4- ORIGEM E HISTORIA ATE O SÉCULO XV: AS TROCAS E AS MOEDAS ANTES DA INTRODUÇÃO DOS METAIS: Hoje em dia, a moeda parece ser uma coisa banal. Mas sua descoberta representou um notável avanço na historia da humanidade. Antes do surgimento da moeda, todos viviam a procura de novos instrumentos de troca capazes de medir o valor dos bens. Entre os inúmeros meios de troca já testados antes da criação da moeda, os animais têm lugar de destaque. Na Grécia, no século VIII a.C., faziam-se as contas tomando o boi como parâmetro: uma mulher valia de vinte a quarenta cabeças de gado; um homem, cem. Servindo como meio de pagamento, o sal circulava em vários países (dai vem o termo salário), como exemplo a Libéria, onde trezentos torrões compravam um escravo. Entre as versões primitivas de moeda, as conchas foram , sem duvida, as mais difundidas. Especialmente os cauris (espécie de búzio), que nos séculos XVII e XVIII virou a moeda internacional; metade do mundo entesourava e comprava cauris. A INTRODUÇÃO DE CÁLCULOS CONSTANTES Fixados na Babilônia e na Assíria por volta do quinto milênio a.C. , os Sumérios tiveram um importante papel na historia da moeda, ao criarem um calculo baseado em valores de referência constantes. Graças a esse povo, ainda, o ouro e a prata tornaram-se unidades de medida de preço. Esses metais, porem, não circulavam, permanecendo nos templos. Ou seja, os Sumérios inventaram o dinheiro, mas não a moeda. DAS PRIMEIRAS MOEDAS DE METAL NA CHINA ATE AS MOEDAS METÁLICAS DA ÁFRICA CHINA Foi na China do período Chou (1122-256 a.C.) que nasceram as moedas de bronze com formas variadas: peixe, chave ou faca (Tao), machado (Pu), concha e a mais famosa o Bu, que tinha a forma de uma enxada. As formas das moedas vinham das mercadorias e objetos que possuíam valor de troca. Nessas peças encontravam-se gravados o nome da autoridade emitente e o seu valor. No final desta dinastia, surgiu o ouro monetário (Yuanjin). Este tinha a forma de um pequeno lingote com o sinete imperial. Também nessa época surgiram as moedas redondas de bronze, com um furo quadrado no centro. O PAPEL-MOEDA CHINÊS Os primeiros registros da utilização do papel como moeda remontam do ano 89. As matrizes para a impressão eram confeccionadas em tabuleiros de madeira ou de bambu, sobre as quais era aplicada uma pasta especial, feita de polpa vegetal amolecida e batida. A madeira recebia tinta e os desenhos e textos gravados eram passados para o papel. Essa invenção permaneceu escondida durante séculos; sua importância pode ser exemplificada pelo fato de os chineses terem erguido um templo em homenagem ao inventor dessa técnica. A partir do ano 610 missionários cristãos espalharam a novidade em outras terras. Mas foi o comerciante veneziano Marco Polo que mais se encantou com a técnica de fabricação do papel-moeda chinês, que publicou no seu livro Le Livre de Marco Polo, entre suas experiências na China, onde ficou dezessete anos. ÁFRICA As manilhas ( ou moedas-argolas), feitas na sua maioria de cobre, eram empregadas como meio de troca na Africa-Ocidental, que hoje compreende a Nigéria, Gana Benin e Togo. Seus valorem eram proporcionais a quantidade de metal que continham, podendo pesar entre 2700 e 200 g. Suas formas eram variadas também: ferradura, semicircular, anel, bracelete ou corda retorcida. Um manual português do século XV traz o valor comercial das manilhas: com oito delas comprava-se um escravo. Ao lado do valor monetário essas pecas tinham também clara função de ornamentação, alguns exemplares são totalmente decorados, o que elevava muito seu valor artístico. MOEDAS DA GRÉCIA ANTIGA As primeiras moedas gregas começaram a serem cunhadas a partir do século VII a.C. Com figuras de animais verdadeiros, plantas e objetos úteis ao homem. As moedas primitivas mais famosas eram a coruja, o pegasus e a tartaruga. As tartarugas foram as primeiras moedas a serem cunhadas na Grécia, seus exemplares mais antigos são de 625 a.C. e durante um século foram elas que ditavam as leis nas trocas comerciais. Essas moedas representavam