Biologia

Cutieira

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Biologia
Cutieira – O que é A cutieira (Joannesia princeps), pertencente à família da Euforbiácea também conhecida como côco de purga, purga de paulista, boleira, etc.é uma espécie nativa usada em reflorestamento, em função da qualidade da madeira produzida e adaptabilidade da espécie as condições de cultivo. Sua madeira é especial para o fabrico de palito de fósforo, celulose, tabuado para forros, canoas e jangadas e caixotaria segundo. Características gerais Árvore frondosa, de grande porte, podendo atingir até 30 metros de altura, a espécie é bastante utilizada no paisagismo, pois gera bom sombreamento e apresenta floração em cachos, com flores brancas miúdas. Porém sua utilização não é recomenda para este fim por suas sementes possuírem propriedades tóxicas, pelo tamanho e peso dos frutos e também pela facilidade de quebra de seus galhos pelo vento. É bastante utilizada no reflorestamento, pois é muito adaptável a condições adversas e suas folhas são de fácil decomposição, auxiliando na recuperação dos nutrientes do solo. Possui madeira leve e porosa, utilizada para a fabricação de palito de fósforo, celulose, tabuado para forros, canoas e jangadas e caixotaria. Da semente é extraído um óleo amarelo e denso, com utilidade industrial, substituindo o óleo de linhaça para pintura. Estudos indicam a possibilidade de uso de suas sementes para a produção de biodísel, como alternativa de energia sustentável. Produz grande quantidade de sementes, com boa parte viável. A casca do fruto é usada como combustível. Informações ecológicas: Planta decídua, heliófita, característica de terrenos secos da encosta pluvial atlântica. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis. Obtenção de sementes: Recolher os frutos no chão logo após sua queda. Em seguida quebrá-los com martelo para a liberação das sementes. Cada fruto contem de 1 a 3 sementes. Sua viabilidade em armazenamento é curta, não ultrapassando 6 meses. Produção de mudas Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e localizados em local semi-sombreado; cobrir as sementes com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 20-30 dias e, a taxa de germinação geralmente é alta. O desenvolvimento das mudas é rapido, ficando prontas para plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento da plantas no campo é extremamente rápido, alcançando facilmente 6 m de altura aos 2 anos. Cutieira – Classificação Cutieira: Joannesia princeps Florescimento: julho a novembro Frutificação: março a maio Tipo: Planta, Árvore. Nome científico: Guarea guidonia (L.) Sleumer. Sinonímias: Anda brasiliensis Raddi., Anda gomesii A.Juss., Andicus pentaphyllus Vell., Joannesia insolita Pittier. Família: Euphorbiaceae. Altura: 20 m. Diâmetro: 10 m. Ambiente: Pleno Sol. Clima: Equatorial, Tropical úmido. Origem: Pará, Região Sudeste, Região Nordeste. Época de Floração: Inverno. Propagação: Sementes. Mês(es) da Propagação: Março, Abril, Maio. Persistência das folhas: Caduca. Ocorrência: do estado do Pará até São Paulo. Outros nomes: anda-assu, indaiaçu, boleira, fruta de arara, fruta de cotia, purga de cavalo, puga dos paulistas. Cutieira – Características Espécie decídua de grande porte com 15 a 20 m de altura, casca cinzenta, ramos jovens com pelos. Folhas alternas, digitadas, de 3 a 5 folíolos, ovados a elíptico, glabros, pecíolos de 6 a 15 cm de comprimento. Flores brancas ou arroxeadas, de 2 a 3 mm. Fruto drupáceo, globoso, de até 20 cm de comprimento. A existência dessa árvore, a forma de disseminação de suas sementes é uma verdadeira aula de ecologia, se não, uma verdadeira poesia para quem aprecia os fenômenos que permitem a continuação da vida. A perpetuação da espécie depende de um pequeno roedor que não passa de 4 kg. Esse roedor é a cutia (Dasyprocta agouti) daí o nome popular dado à árvore. É claro que outros animais muito menores que a cutia, promovem a fertilização através da polinização e se isso não acontecesse grande parte dos vegetais não poderiam se reproduzir na natureza, mas o interessante do trabalho da cutia é a engenhosidade da natureza em promover o seu equilíbrio. O fruto é um coquinho e contém em seu interior entre 1 e 3 castanhas, que para os humanos tem forte efeito laxante se ingeridos. Esse fruto cai da árvore e fica no solo até apodrecer ou ser comido por algum animal. Se o coquinho apodrecer, as castanhas também apodrecerão e não serão capazes de germinar. Se o animal que comer o coquinho for uma paca ou um ouriço caixeiro, por exemplo, o coquinho será comido inteiro ou destruído e não haverá nenhuma chance de germinação. Porém, se o animal for uma cutia o destino será diferente. A cutia, com toda a paciência abre o coquinho e come 1 ou 2 sementes e enterra o que não comeu. Dizem que ela enterra o que não comeu para guardar e comer mais tarde, porém ela esquece aonde foi que enterrou as sementes e então, brota a árvore. Habitat: floresta pluvial atlântica. Propagação: sementes. Madeira: branco-amarelada, mole, leve, textura grosseira e brilho acetinado. Cutieira – Utilidade Madeira usada na marcenaria, caixotaria e indústria de palitos, obras internas, tabuado em geral, artefatos de madeira, tamancos, forros, brinquedos, canoas, jangada e peças navais, miolo de painéis, de portas e ainda para chapas de partículas. O óleo das sementes possui emprego medicinal como purgante e energético e, industrialmente substitui o óleo de linhaça para pintura. A árvore é útil para sombreamento em pastagens, porém não para arborização de ruas em virtude do tamanho e peso dos frutos, além da facilidade com que o vento pode quebrar seus galhos. Obs: Prefere terrenos secos. A madeira é útil para a produção de celulose e canoas. O óleo das sementes é medicinal e pode substituir o óleo de linhaça. Esta espécie pode ser usada para sombreamento de pastos. A floração se dá junto com o surgimento da folhagem nova. Cutieira – Fotos

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Fonte: www.vivaterra.org.br/www.paisagismodigital.com/oleo.ufla.br

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