PTAH
PTAH
RA (OU AHA)
RA (OU AHA)
AMON
AMON
NEITH
Neit – Esposa de Ra
SEKHMET OU SAKHMET
Filha De Ra e Neith
HATHOR
Concubina de Ra
CHU
Filho de Ra e Taweret Deus representado por um carneiroTEFNUT
Filha de RaGUEB (TERRA)
Neto de Ra, filho de Chu e TefnutNUT
Esposa de Gueb
OSÍRIS
Filho de Gueb e Nut, bisneto de Ra
NEFTIS
Filha de Gueb e Nut, esposa de Seth
SETH
Filho de Gueb e Gazzira, meio irmão de Osiris
ISIS
Prima e esposa de Osiris
Thot (djowtey)
Amigo de Osíris. Conhecido para os gregos Como Hermes Trimegistus. Revolucionou a escrita no Kemet
HORUS
Aqui representado pelo “Olho de Horus”
Filho de Osíris e Isis
ANÚBIS
Filho de Neftis com um guarda real
Antigo Egito
Como surgiu?
As enchentes periódicas do Nilo fertilizavam as terras ao longo do vale e também causavam inundações, o que obrigou seus habitantes a represar e distribuir as águas. Esse trabalho intenso e organizado levou à criação de uma civilização. Inicialmente, dividia-se em Alto Egito (vales) e Baixo Egito (deltas).Religião do Antigo Egito
De religião politeísta, os egípcios adoravam deuses antopormófica (sob a forma humana) e antropozoomórfica( corpo humano com a cabeça de um animal). O deus mais importante era Rá (depois Amon-Rá), mas o mais popular era Osíris. Acreditando que os mortos podiam voltar à vida, desenvolveram a mumificação.Período Pré-Dinástico
De 4.000-3.200 a.C., foram construídas as pirâmides de Queóps, Quéfren e Miquerinos. Essas obras custaram tanto esforço e sacrifício que a população rebelou-se. A nobreza de Tebas restabeleceu a autoridade do faraó e teve início ao Médio Império(2100-1750 a.C.). Foi uma época de prosperidade, mas as revoltas internas facilitaram a vitória dos hicsos, que dominaram o Egito por 150 anos. A expulsão do hicsos deu início ao Novo Império (1580-525 a.C.), marcado por uma política guerreira e expansionista. Nesse período ocorreu a ocupação dos persas.Sociedade
A sociedade era dividida em camadas sociais rígidas: a dos privilegiados (sacerdotes, nobres, funcionários) e a dos populares (artesãos, camponeses e escravos.)Economia
A economia baseava-se na agricultura (trigo,cevada, linho, algodão, legumes, frutas e papiro), na criação (bois, asnos, gansos, patos, cabras e carneiros), na mineração (ouro, cobre e pedras preciosas) e no artesanato.A mulher, a família e o Casamento no antigo Egito
A visão da mulher institucionalizada no Antigo Egito aparece claramente em alguns textos chamados de Instruções de Sabedoria. Os escriba aconselha aos egípcios a se casarem cedo e terem muitos filhos, além de abordar o cuidado que um homem deve ter com as mulheres estranhas e belas. Fonte: www.tripod.comAntigo Egito
A FORMAÇÃO DO ESTADO EGÍPCIO (5000/3000 a.C.)