Egina, florescente empório comercial do Peloponeso e eram mais valiosas que as corujas, valiam o dobro: 2 dracmas (dracma – unidade da moeda de prata). Os potros vinham em segundo lugar na ordem de valor monetário, era cunhado em Corinto, importante centro comercial no istmo de mesmo nome, trazendo a impressão de um Pegaso (mítico cavalo alado). Podiam ser dracmas ou estateres (o estater era a unidade da moeda de ouro). Já as corujas, que eram cunhadas em Atenas, sendo as menos valiosas entre as três moedas mais importantes, valiam uma dracma ou um estatere. Mas anos depois, foram descobertas várias jazidas de prata perto de Atenas, e começou a ascensão desta cidade e conseqüentemente das corujas. Por volta do ano 525 a.C. , Atenas cunhou uma moeda esplêndida no valor de 4 dracmas, a tetradracma. Estas moedas estão entre as mais fascinantes da Antigüidade e por quase dois séculos não sofreram modificações. Após a vitória da batalha de Salamina, contra os persas ( 480 a.C.), os atenienses cunharam uma moeda no valor de dez dracmas, o decadracma. Aos poucos, todas as cidades gregas começaram a cunhar moedas com efígies divinas. De simples instrumentos de troca, as moedas transformaram-se em obras de arte. Pelo bom gosto, pelo requinte da cunhagem, pelo relevo acentuado por figuras em perfeita harmonia com a espessura do metal, as moedas gregas são únicas. Aos poucos, todas as cidades gregas começaram a cunhar moedas com efígies divinas. De simples instrumentos de troca, as moedas transformaram-se em obras de arte. Pelo bom gosto, pelo requinte da cunhagem, pelo relevo acentuado por figuras em perfeita harmonia com a espessura do metal, as moedas gregas são únicas. MAGNA GRÉCIA Magna Grécia e a região do sul da Península Itálica e parte da Ilha de Sicília, que ficou ocupada pelos gregos ate a sua tomada pelo Império Romano. As moedas consideradas mais bonitas do mundo são as decadracmas e as tetradracmas de Siracusa ( na chamada Magna Grécia), com a cabeça da ninfa Aretusa ( ou de Persefone) e a quadriga, no trote ou a galope. Ha 25 séculos essas moedas em prata quase pura – 43g no caso das decadracmas – são objetos de admiração e imitação. Na Sicília e na Magna Grécia nasce, no final do século V a.C. , a primeira moeda, em que se podia confiar, do Ocidente, vinculada ao valor do metal. A variedade também era enorme: há pecas quadradas, pequenas, cuneiformes, recunhadas, fragmentadas ou cortadas ( no primeiro caso, para enfrentar a falta de moedas de menor valor; no segundo, para diminuir o valor). AS MOEDAS DE ALEXANDRIA Em Alexandria, Oriente e Ocidente se fundiam: povos de três continentes conviviam em paz, unidos pela mesma língua, o grego. Naquela cidade, ciência, literatura e arte falavam grego, influenciando a cultura dos demais países. Na Casa da Moeda de Alexandria, marcadas por um L, foram cunhadas algumas tetradracmas de prata, as mais belas do seu período. Tais moedas possuíam um numero que correspondia ao ano de reinado do soberano, ao contrario das antigas moedas gregas, desprovidas de data. ANTES DO INICIO DA MOEDAGEM A moedagem romana começou dois séculos mais tarde do que as das cidades da Magna Grécia que já cunhavam belíssimas moedas. No século IV a.C. , enquanto as dracmas, no mundo grego e principalmente na Sicília, alcançavam o auge da perfeição estilística, em Roma ( que na época era uma simples vila de pastores), os animais ainda eram o principal meio de troca. Mais tarde, desenvolveram uma moedagem excepcional quanto a continuidade ( cunharam-se moedas de 335 a.C. a 476 d.C.) e variedade ( usaram-se quase todos os metais). AS MOEDAS ROMANAS “ARCAICAS” A partir do século VII a.C., Roma adotou um bem para intermediar as trocas: o bronze ( a prata precisava ser importada, e desconhecia-se a existência do ouro na época). Eram peças sem forma de metal bruto fundido (aes rude), avaliado com base no peso (de 2g a 4kg), sem sinais ou figuras. Mais praticas que os animais, elas ainda não ofereciam as vantagens da moeda. AS PRIMEIRAS MOEDAS ROMANAS Por volta de 335 a.C., com o aes grave (bronze pesado), Roma ganhou sua primeira moeda – o as ou asse -, fundida em forma redonda, com indicações de valor e impressos oficiais. No anverso dos ases aparece Jano bicéfalo, a mais antiga divindade do rico Olimpo romano – deus da passagem de um lugar a outro e, portanto, de um tempo a outro – por isso, representado com dois rostos. No reverso, a imagem mais comum e a da proa de um navio. A série do aes grave também e chamada libral (de libra, unidade de peso latina) pois, assimcomo a libra, o as dividia-se em doze uncias. Em 268 a.C. Roma ( já poderosa) passou a confeccionar também moedas de prata, iniciando a esplêndida era do denário romano. IMPÉRIO ROMANO: INICIO E FIM DA MOEDAGEM IMPERIAL A moedagem imperial romana iniciou-se com César, “ditador perpetuo”, em 44a.C. Nesta época, as moedas republicanas transformaram-se em imperiais, acentuando seu caráter propagandístico e celebrativo, não mais baseado na gens (“família”) ou em um partido, mas em lideres, em personagens isolados, que dominavam a cena política: Marco Antônio, Emílio Lépido, Brutus, Pompeu e outros. Não e de se estranhar que César, em 45 a.C., tenha sido o primeiro a colocar seu retrato em moedas, seguindo o exemplo do mundo grego, onde os reis cunhavam sua efígie sobre as pecas havia dois séculos e meio. Por fim, a moedagem terminou em 476, com a queda de Rômulo Augusto e do Império do Ocidente. A MOEDAGEM BIZANTINA Bizâncio ( depois Constantinopla, atual Istambul), uma das mais poderosas cidades da Antigüidade, foi fundada em 675 a.C. (ou talvez 703, não se sabe a data exata) pelos habitantes da cidade grega de Megara. A cidade se tornou muito poderosa graças ao intenso comercio e a sua estratégica posição geográfica, no estreito que une o mar Egeu ao mar Negro, a Europa a Ásia. A denominação de Constantinopla, séculos mais tarde da sua fundação, foi dada pelo imperador Constantino, que em 326 fez de Bizâncio a nova capital do Império Romano. Diferentemente da moedagem romana, da qual derivou, a moedagem bizantina apresenta uma iconografia ( descrição e/ou representação de imagens) toda particular, menos realística e expressiva, mas ainda assim cheia de fascínio e mistério. São muitas as moedas de ouro: o solido, o semisse ( 1/2 de solido) e o tremisse ( 1/3 de solido), todos originados diretamente de moedas romanas. Muitas vezes globulares (em forma de globo), elas tinham grandes dimensões e uma forma de tigela. Essa característica era peculiar a moedagem bizantina. Devido a presença de figuras hieráticas de Cristo, da Virgem, de santos e do imperador e seus familiares, as moedas bizantinas tinham um caráter sacro. Um dos mais freqüentes motivos ornamentais era a cruz, simples ou dupla. O imperador aparecia com vestes suntuosas, coroado por anjos, sentado no trono com um cetro ou um globo na mão, sempre retratado como se fosse um Deus. Nas moedas bizantinas, nunca se representavam animais, cenas mitológicas ou festas leigas (que não são sacras) – a única exceção a imagem de Bizâncio e a Vitória alada. As legendas, gravadas em caracteres gregos, dispunham-se verticalmente, ao longo do bordo externo, ou as vezes ocupavam todo o reverso. AS MOEDAS IBÉRICAS No ano de 711 travou-se na Espanha a Batalha de Guadalete, na qual morreu o ultimo rei visigodo ( povo que habitava a península Ibérica ate essa data). Começava a dominação árabe na península Ibérica. Depois de uma longa e conturbada etapa inicial, os mulçumanos, edificaram uma civilização esplêndida que existiria ate o século XV. Em seu apogeu, o domínio árabe, estendeu-se por dois terços da península Ibérica. Mas, apartir da virada do milênio, o poder dos califas na região entrou num lento e prolongado declive. Estados cristãos surgiram em meio a esse processo, e os cristãos inevitavelmente reconquistariam a península, devido ao enfraquecimento dos árabes. Isso aconteceu com a tomada de Granada ( ultima dominação árabe na península) em 1492. As moedas ibéricas refletem o entre choque de duas culturas, povos e religiões diferentes, que caracterizou a historia da região. Antes