1) Produz cinza com grande teor de potassa 2) Constitui uma excelente torta para gado 3) Serve para tingir roupas; de cinza claro até o preto
O pequizeiro é positivamente uma árvore maravilhosa; dele tudo se aproveita.
Do pequi – massa do pequi quase toda é óleo. Este depois de apurado com pouco fogo até ficar igualzinho neve é uma delícia para biscoito de toda espécie; a castanha tirada o côco, pilada, dá muito óleo. Este óleo é curativo nas tosses crônicas. Esta castanha queimada é uma cinza muito forte. A casca do fruto cozida, dá uma tinta preta com que se tinge roupas; Enxugando e molhando até tomar a cor desejada. O fruto do pequizeiro é o pequi, pequiá, pequirama. Em nossa região (Minas, Bahia, Brasil Central) o nome é PEQUI, com E na primeira sílaba; em outros lugares usam a grafia PIQUI, com I. A árvore é nativa e seu fruto foi batizado pelos índios, que eram muito objetivos em suas denominações. Em nheengatu py é pele ou casca e quya é sujo, espinhento. Piquia, puiqui (py-quyia) é casca suja. Realmente a casca do pequi parece suja. Há também a possibilidade do o i do pequi funcionar como diminutivo, a exemplo da palavra itai, pedra pequena. Assim pequi seria diminutivo de pequiá. Pequiá pequeno ou pequiá mirim. Quem conhece os dois frutos sabe disso; o pequi é, na realidade, bem menor que o pequiá, embora muitíssimo mais saboroso. Esses frutos de cor verde acinzentado, parecendo sujos, esferóides ou lobulados, variam de tamanho conforme o número de caroços neles contidos; de um a três. A casca tem meio centímetro de espessura e os caroços têm o tamanho de um ovo pequeno de galinha, mas de cor amarela viva; deles exala um perfume agradabilíssimo para nós sertanejos e enjoativo para quem só o conhece depois de adultos. A cor amarela constitui uma polpa de um a três milímetros de espessura, que envolve o caroço e é a principal parte comestível do fruto. Ainda fazendo parte do caroço, mas imediatamente abaixo da polpa, encontra-se uma camada de espinhos, que separa a polpa da castanha ou bala; esta de fino sabor e aroma, bem melhor tolerada por estrangeiros. O pequizeiro é uma árvore dos cerrados, das chapadas. Nasce, cresce, frutifica, apesar das hostilidades da terra e dos homens. Pequizeiro – Planta O pequizeiro é uma planta típica do Cerrado, que consiste num bioma de grande variedade de sistemas ecológicos, tipos de solo, clima, relevo e altitude, e com uma vegetação caracterizada por coberturas rasteiras, arbustos, árvores esparsas e tortuosas, de casca grossa, folhas largas e raízes profundas, formando desde paisagens campestres a florestas. Com uma vida útil estimada de aproximadamente 50 anos, o pequizeiro atinge até 10 m de altura. Sua fase reprodutiva inicia-se a partir do oitavo ano, com floração ocorrendo normalmente entre os meses de setembro a novembro. A frutificação acontece de outubro a fevereiro, produzindo frutos por 20 a 40 dias em média, com produção variável podendo chegar a 1000 frutos por pé. Pequizeiro – Árvore O pequizeiro é uma árvore semidecídua com 6 a 10 m de altura, com tronco tortuoso de 30 a 40 cm de diâmetro, que habita cerrados, cerradões e matas secas ao longo de todo o bioma Cerrado. Folhas compostas trifolioladas, opostas, com folíolos pubescentes com até 20 cm de comprimento, com bordos irregulares, com o lado inferior mais claro, recobertos por densa pilosidade, assim como as extremidades dos ramos. Ramos grossos normalmente tortuosos, casca cinzenta com fissuras longitudinais e cristas descontínuas. Flores com até 8 cm de diâmetro, são hermafroditas, compostas por cinco pétalas esbranquiçadas, livres entre si, com numerosos e vistosos estames. Os frutos são do tipo drupa com seus caroços envolvidos por uma polpa carnosa. O