Martinho Lutero
O papa Leão X, no centro, em pintura de Rafael Sanzio, de 1518.
Durante o seu papado (1483 – 1520) surgiu o movimento reformista,
que levaria à divisão do Cristianismo na Europa
Os membros da alta hierarquia do clero viviam luxuosamente, totalmente alheios ao povo Quebra do celibato por parte de alguns membros do clero Venda de cargos da Igreja Venda de “dispensas” (isenções de algumas regras da Igreja ou de votos feitos anteriormente) Venda de objetos religiosos Venda de Indulgências (perdão de alguns pecados) Cisma do Ocidente: fruto de divisões internas na Igreja que provocaram a eleição de dois papas um em Roma e outro na França) Cativeiro de Avignon Combate da Igreja à usura (empréstimo de dinheiro à juros altos) A igreja defendia o “preço justo” (teoria imcompatível com o sistema econômico da época) Questionamento da riqueza da IgrejaA Reforma na Alemanha A Alemanha não era um Estado centralizado. Encontrava-se geograficamente no Sacro-Império Romano-Germânico O comércio só havia se desenvolvido no litoral norte e no sudeste. Sendo assim, a Alemanha era um estado praticamente feudal com a Igreja sendo detentora de um terço das terras No século XVI, a Alemanha não era um Estado politicamente centralizado. A nobreza era tão independente que cunhava moedas, fazia a justiça e recolhia impostos em suas propriedades. Para complementar sua riqueza, saqueava nas rotas comerciais, expropriando os mercadores e camponeses. A burguesia alemã, comparada à dos países da Europa, era débil: os comerciantes e banqueiros mais poderosos estabeleciam-se no sul, às margens do Reno e do Danúbio, por onde passavam as principais rotas comerciais; as atividades econômicas da região eram a exportação de vidro, de metais e a indústria do papel; mas o setor mais forte da burguesia era o usurário. Quem se opunha à igreja na Alemanha A igreja católica alemã era muito rica. Seus maiores domínios se localizavam às margens do Reno, chamadas de ?caminho do clero?, e eram estes territórios alemães que mais impostos rendiam à Igreja. A Igreja era sempre associada a tudo que estivesse ligado ao feudalismo. Por isso, a burguesia via a Igreja como inimiga. Seus anseios eram por uma Igreja que gastasse menos, que absorvesse menos impostos e, principalmente, que não condenasse a prática de ganhar dinheiro. Os senhores feudais alemães estavam interessados nas imensas propriedades da Igreja e do clero alemão. Os pobres identificavam a Igreja com o sistema que os oprimia: o feudalismo. Isto porque ela representava mais um senhor feudal, a quem deviam muitos impostos. Às vésperas da Reforma, a luta de classes e política acabou assumindo uma forma religiosa. Teorias de Lutero
O homem se justifica somente pela fé; (crença na predestinação) Só existem dois sacramentos: o Batismo e a Eucaristia (negação da transubstanciação) Bíblia: única fonte de verdade divina Não existe uma hierarquia religiosa, o celibato e o uso do latim nos cultos religiososEm 1517 Lutero publicou as 95 teses. Nesse documento Lutero expunha sua doutrina e opunha-se à venda de indulgências Em 1520 foi excomungado pelo papa Leão X. Em geral a Alemanha ficou dividida em duas áreas religiosas: ao norte o luteranismo e ao sul, onde a influência do imperador era maior, prevaleceu o catolicismo. Isso fez com que a Igreja perdesse grande parte de suas terras e os tributos que recebia. O luteranismo apresentava poucos atrativos para a burguesia. O comércio, segundo Lutero, foi criado do Diabo e sancionado pelo papa. A Reforma na Suíça
Suíça: região de grande desenvolvimento comercial e poder descentralizado Zwinglio: foi o iniciador da Reforma na Suíça João Calvino: chegou à Suíça em 1536 e em 1541 ele e seus partidários tomaram o poder em Genebra até a data de sua morte em 1564.Teorias de Calvino