da invasão muçulmana, haviam circulado na região moedas gregas, celtas, cartaginesas, romanas e grosseiras imitações destas ultimas, feitas pelos bárbaros. A partir do século VIII, juntaram-se ao grupo pecas árabes ( no inicio de prata e depois de ouro). As moedas ibéricas mais importantes ( excluindo-se as árabes) são as posteriores a união do reino de Castela e Aragão ( 1479) cuja abundância de ouro e prata, vindos do Novo Mundo, deram lugar a novas emissões antigas e mais rústicas. Dentre elas, sobressai-se o ducado – ou excelente – de ouro, com sua metade e múltiplos, que surgiu após a reconquista de Granada. A moeda traz os bustos de Isabel I e Fernando II o Católico ( 1479 -1516). A denominação “excelente” derivava do elevado título da moeda. Também se tornaram famosos os “reales de ocho” de prata ( 8 reales), que passariam a Historia como o dólar espanhol e sobreviveriam te meados do presente século. AS MOEDAS DO RENASCIMENTO O Renascimento se caracterizou pela exaltação do homem e da criação. A cultura clássica foi redescoberta, e dela surgiu o Humanismo – o aspecto literário e filosófico do Renascimento. A moeda esta relacionada com essa “evolução” de várias maneiras. Do ponto de vista econômico, a expansão do comercio e do bem estar pede uma moedagem variada e de qualidade. Do ponto de vista artístico, as moedas dessa época são o fruto de uma produção extremamente refinada: a cunhagem mais bem cuidada permite aos artistas obter mais precisão nos detalhes e criar cenas arejadas, muitas vezes transportadas das pinturas, dando margens a admiráveis estudos de perspectiva e uma notável profundidade de relevo. Nunca nessa época a moeda foi a expressão fiel de seu tempo. Nessa época, o volume de ouro em circulação na Europa aumentara aproximadamente doze vezes em apenas meio século. Predominam, como moedas fortes, além do genovino de Gênova de 1251, os florins de Florença de 1252 e os ducados de Veneza de 1284. Essas duas ultimas moedas eram cunhadas praticamente em ouro puro. Fonte: eduquenet.netHistória da Moeda
O que é a moeda?
Moeda é todo o meio que serve para facilitar as trocas. Funciona como um lubrificante do sistema de trocas. A forma mais simples de fazer troca é a troca direta. Mas levanta problemas de redução do bem-estar potencial. Vários bens serviram como moeda ao longo dos tempos: vacas, trigo, cigarros, pão, vinho, etc… MAS…..ESTES BENS TÊM UTILIDADE NÃO MONETÁRIA!!! Rapidamente desapareciam do circuito das trocas… Grande contradição para ser moeda, um bem tinha que ser útil, para que fosse aceite por todos. Mas, ao mesmo tempo, não podia ter procura não monetária, isto é, tinha que ser inútil.. Durante séculos, este problema foi defrontado pela teoria monetária. Os bens de luxo, como conchas, pérolas, etc., vieram ajudar a resolver o problema. O seu valor não era alterado (degradado) pelo seu consumo não monetário. Isto significa que nem todos os bens podem preencher as condições para serem moeda! Características da moedaDivisibilidade Durabilidade Aceitabilidade geral Ter reduzida procura não monetária Manter o valor Ser prática de movimentar Dificilmente falsificável
A História da moeda
Durante muito tempo, usou-se a moeda pesada para transações em cada loja havia uma balança para pesar o ouro e a prata que servia para as trocas. Como este método era pouco prático, devido aos erros que gerava, passou-se à moeda contada bolinhas de ouro, por exemplo, com peso pré-determinado. Autoridade de fiscalização era necessária (Rei, imperador, etc…). Assim se passou à fase da moeda cunhada, praticamente como a conhecemos hoje discos metálicos, com o nome do peso correspondente (libra, peso), e com o nome do soberano que a mandava cunhar. Mas as moedas tinham pouca validade geral, principalmente em grandes mercados distantes CAMBISTA! Os cambistas tinham como função comparar e trocar as moedas de uma zona por outra. Faziam também outro negócio alugavam cofres para guardar em depósito a moeda dos clientes. Cada cliente ficava com um recibo, como contrapartida, que podia ser