O Egito está situado no nordeste da África, entre os desertos de Saara e da Núbia. É cortado pelo rio Nilo no sentido sul-norte, formando duas regiões distintas: o Vale, estreita faixa de terra cultivável, apertada entre desertos, denominada Alto Egito; o Delta, em forma de leque, com maior extensão de terras aráveis, pastos e pântanos, denominado Baixo Egito. Por volta do quinto milênio antes de Cristo, com o progressivo ressecamento do Saara, bandos de caçadores e coletores de alimentos se fixaram às margens do Nilo. Iniciaram o cultivo de plantas (trigo, cevada, linho) e a domesticação de animais (bois, porcos e carneiros), favorecidos pelas inundações notavelmente regulares e ricas em húmus do rio. Os grupos humanos constituíam-se em clãs, que adotavam um animal ou uma planta como entidade protetora o Tótem. A cerca de 4 000 a. C., as aldeias de agricultores passaram a se agrupar, visando a um melhor aproveitamento das águas do rio, formando os -nomos-, primeiras aglomerações urbanas. Desenvolveu-se um trabalho coletivo de construção de reservatórios de água, canais de irrigação e secamento de pântanos. A agricultura passou a gerar excedentes, utilizados nas trocas entre os nomos. Os egípcios aproveitavam também a riqueza mineral da região, extraindo granito, basalto e pedra calcárea das montanhas que margeiam o vale. Os nomos eram independentes entre si e dirigidos pelos nomarcas que exerciam ao mesmo tempo a função de rei, juiz e chefe militar. Gradualmente, os nomos foram se reunindo em dois reinos, um no Delta, Baixo Egito, e outro no Vale, Alto Egito, que mais tarde irão constituir um só Império. Nesse período anterior unificação, os egípcios já haviam criado a escrita hierográfica e um calendário solar, baseado no aparecimento da estrela Sírius, dividido em 12 meses de 30 dias cada, mais cinco no final do ano. Os antigos habitantes atribuíam a unificação do país, que ocorreu por volta de 3 000 a.C., a um personagem lendário, Menés, rei do Baixo Egito, que teria conquistado o Alto Egito e formado um só reino com capital em Mênfis. Segundo a crença, o responsável pela unificação era considerado sobre-humano, verdadeiro deus a reinar sobre o Alto e o Baixo Egito e o primeiro -faraó- (rei-deus egípcios). Ora, isso não pode ser comprovado arqueologicamente. A unificação decorreu da necessidade de uma direção centralizada para o melhor controle das enchentes do rio, que tanto podiam trazer a fartura das colheitas, como a destruição das aldeias e das plantações. De todo modo, a crença serviu para divinizar os governantes que se utilizaram muito bem dela para se impor à população e manter um domínio direto sobre todas as terras do Egito. Recebendo impostos e serviços dos camponeses das aldeias, que cultivavam as terras, os faraós acumularam grande soma de poder e de riqueza.PERÍODO DINÁSTICO
Com a unificação dos nomos em um único Estado, iniciou-se o período dinástico da história do Egito, que se divide em três eras principais o Antigo Império, o Médio Império e o Novo Império -separados por períodos intermediários em que a autoridade faraônica decaiu, trazendo anarquia e descentralização. O Antigo Império, entre 2 700 e 2 200 a.C., foi a época em que o poder absoluto dos faraós atingiu o auge, principalmente durante a IV Dinastia, dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, que mandaram construir as enormes pirâmides (sepulcros) da planície de Gizé, perto da capital, Mênfis. O Médio Império, com capital em Tebas, aproximadamente de 2 000 a. C., a 1 700 a.C., foi uma época de expansão territorial, de progressos técnicos nos canais de irrigação e de exploração de minérios na região do Sinai. A mando do faraó Amenemá I, da XII Dinastia, foi construída uma grande represa para armazenamento das águas, que ficou conhecida como lago Méris ou Faium. No período intermediário que se seguiu, houve aumento do poder dos -nomarcas – rebelião de camponeses e escravos