caroço é lenhoso e formado por grande quantidade de pequenos espinhos, que podem ferir dolorosamente a mucosa bucal quando ingerido por incautos. Um Kg de caroços contém aproximadamente 145 unidades. Habitat – O pequizeiro (Caryocar brasilliense Camb.) é uma árvore típica do cerrado brasileiro Ocorrência – São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Outros nomes – piqui, pequizeiro, piquiá bravo, amêndoa de espinho, grão de cavalo, pequiá, pequiá pedra, pequerim, suari, piquiá. Características: O pequizeiro é uma árvore que habita cerrados, cerradões e matas secas ao longo de todo o bioma Cerrado. Propagação – sementes Madeira – moderadamente pesada, macia, resistente e de boa durabilidade natural. Pequizeiro – Utilidade A madeira é própria para xilografia, construção civil e naval. Os frutos são comestíveis e apreciadíssimos pelas populações do Brasil Central. O caroço com a polpa (mesocarpo) é cozido com arroz, usada para preparo de licor e para extração de manteiga e sebo, o caroço é lenhoso e formado por grande quantidade de pequenos espinhos, que podem ferir dolorosamente a mucosa bucal quando ingerido por incautos. Os frutos são também consumidos por várias espécies da fauna, que contribuem para a disseminação da espécie. É adequado para o paisagismo tanto para grandes parques como para pequenos jardins residenciais, pois seu porte não é muito avantajado. Fruto: os frutos são redondos do tamanho de uma laranja com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro cuja amêndoa se come cura ou assada. A massa que recobre as sementes é amarela, pastosa, oleaginosa e rica em vitaminas e proteínas. A fruta pode ter de um a quatro caroços. Aproveitamento alimentar: O pequi é aproveitado de diversas maneiras na cozinha macaubense na forma de óleo ou cozinhando os frutos. Propriedade: o pequi (100 g) possui cerca de 200.000 U.I. (unidade internacional) de vitamina A, equivalente a 120.000 mmg. É o fruto mais rico nessa vitamina até hoje analisado. Composição por 100 g: além da vitamina A, o fruto maduro contém: 89 calorias, 14 mg de cálcio, 10 mg de fósforo, 1,39 mg de ferro, 0,241 de cobre, 0,03 mg de vitamina B1, 0,046 mg de vitamina B2 e 12,09 mg de vitamina C. Pequizeiro – Usos Utilização – empregado na alimentação humana, na perfumaria e na medicina caseira:Raiz: é toxica e, quando macerada, serve para matar peixes Madeira: fornece dormentes, postes, peças para carro-de-boi,construção naval e civil e obras de arte; suas cinzas produzem potassa utilizada no preparo de sabões caseiros. Folhas: adstringentes, que estimulam a secreção da bílis. Fruto: produz óleo empregado como condimento no preparo de arroz e carnes, contendo proteínas, açucares, vitaminas A, Tiamina, sais de cálcio, ferro e cobre. É empregado no combate a gripes e resfriados. Sementes: fornecem óleo ( manteiga de pequiá ), possuindo ainda propriedades aromáticas e sendo utilizadas no preparo de licores. Casca: fornece tinta, de cor acastanhada, utilizada pelos artesãos no tingimento de algodão e lã.Outros usos: Licores e sabão. Florescimento – agosto a novembro Frutificação – setembro a fevereiro Ameaças – destruição do habitat Pequizeiro – Classificação Nome científico: Caryocar brasiliense. Nome popular: Piqui (MT), piquiá-bravo, pequi (MG, SP), amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá, pequiá-pedra, pequerim, suari, piquiá. Família: Caryocaraceae Gênero: Caryocar L Espécie: Caryocar brasiliense Cambess Vegetação de ocorrência: cerrado. Características Morfológicas: Altura de 6-10m, com tronco tortuoso de 30-40cm de diâmetro. Folhas compoostas trifolioladas, com folíolos pubescentes. Pequizeiro – Fotos
Pequizeiro
Pequizeiro
Pequizeiro – Fruto
Flor de Pequizeiro