endossado. O papel não era ouro, mas valia ouro…Porque tinha a assinatura do cambista a garantir! Quando estes recibos começaram a circular, surgiu a moeda de papel. A partir do final do séc. XVII, alguns cambistas começaram a emitir recibos com um certo montante padrão, sempre igual, e a ter a expressão ao portador. Apareceram assim as notas que hoje utilizamos o papel circulava livremente como moeda. Cada vez mais o papel circulava, e cada vez menos o ouro era levantado. Daqui surgiu a ideia de emprestar o ouro parado, cobrando um juro. Era o nascimento dos bancos! Este era o negócio do crédito. Emitiam-se mais recibos do que o ouro existente. Era uma forma milagrosa de fazer dinheiro. Mas…surgia também a possibilidade de bancarrota! As autoridades tiveram que intervir, declarando a inconvertibilidade dos papéis em ouro, para além de terem tomado o monopólio de emissão de moeda. A moeda passou a ser fiduciária, e passou-se da moeda de papel para o papel-moeda. Noções adicionais de moeda envolvem a moeda escritural (cheques bancários), a moeda de plástico (cartões) ou a moeda eletrônica (e-commerce). Funções da moedaIntermediário geral das trocas Unidade de conta (numerário da economia) Reserva de valorFonte: nunovenes.com.sapo.pt
História da Moeda
O PAPEL E A IMPORTÂNCIA DA MOEDA
INTRODUÇÃO Não existe nada mais difícil do que tentar definir algo que todos nós sabemos do que se trata, mas sobre cujo real significado nunca paramos para pensar. E é nestes momentos que começam a surgir perguntas da mais variadas, desde a sua origem até o complexo sistema que se criou a sua volta. Mas afinal, o que é moeda? Segundo Wassily Leontieff (economista russo, Prêmio Nobel de Economia em 1973), a moeda é a mercadoria que serve de equivalente geral para todas as mercadorias. Ao longo deste ensaio procuraremos desvendar alguns mistérios que cercam a moeda, e sua evolução histórica.ORIGEM E EVOLUÇÃO DA MOEDA
A origem e a evolução da moeda pode ser seccionada em seis fases distintas:Era da Troca De Mercadorias Era da Mercadoria Moeda Era da Moeda Metálica Era da Moeda Papel Moeda Fiduciária ou Papel-Moeda Moeda Bancária ou EscrituralERA DA TROCA DE MERCADORIAS Nos primórdios tempos, o homem vivia em pequenas comunidades de uma única família, e se utilizava de vegetação e da caça disponíveis na região onde habitava. Esses recursos eram os únicos com os quais contava para a sua subsistência. Essas minúsculas comunidades, entretanto, foram crescendo e começaram a se desmembrar em outros núcleos de famílias, cada uma procurando formar a sua própria fronteira, delimitando as suas áreas para o plantio de alimentos e a caça. Esses núcleos, entretanto, não produziam todos os mesmo produtos. Iniciava-se assim o processo primitivo de divisão do trabalho e especialização. Enquanto uns se dedicavam à caça, outros se dedicavam à produção de tubérculos, outros ainda se especializavam no plantio de grãos e assim por diante. Essa racionalização das atividades fez com que os núcleos passassem a trocar o excedente resultante da especialização. Assim, uma boa caça era trocada por uma quantidade razoável de grãos; por outro lado, uma quantidade razoável de grãos poderia ser trocada por um número considerável de frutas, ou então por uma produção de tubérculos. Nas mais primitivas culturas, portanto, as economias funcionava à base do escambo a troca simples de mercadorias. Esse sistema, entretanto, apresentava algumas dificuldades. Imaginem um indivíduo que tenha maçãs e queria castanhas. Seria uma coincidência fora do comum encontrar um outro indivíduo que tenha gostos exatamente oposto, ansioso por vender castanhas e comprar maçãs. Ainda que aconteça o fora do comum, não há garantia de que os desejos da duas partes, no que se refere a quantidades e aos termos de troca exatos coincidam. Da mesma forma, a menos que um alfaiate faminto encontre um fazendeiro nu que tenha alimentos e o desejo de ter um par de calças, nenhum dos dois pode realizar negócio. Assim, o crescente número de produtos disponíveis nos mercados passou a dificultar a