e ocupação do Delta pelos hicsos, povo de origem asiática, iniciando um período que durou cerca de um século e meio. O Novo Império começa com a expulsão dos hicsos por volta de 1 580 a.C., e marcou o ponto culminante do país como potência política. Os faraós do Novo Império, destacando-se Tutmés II e Ramsés II, deram início a uma política externa expansionista, com a conquista da Núbia (ao sul), da Síria, da Fenícia e da Palestina, formando um Império que chegava até o Eufrates. Seguiu-se um período denominado Baixo Império, de sucessivas invasões por povos estrangeiros: assírios (671 a.c.), persas (525 a.C.), macedônios (332 a.C.) e romanos (30 a.C.) que liquidaram o Império Egípcios, uma civilização que perdurou por cerca de 35 séculos (3 500 anos).O RIO NILO E A ECONOMIA DO EGITO ANTIGO
O rio Nilo exerceu importância fundamental na economia do Egito, oferecendo água e terra cultivável a uma região situada em pleno deserto. Mas era preciso utilizar a inundação, distribuir a água eqüitativamente, aumentar a superfície irrigada e drenar pântanos. Isso foi feito a partir dos nomos, num trabalho coletivo que envolvia a população de várias aldeias. O grande rio fornecia a alimentação, a maior parte da riqueza e determinava a distribuição do trabalho das massas camponesas nas aldeias. Durante a Inundação (jul /out), com os campos alagados, os homens transportavam pedras para as obras de construção dos faraós, escavavam poços e trabalhavam nas atividades artesanais. Na Vazante (nov / fev), com o reaparecimento da terra cultivável, captavam as águas e semeavam. Com a Estiagem (mar / jun), colhiam e debulhavam os cereais. A alimentação era complementada pela pesca e pela caça realizada nos pântanos do delta do Nilo. A agricultura produzia cevada, trigo, legumes, frutas, uvas e linho. As atividades artesanais, de artigos destinados ao consumo da população, eram realizadas nas oficinas das aldeias. Desenvolviam-se em função das matérias primas e dos produtos agrícolas oferecidos pelo rio: tijolos e vasilhames fabricados com a argila úmida das margens; vinho, pão, cerveja e objetos de couro; fiação e tecelagem do linho; utilização do papiro para a produção de cordas, redes, papel e barcos. O Delta era o principal centro pecuário e vinícola. O artesanato de luxo, de consumo da aristocracia, de alta especialização e qualificação excepcional, ouriversaria, metalurgia, fabricação de vasos de pedra dura ou de alabastro, faiança, móveis, tecidos finos, concentrava-se em oficinas mais importantes, pertencentes ao faraó e ao templo. A cidade de Mênfis possuía a melhor metalurgia. Os funcionários do Faraó eram responsáveis pela circulação dos produtos entre as diversas regiões do país e pela organização do trabalho de mineração e das pedreiras, exploradas através de expedições ocasionais. O pequeno comércio local trocava produto por produto; em transações maiores usavam-se pesos de metal. O grande comércio externo, por terra ou por mar, era realizado com as ilhas de Creta e Chipre, com a Fenícia e com a costa da Somália, para a importação de madeira para a construção naval, prata, estanho, cerâmica de luxo, lápis-lazúli. Organizava-se através de grandes expedições ordenadas pelo Faraó, mobilizando mercadores, funcionários e soldados. O Faraó, através de seus funcionários, controlava diretamente todas as atividades econômicas, proprietário que era das terras do Egito: planejava as obras de irrigação, a construção de tempos, pirâmides e palácios; fiscalizava a produção agrícola e artesanal; organizava o comércio e a exploração das minas; distribuía o excedente; cobra os impostos dos camponeses, usados para sustentar o Estado. O Palácio e o tempo dos deuses eram o centro da acumulação da riqueza. Fábio Costa Pedro Olga M. A. Fonseca CoulonFonte: www.hystoria.hpg.ig.com.br
Antigo Egito

Menfis
Máscara de ouro de Tutankhamon,faraó que morreu perto de 1352A.C. com apenas 19 anos de idade.
