O período arcaico nas Américas (8000 aC-2000 aC) O período arcaico na Grécia (800 aC-480 aC) O período dinástico adiantado do Egito (3100 aC-2600 aC)
O Período Arcaico – Características
Nesse período as cidades-estados se desenvolveram com o surgimento dos aglomerados de casas, templos, mercados e a acrópole, onde ficavam as fortificações militares e os templos religiosos. Surgiram também as relações de hectemoro (camponês) e eupátrida (proprietário de terra), onde o camponês pedia empréstimos ao latifúndio e em troca lhe oferecia parte de sua produção. Quando não conseguia pagar a dívida, o hectemoro tinha seus bens confiscados e poderia até mesmo ser vendido como escravo. Com o aumento da população aumentou a desigualdade já que as melhores terras ficavam nas mãos de poucos enquanto faltavam alimentos para os menos abastados. Em função disso entre os séculos VIII e VII a.C. os gregos iniciou um processo de expansão territorial obtendo um bom número de colônias. Com as transformações econômicas e sociais, a aristocracia passou a ocupar o lugar do rei, enfraquecendo assim a monarquia e fazendo com que a nobreza monopolizasse a política. Houve o surgimento de uma nova camada social formada por proprietários que comercializavam azeite e vinho, mas não participavam da política. Enquanto isso os camponeses continuavam na miséria e a aristocracia cada vez mais poderosa. O período arcaico (800-500 AC)
O período arcaico da história grega
Arte Grega
Necessidade de outras terras; Abater o poder de um país sobre o seu; Aumentar as tropas militares, auxiliares ou aliadas.Assim como em Atenas, a nacionalidade de Esparta, também era permitida somente para quem fosse descendente de uma pessoa naturalizada da cidade. A educação em Espartas era visada somente para formar soldados. Esparta – Organização Política Esparta era uma diarquia governada por dois reis pertencentes a famílias diferentes e, muitas vezes, rivais. Entre suas funções destacavam-se os serviços de caráter militar e religiosos. As instituições sociopolíticas espartanas foram atribuídas a um legislador lendário, Licurgo, que teria recebido as instruções do deus Apolo. A organização do Estado Espartano era assim constituída:
a) Dois Reis (Basileus): um era o chefe militar; o outro, religioso. b) Senado (Gerúsia): o conselho dos anciãos. c) Assembléia do Povo (Ápela): caráter deliberativo. d) Eforado: cinco anciãos escolhidos na Gerúsia para governar.A administração política eram exercida pelos seguintes órgãos: Gerúsia: Constituída por 2 reis e 28 esparciatas (com mais de 60 anos). Tinham funções administrativas, legislativa e judicial.
Ápela: Formada pelos mais importantes cidadãos espartanos, maiores de 30 anos. Possuía as funções de eleger os membros da Gerúsia, exceto os reis, do Conselho de Éforos e de aprovar ou rejeitar as leis encaminhadas pela Gerúsia. Conselho dos Éforos: Formado por 05 membros eleitos anualmente pela Ápela. Eram os verdadeiros chefes do governo, comandavam as reuniões da Gerúsia e da Ápela, controlavam a vida econômica e social de toda a cidade, podiam vetar todos os projetos de lei e até mesmo destituir os reis.O mandato dos Éforos era de um ano, mas podiam se reeleger indefinidamente. Devido ao enorme poder dos éforos o governo de Esparta era considerado uma oligarquia. Esparta – Organização Social A população de Esparta dividia-se em três classes principais:
a) A camada dominante era constituída dos esparciatas ou descendentes dos primeiros conquistadores; somente eles tinham direitos políticos. b) Em segundo, vinham os periecos (que moravam em redor da cidade) e tinham permissão de comercializar e dedicar-se à manufatura, mas não tinham direitos políticos. c) Os hilotas, parte da população submetida a um trabalho compulsório e a um tratamento, muitas vezes, vergonhoso.Esparta – Disciplina Militar Os cidadãos espartanos eram condenados a uma existência de privações: na maior parte de suas vidas, estavam submetidos ao serviço militar. A educação masculina era dedicada ao serviço