prática rudimentar do escambo, não só pela dificuldade cada vez maior de se estabelecerem relações justas e intercoerentes de troca, como também pela dificuldade de se encontrar parceiros cujos desejos e disponibilidades fossem duplamente coincidentes. Para se ter um idéia, para que se possa atender os desejos de um indivíduo, nos dias de hoje, as operações de trocas de mercadorias se tornariam por demais trabalhosas, pois seriam necessárias inúmeras transações para que o indivíduo pudesse ter todas as suas necessidades satisfeitas. ERA DA MERCADORIA-MOEDA Com o passar do tempo, a evolução da sociedade impõe a necessidade de se facilitar as trocas. Os indivíduos, então, passaram a eleger um único produto como referencial de trocas: uma mercadoria que tivesse algum valor e que fosse aceita por todos. Para que isso ocorresse a mercadoria eleita como moeda deveria atender a uma necessidade comum e ser rara o bastante para que tivesse valor. Com a passagem das trocas diretas, de um produto por outro, para as indiretas, intermediadas por algum outro bem aceito por todos, com um certo valor intrínseco, passou-se para a chamada era da MERCADORIA-MOEDA. Neste período, vários tipos de produtos forma utilizados como referencial das relações de trocas de mercadorias, tais como o gado, fumo, azeite de oliva, escravos, sal, etc. O gado, ao longo do tempo, se mostrou como a MERCADORIA-MOEDA mais utilizada, tendo dado origens a termos atualmente utilizados, como: A grande vantagem que ele apresentava era que, enquanto os indivíduos o guardavam como uma poupança, essa moeda aumentava por meio da reprodução, ou seja, rendia juros. Mas, por outro lado, essa mesma moeda apresentava uma grande desvantagem: como dividir um boi para comprar arroz, feijão, cebola, sal, etc.? Em suma, o gado não podia ser dividido em trocados. De modo geral, para que uma mercadoria possa ser utilizada como moeda ela deve ter várias qualidades, dentre as quais destacam-se:
Durabilidade Ninguém aceitaria como moeda algo que fosse perecível DivisibilidadeA mercadoria eleita como moeda deve poder subdividir-se em pequenas partes, de forma que tanto as transações de grande porte quanto as de pequenos portes possam ser realizadas Homogeneidade Qualquer unidade da mercadoria eleita como moeda deve ser rigorosamente igual às outras unidades dessa mercadoria; Facilidade de manuseio e transporte A utilização do bem eleito como moeda não pode ser prejudicada em função de dificuldades de manuseio e transporte. Ao longo da história da humanidade um grande número de produtos têm sido utilizados como MERCADORIA-MOEDA, cada um deles apresentado vantagens e desvantagens. A cerveja, por exemplo, não melhora com o armazenamento, ao contrário do vinho que tende a melhorar; o azeite de oliva serve como uma bela moeda líquida que pode ser dividida em parte pequenas; o ferro enferruja; o valor de um diamante perde seu valor ser for dividido. Apesar de as MERCADORIA-MOEDA terem facilitado um pouco o dia-a-dia dos indivíduos, muitas dificuldades ainda persistem, ressaltando a necessidade de se encontrar uma forma mais simples que facilitassem as transações comerciais. É quando então passamos para a Era da Moeda Metálica. ERA DA MOEDA METÁLICA De maneira geral, pode-se dizer que os metais foram as mercadorias cujas características essenciais mais se aproximavam das características que se exigem dos instrumentos monetários. Inicialmente, os metais empregados como instrumentos monetários foram o cobre, o bronze e, em especial, o ferro. Com o passar do tempo, entretanto, esses metais foram deixados de lado, pois não serviam como reserva de valor. Em outras palavras, a existência em abundância desses metais, associada a descoberta de novas jazidas e ao aperfeiçoamento do processo industrial de fundição fez com que tais metais perdessem gradativamente seu valor. Por essas razões é que os metais chamados não nobres forma pouco a pouco substituídos pelos metais nobres, como ouro e prata. Estes dois metais são definidos como metais monetários por excelência, uma vez que