O túmulo de Tutankhamon foi descoberto em 1922, praticamente intacto e cheio de mobiliário e ornamentos típicos do período de apogeu da civilização egípcia
Anfiteatro Romano
Antigo Egito
Um mundo maravilhoso
O Egito sempre nos pareceu uma terra repleta de mistérios. Heródoto afirmava que o Egito era um reino repleto de maravilhas e que seu povo tudo fazia de modo estranho e insólito. Os gregos às vezes super-sutis estavam certos de que o povo egípcio, assim como a sua Esfinge, sabiam algo que não queriam contar, outros povos também sentiam a mesma coisa, talvez porque tanto dos registros do passado egípcio ,haja permanecido ininteligível até recentemente A civilização egípcia distinque-se das demais civilizações dos tempos antigos por diversas características. A civilização egípcia foi sem dúvida a que mais tempo existiu; mais de 3400 anos decorreram entre o começo da Primeira Dinastia em 3110 a.C e o triunfo do cristianismo, perto do fim do período romano -30 a.C – 324d.C. – quando se pode dizer que a velha civilização desapareceu. A integridade cultural; no período pré-dinástico não foi nenhum modo insignificante na história cultural do Egito. Houve notáveis progressos nas artes, nos ofícios e até em algumas ciências. Instrumentos, armas e ornamentos eram habilmente confeccionados de pedra,cobre e ouro.Desenvolveram um sistema eficiente de irrigação, o saneamento de terras pantanosas e condição de tecidos de linho de qualidade verdadeiramente superior. No sistema pré-dinástico, os egípcios desenvolveram um sistema de leis baseadas nos costumes, sistemas esse cercado de grande prestígio que mais tarde se impôs ao próprio faraó. Entrou também em uso um sistema de escrita embora nunca ter sido encontrado um exemplar de tal escrita, às espécimes que possuimos da Primeira Dinastia são tão complexas que devem ter-se originado muito tempo atrás. Os egípcios desse período inventaram ainda o primeiro calendário solar da história da humanidade. Tudo indica que basearam no reaparecimento anual da estrela SIRIUS, e dividia o ano em 12 meses de trinta dias cada, com cinco dias de festas adicionadas ao fim de cada ano É provável que este calendário tenha sido colocado em vigor por volta de 4.200 a .C., de acordo com o cômputo dos egiptólogos modernos.Uma característica importante que se deve dar muita importância é a religião.Todos os povos antigos estiveram até certo grau sob influência religiosa e mesmo no Egito essa influência foi muito forte. No governo, na economia, na arte e em todos os campos, continuou a ter um significado religioso. Fatores naturais também ajudaram a civilização egípcia a se desenvolver em uma região de estreita faixa de terras cercados de desertos: a água. O Rio Nilo que nasce no coração da África atravessa o deserto e deságua no MAR MEDITERRÃNEO, fornecia a água necessária à sobrevivência e do plantio do Egito. Os solos férteis que no período das cheias, as águas do Nilo inundavam era rica e depositavam a camada de húmus. Quando o Rio Nilo retornava ao seu nível normal, o solo rico e fértil estava pronto para ser cultivado. Somente os fatores naturais não são necessários e suficientes para explicar o desenvolvimento da civilização egípcia. Temos que considerar também a funcionabilidade do homem, que sem dúvida soube aproveitar os recursos naturais, através do trabalho, planejamento e criatividade. Para se proteger das inundações, construíram diques, barragens, construíram canais de irrigação para levar água a regiões distantes. Com essas criatividades, o homem egípcio fez surgi uma das maiores e mais antigas civilizações que conseguiu desenvolver em uma região de “clima árido” (clima quente e seco) cercado por deserto. Essa civilização sobe aproveitar os recursos, fornecidos pela natureza sempre acompanhando o curso do Rio Nilo. Para os egípcios o Nilo (O RIO DEUS ) era considerado um deus, cujo o nome era HAPI.Um velho hino saudava HAPI, afirmando:“Salve ò Nilo