militar, que começava aos sete anos, quando os homens eram submetidos a açoite, a fim de enrijecê-los para os deveres da guerra. Entre os vinte e os sessenta anos, os homens estavam a serviço do Estado, que regulava minuciosamente a vida de seus cidadãos: além da educação dos jovens, preocupava-se com o casamento, obrigatório para os celibatários (lei Atímica). As mulheres espartanas eram preparadas fisicamente para se tornar mães de espartanos sadios. Praticavam ginástica e participavam de jogos esportivos. Gozavam de maior liberdade que as demais mulheres do mundo grego, o que se explica pela frequente ausência do homem e pela necessidade de administrar o patrimônio familiar. Organização Econômica: A organização econômica de Esparta visava garantir a eficiência militar e a supremacia dos esparciatas. As melhores terras (também os hilotas que trabalhavam e sustentavam toda a sociedade) eram propriedades do Estado. Política Externa: Com relação à política externa, no fim do século VI a.C., Esparta dominou quase todo o Peloponeso, formando, juntamente com Corinto, Mégara, Égina e outras, a Liga do Peloponeso. Essa aliança militar, da qual não participava Argos, sua arqui-rival, transformou-se em um instrumento de dominação espartana. Atenas Atenas formou-se a partir de uma miscigenação entre os jônios e os primeiros habitantes da Ática, no século VIII a.C. Estava situada na península Ática, cidade jônica. Para ser considerado Ateniense era necessário ser filhos de pai e mãe ateniense, ou seja, quem não tinha descendência ateniense poderia usar do que a cidade oferecia, mas não poderia ter total naturalidade (ateniense). Localiza-se na Península Ática, que se estende por todo o Mar Egeu. Por causa da posição geográfica escapou das grandes correntes invasoras. Por terem poucos solos férteis, os atenienses se dedicaram ao comércio marítimo favorecido pelos portos naturais e pelas minas de prata que facilitaram a emissão de moedas. O desenvolvimento do comércio transformou Atenas em um grande centro econômico. Organização primitiva de Atenas A primeira forma de governo ateniense foi a monarquia. Nessa época, Atenas era governada por um rei (Basileus), com plenos poderes de sumo-sacerdote, juiz e chefe militar, auxiliado por um Conselho de Anciãos (Areópago). Havia também uma Assembleia do Povo. A sociedade era dividida em classes sociais:
a) os eupátridas eram os aristocratas; b) os geomores eram formados pelos pequenos proprietários rurais; c) os demiurgos eram os pequenos artesãos; d) os estrangeiros (metecos), considerados livres e sem direitos políticos; e) os escravos adquiridos por meio de guerras, de comércio e por dívida constituíam a base de toda a produção econômica.Em meados do século VIII a.C., a monarquia começou a se deteriorar em função da concentração das terras nas mãos dos eupátridas, o que lhes garantia maior poder. Nesse período, a monarquia foi substituída pela oligarquia, chamada de Arcontado, que era constituído por nove arcontes eleitos pela aristocracia territorial e escravista. Num primeiro momento, o mandato dos arcontes durava dez anos; depois, foi reduzido para um ano. As principais funções do arcontado eram: Epônimo, função de administrador; Basileus, função religiosa; Polemarca, função militar; e o Tesmoteta, função de juiz. Embora o governo fosse monopolizado pelos eupátridas, o regime inicialmente era monárquico, sendo chefiado por um monarca basileu (que era o chefe de guerra, juiz e sacerdote), cujo poder era limitado por um conselho de aristocratas (areópago). Posteriormente o poder em Atenas passou às mãos de uma oligarquia de nobres (o Arcondato), seus membros, arcontes, comandavam o exército, a justiça, a administração pública, entre outras funções. As Reformas de Drácon e Sólon As leis, nessa época, eram consuetudinárias (costumeiras) e eram aplicadas pelo Conselho dos Anciãos. Levantaram-se gritos de desespero oriundos do povo e ameaças de revolução, colocando em risco o poder político dos eupátridas. Surgiu, dessa forma, o código de leis escritas draconianas (elaboradas por Drácon). Sólon foi eleito arconte em 594 a.C., com a ajuda dos comerciantes e artesãos ricos que lhe concederam poderes para realizar reformas, entre as quais destacam-se:
a) a criação do Conselho dos Quatrocentos (Bulé), responsável pela elaboração das leis, com admissão dos membros da classe média; b) criação de um supremo tribunal de recursos (Tribunal dos Heliastas), aberto a todos os cidadãos e eleito por sufrágio universal masculino; c) proibição da escravidão por dívida; d) instituição de uma nova cunhagem de moedas (Drácman).Dracon Arconte eupátrida. Elaborou o primeiro código de leis escritas (Leis Draconianas). Embora reforçassem os privilégios dos eupátridas, foram as primeiras leis escritas destinadas a impedir abusos em relação às classes inferiores. Sólon Promulgou uma série de leis que limitavam o poder dos eupátridas: fim do monopólio do poder pela aristocracia (que se baseava no critério de nascimento) e instituiu um novo sistema de participação no poder, baseado na riqueza dos cidadãos (eclésia); acabou com a escravidão por dívida. A Tirania Em 560 a.C., Psístrato foi eleito com a ajuda do povo e do exército. Justificando a fama de déspota benevolente, protegeu a cultura, reduziu o poder da aristocracia e elevou o padrão de vida dos atenienses da classe média. Seu sucessor, Hípias, foi um opressor vingativo. As reformas de Sólon não puderam ser devidamente aplicadas devido à rivalidades entre partidos políticos e classes sociais. Isso provocou o aparecimento dos Tiranos. Eram homens que se apoderavam do poder sem respeitar a legislação estabelecida (vale ressaltar que o termo tirano não possuía o significado pejorativo que hoje apresenta). Dentre os Tiranos destaca-se a figura de Pisístrato. Ele tomou o poder apoiado pelos camponeses e descendentes em geral. Realizou uma reforma agrária e limitou os poderes da nobreza. Estimulou o comércio e o artesanato e impulsionou a indústria de navios. Criou uma forte esquadra mercantil e lançou as bases do poderio marítimo de Atenas. Após a sua morte seus filhos, Hípias e Hiparco, não prosseguiram as reformas e perderam o apoio popular, com isso foram derrubados pelos eupátridas, que restabeleceram a oligarquia em Atenas. A Democracia Ateniense A volta da oligarquia provocou a reação do povo e comerciantes que levaram Clístenes ao poder. Ele é considerado o Pai da democracia ateniense. Clístenes foi eleito arconte, após a derrubada de Hiparco, com a ajuda das massas. Governou Atenas de 508 a 502 a.C. Suas principais reformas foram:
a) Criou a Democracia (governo do povo). b) Aumentou o número de cidadãos. c) Criou o Conselho dos Quinhentos, cujos membros eram escolhidos por sorteio. d) Aumentou a autoridade da Assembleia do Povo; e) Instituiu o Ostracismo, pelo qual o cidadão considerado perigoso ao Estado era exilado por dez anos, sem o confisco de bensReformas de Clístenes Divisão da Ática em “cem” demos que foram agrupados em dez tribos.Cada tribo era composta por cidadãos atenienses de sua posição social (aristocratas, comerciantes, camponeses, artesãos e marinheiros). Dessa forma diluía o poder da aristocracia. Criou o Conselho dos 500 bule (composto por 500 cidadãos escolhidos por sorteio nas dez tribos em que se agrupavam os demos). O conselho dos 500 era responsável pela elaboração de leis. Ostracismo: cassação dos direitos políticos e degredo por 10 anos para todo cidadão que ameaçasse o regime democrático. O cidadão não perdia seus bens. A democracia ateniense era o regime do povo, que constituía a parcela menor da população, pois excluídos por isso, cidadãos ateniensesa mulheres, estrangeiros e escravos. Ao povo pertenciam apenas os que tinham direitos políticos e eram cons. A democracia ateniense fez com o poder, antes dominado pelos eupátridas, passasse a ser exercido pelos pequenos proprietários, artesãos, comerciantes, submetendo uma massa de escravos, metecos (estrangeiros) e mulheres. Período Arcaico – Resumo
O Período Arcaico