suas características se ajustam adequadamente às características que a moeda deve ter. A utilização do ouro e da prata nas transações comerciais acabou trazendo grandes vantagens. No tocante às moedas cunhadas com esses metais, elas eram pequenas e fáceis de carregas, além de serem padronizadas e terem um valor próprio, ou seja, seu poder de compra era equivalente ao valor do material utilizado na sua fabricação. As moedas metálicas permitiam ainda às pessoas guardá-las esperando a melhor oportunidade para trocá-las por alguma mercadorias. Isto era possível pois, tanto o ouro como a prata eram metais suficientemente escassos, e a descoberta de novas jazidas não chegava a afetar o volume que se encontrava em circulação. Este aspecto fazia com que estas moedas mantivessem estável o seu valor ao longo do tempo. Apesar das grandes vantagens apresentadas pela moeda metálica, existia, à época, um inconveniente: o transporte a longas distâncias, em função do peso das moedas e dos riscos de assalto a que estavam sujeitos os comerciantes durante suas viagens. Para contornar este problema, especialmente após o século XIV, com o crescimento dos fluxos comerciais da Europa, iniciou-se a difusão de um instrumento monetário mais flexível: a moeda-papel. ERA DA MOEDA-PAPEL A moeda-papel veio eliminar, portanto, as dificuldades que os comerciantes enfrentavam em seus deslocamentos pelas regiões européias, facilitando a efetivação de suas operações comerciais e de crédito, especialmente entre as cidades italianas e a região de Flandres. A sua origem está na solução encontrada para que os comerciantes pudessem realizar os seus empreendimentos comerciais. Ao invés de partirem carregando a moeda metálicas, levavam apenas um pedaço de papel denominado de Certificado de Depósito, que era emitido por instituições conhecidas como Casas de Custódia, e onde os comerciantes depositavam as suas moedas metálicas, ou qualquer outros valores, sob a garantia. No seu destino, os comerciantes recorriam às casas de custódias locais, onde trocavam o certificado de depósitos por moedas metálicas. O seu uso acabou se generalizando de tal forma que os comerciantes passaram a transferir os direitos dos certificados de depósitos diretamente aos comerciantes locais, fazendo com que esses certificados tomassem o lugar das moedas metálicas. Estava assim criada a nova moeda, 100% lastreada e com a garantia de plena conversibilidade, a qualquer momento, pelo seu detentor, e que tornou-se, ao longo do tempo, no meio preferencial de troca e de reserva de valor. MOEDA FIDUCIÁRIA OU PAPEL-MOEDA Com o passar do tempo, as casas de custódias, que recebiam o metal e forneciam certificados de depósitos (ou moeda-papel), totalmente lastreadas, começaram a perceber que os detentores desses certificados não faziam a reconversão ao mesmo tempo. Além disso, enquanto alguns faziam a troca de moeda-papel pelo metal, outros faziam novos depósitos em ouro e prata, o que acabava por ensejar novas emissões. Assim é que, gradativamente, as casas de custódias passaram a emitir certificados sem lastro em metal, dando origem à moeda fiduciária ou papel-moeda. O papel-moeda, como sempre tinha sido, contava com a livre conversibilidade em ouro. A emissão de papel-moeda por particulares, entretanto, acabou por conduzir esse sistema a ruína. Devido a isso, o Estado foi levado a assumir o mecanismo de emissões, passando a controlá-lo. Consequentemente, passou-se à emissão de notas inconversíveis. Hoje, a maioria dos sistemas fiduciários, apresentando as seguintes características:
Inexistência de lastro metálico Inconversabilidade absoluta Monopólio estadal das emissõesMOEDA BANCÁRIA Com a evolução do sistema bancário desenvolveu-se uma outra modalidade de moeda: a moeda bancária ou escritural. Ela é representada pelos depósitos a vista e a curto prazo nos bancos, que passam a movimentar esses recursos por cheques ou ordens de pagamento. Ela é chamada de escritural uma vez que diz respeito aos lançamentos (débitos e créditos) realizados nas contas correntes dos bancos.