O homem nasce predestinado e se salva apenas pela fé Encorajava o trabalho e o lucro como vocação dada por DeusSegundo tais princípios a burguesia encontrou a ética protestante de que necessitava. Sendo assim o Calvinismo se espalhou pela França, Inglaterra, Escócia e na Holanda. Reforma na Inglaterra O rompimento com a Igreja Católica deu-se no reinado de Henrique VIII. O rei estava casado há 18 anos com Catarina de Aragão e não tinha nenhum filho homem. Decidiu anular seu casamento, para se casar com Ana Bolena, pedindo ao papa Clemente VII o divórcio. O papa negou o pedido do rei e Henrique VIII fundou sua própria Igreja. A Igreja Anglicana permaneceu idêntica à Igreja Católica, sendo diferente na autoridade máxima dos anglicanos, que passou a ser o rei e não o papa. O Anglicanismo na Inglaterra Na Inglaterra, o principal fato que desencadeou a Reforma Religiosa foi a negação do papa Clemente VII a consentir a anulação do casamento do rei Henrique VIII com Catarina de Aragão, impedindo a consolidação da monarquia Tudor. Manipulando o clero, Henrique VIII atingiu seu objetivo: tornou-se chefe supremo da Igreja inglesa, anulou seu casamento e casou-se com Ana Bolena. A reação do papa foi imediata: excomungou o soberano e, em consequência, o Parlamento rompeu com Roma, dando ao rei o direito de governar a Igreja, de lutar contra as heresias e de excomungar. Consolidada a ruptura, Henrique VIII, através de seus conselheiros, organizou a Igreja na Inglaterra. Entretanto, a reforma de Henrique VIII constituiu mais uma alteração política do que doutrinária. As reais alterações teológicas surgiram no reinado de seu filho, Eduardo VI, que introduziu algumas modificações fortemente influenciadas pelo calvinismo. Foi no reinado de Elizabeth I, porém, que consolidou-se a Igreja Anglicana. A supremacia do Estado sobre a Igreja foi afirmada e Elizabeth I tornou-se chefe da Igreja Anglicana independente. A Reforma na Inglaterra representou uma necessidade de fortalecimento do Estado, na medida em que o rei transformou a religião numa via de dominação sobre seus súditos. A Contrarreforma A reação oficial da Igreja contra a expansão do protestantismo ficou conhecida como Contrarreforma. Em 1542, o papa Paulo III introduziu a Inquisição Romana, confiando aos dominicanos a função de impô-las aos Estados italianos. A nova instituição perseguiu todos aqueles que, através do humanismo ou das teologias luterana e calvinista, contrariavam o ortodoxia católica ou cometiam heresias. A Inquisição também foi aplicada em outros países, como Portugal e Espanha. Em 1545, a Igreja Católica tomou outra medida: uma comissão de reforma convocou o Concílio de Trento, desenvolvido em três fases principais, entre 1545 e 1563, fixou definitivamente o conteúdo da fé católica, praticamente reafirmando suas antigas doutrinas. Confirmou-se também o celibato clerical e sua hierarquia. Em 1559 criou-se ainda o Índice de Livros Proibidos, composto de uma lista de livros cuja leitura era proibida aos cristãos, por comprometer a fé e os costumes católicos.
Foi um movimento de reação por parte da Igreja Católica em oposição ao protestantismo Concílio de Trento (1545-1563): reafirmação dos dogmas, proibiu-se a venda de indulgências, fundou-se seminários e exigiu-se disciplina do clero. Reestabelecimento dos tribunais da Santa Inquisição Index Librorum Prohibitorum: Livros cuja leitura era proibida pelos fiéis. Criação da Companhia de Jesus em 1534 por Inácio de LoyolaFonte: www.researchgate.net/www.saberhistoria.hpg.ig.com.br/www.ailton.pro.br/orbita.starmedia.com/www.bbc.co.uk