SISTEMA MONETÁRIO E FINANCEIRO
FUNÇÃO DA MOEDAMeio ou instrumento de troca Medida de valor Reserva de valor Padrão de pagamento diferidoCARACTERÍSTICAS DA MOEDA
Indestrutível e inalterável Homogêneo Divisível Transferível Facilidade de manuseio e transporteFORMAS DE MOEDAS
Moeda metálica Papel-moeda Moeda escritural
SISTEMA MONETÁRIO
Abrange o numerário da nação, ou seja, todas as moedas (metálicas, papel-moeda e escritural). SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL É um conjunto de órgãos, de que se instrumenta o poder público para executar sua política financeira, é formado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e as instituições financeiras públicas e privadas. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (CMN) Formula a política da moeda e do crédito, objetivando o progresso econômico e social do País. A política do CMN busca dentre outros objetivos:Adaptar os meios de pagamento às necessidades da economia nacional Regular o valor interno da moeda nacional, prevenindo e corrigindo de surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa Regular o valor externo da moeda nacional e o equilíbrio do balanço de pagamentos Coordenar a política monetária, de credito, orçamentária, fiscal e da dívida publica, visando garantir condições favoráveis aos desenvolvimento equilibrado da economia nacional Proporcionar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, de forma a tornar mais eficiente o sistema de pagamento e mobilização de recursos Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras Autorizar a emissão de papel moeda Fixar diretrizes e normas da política cambial Regular a constituição, funcionamento e fiscalização de todas as instituições financeiras que operam no país.BANCO CENTRAL DO BRASIL (BC) BACEN ou BC é uma entidade autárquica, vinculada ao ministério da Fazenda, atuando como órgão executivo do sistema financeiro, cabendo-lhe fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas emenadas do CMN Tem como atribuições:
Emitir e distribuir as cédulas e as moedas para os bancos e recolher e destruir as danificadas Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e os depósitos voluntários das instituições financeiras e bancárias que operam no país Emprestar às instituições financeiras de acordo com a política econômica do governo ou como socorro a problemas de liquidez Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e de outros papéis Efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas Fiscalizar as instituições financeiras e os consórcios e aplicar as penalidades previstas Autorizar o funcionamento de todas as instituições financeiras e dos consórcios Controlar o fluxo de capitais estrangeiros garantindo o correto funcionamento do mercado cambial Representar o governo brasileiro junto às instituições financeiras estrangeiras e internacionais.COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM) É o órgão encarregado do desenvolvimento, da disciplina e da fiscalização do mercado de valores mobiliários, atuando com observância da política definida pelo CMN. Os valores mobiliários sujeitos à atuação da CVM são, por exemplo: ações, debêntures, certificados de depósitos de valores mobiliários, direitos de subscrição etc. Objetivos da CVM Estimular a aplicação de poupança no mercado acionário Assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores e das instituições auxiliares que operem nesse mercado Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e outros tipos de atos ilegais que manipulem preços de valores mobiliários nos mercados primários e secundários e de ações Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação de títulos emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto. BANCOS COMERCIAIS Seu objetivo precipuo é proporcionar o suprimentos oportuno e adequado os recursos necessários para financiar, a curto e médio prazo, o comércio, a industria, as empresas prestadoras de serviços e as pessoas físicas. A grande característica dos bancos comerciais é a sua capacidade de criação de moeda, a qual é estabelecida com base nos depósitos à vista, captados no mercado. Para a tender a esses objetivos, os bancos comerciais podem:
Descontar títulos Aberturas de créditos simples ou em conta corrente Crédito rural Câmbio Captar depósitos à vista e a prazo fixo Agente financeiro de organismos oficiais Capital de giro em moeda nacional ou em moeda estrangeira Serviços bancários – pagamentos de cheques, transferencia de fundos, cobranças diversas, recebimento de impostos e tarifas públicas.BANCOS MÚLTIPLOS Os bancos múltiplos surgiram através da Resolução 1.524/88, emitida pelo BC por decisão do CMN, a fim de racionalizar a administração das instituições financeiras. As características de um banco múltiplo, envolvem as carteiras:
Comercial Investimento Crédito imobiliário Desenvolvimento LeasingBANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES É a instituição responsável pela política de investimentos de longo prazo do governo federal, sendo a principal instituição financeira de estímulo ao desenvolvimento econômico e social do país. BANCO DO BRASIL Banco do Brasil é um dos principais instrumentos de execução da política creditícia e financeira do governo Federal. Dentre outras atividades, o Banco do Brasil executa o serviço de compensação de cheques e outros papéis. Serviços prestados pelo Banco do Brasil: Câmara de compensação de cheques e outros papéis Pagamentos e suprimentos necessários à execução do Orçamente Geral da União Aquisição e o financiamento dos estoques de produção exportável Agenciamento dos pagamentos e recebimentos fora dos país Operação dos fundos de investimento setorial como pesca e reflorescimento A captação de depósitos de poupança direcionadas ao credito rural e a operação do fundo constitucional do centro oeste – FCO Receber depósitos compulsórios e voluntários das instituições financeiras Efetuar redesconto bancários e executar a política de preços mínimos de produtos agropecuários Executor da política de comércio exterior do governo adquirindo ou financiando os bens de exportação e ser pagador ou recebedor no exterior INSTITUIÇÃO FINANCEIRA É qualquer entidade que tenha como atividade principal ou acessória a coleta, a intermediação ou a aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira. O regular funcionamento de uma instituição financeira depende de prévia autorização do Banco Central. Fonte: augusto-economia.vilabol.uol.com.br