que provém a vida em forma de água e alimentos”. As enchentes do Nilo formavam, ao longo de suas margens, uma área de “terra preta” rica e fértil para agricultura.Nas regiões não atingidas pelas enchentes ,o solo era desértico, sendo conhecido como ” terra vermelha. Situado no nordeste da África o Egito localizava-se em uma região desértica, porém se desenvolveu no fértil vale do Rio Nilo, beneficiando-se do seu regime de cheias.Seria impossível imaginar o Egito sem o Rio Nilo. Esse país é um verdadeiro oásis em meio a uma região desértica.A área povoada tinha um cumprimento superior a largura abrangendo 30.000 Km²de área cultivável. Sua população era de aproximadamente 7 milhões de pessoas, um verdadeiro aglomerado humano, constituído por misturas de grupos étnicos, porque o Egito é um ponto de encontro entre os mundos mediterrâneo, asiático e africano. Embora, em certo grau de isolamento, o Egito não ficava tão afastado que não mantivesse colérico e intercâmbio cultural com outras terras. Ao sul estava a NÚBIA, a terra das cataratas do Rio Nilo com que o Egito manteve contatos através de sua história. A oeste ficava o DESERTO LÍBICO, de onde muitas vezes vinham invasores atacara região do delta. A leste achava-se o DESERTO ARÁBICO, pelo qual, caravanas seguiam caminho para o litoral do MAR VERMELHO. A costa Mediterrânea do norte proporcionou aos egípcios manter relações com povos estrangeiros. A rota mais usada era a estreita passagem da África para a Ásia através do Ístimo de Suez e da Arábia Pétrea. Por essa rota ia e vinha a maior parte do tráfico entre o Vale do Nilo e o Fértil Crescente e através dessa parte de terra marchavam os exércitos do Egito, Assíria e da Pérsia. A compleição racial do Egito pré-dinástico era essencialmente a mesma que se observa em épocas posteriores. Os habitantes pertenciam ao ramo mediterrâneo da raça caucásica. Eram de estaturas baixas, de tez escura, cabeça alongada, cabelos lisos e pretos, olhos fundos e nariz levemente aquilino. Alguns mostravam traços de cruzamento negróides e líbios e possivelmente de sangue semita ou de outros povos da Ásia Ocidental. O idioma possuía vestígios de elementos semíticos que indicariam do mesmo modo, relação com alguns nativos da Ásia. Os egípcios portanto, não eram uma raça pura e nada indica que os fatores raciais em si mesmo tenham desempenhados papeis importantes no desenvolvimento de sua cultura. A história do Egito inicia-se quando a população que vivia nas margens do Rio Nilo tornaram-se sedentárias e constituíram comunidades que dedicando mais a agricultura do que a pesca e caça, evoluíram para a formação de pequenas unidade políticas chamada de nomos, que eram pequenas comunidades autônomas que se desenvolveram com uma agricultura rudimentar e eram chefiados pelos nomarcas. Das unificações dos 22 nomos existentes, formaram dois reinos: o Alto Egito localizado no sul dó rio Nilo e o Baixo Egito ao norte. Por volta de 3.200 a.C. o faraó MENÉS(ou NARMER) unificou os dois reinos, com a capital em TINIS, daí o período chamar-se tinita; durou até 2.800 a.C. Com MENÉS começa a história dinástica egípcia – isto é a história dividida em períodos relacionadas com as dinastias dos reis que governaram – e MENÉS é geralmente considerado o fundador da PRIMEIRA DINASTIA. Com a unidade política criada por MENÉS que estabelecia a capital do Egito, passou da cidade de TINIS para a cidade de MENFIS atual Cairo. No Egito Antigo o chefe de Estado era um rei conhecido como Faraó, proprietário nominal de todas as terras, era considerado um verdadeiro deus, por isso afirma-se que o Egito era uma “teocracia”. Os camponeses tinham que produzir em excedente de produção que era entregue aos fiscais do Faraó. Parte da riqueza servia para o sustento da família real, de um grande corpo de funcionários palacianos e dos militares. O resto da produção destinava-se a financiar obras de drenagem e irrigação e uma parte da produção era armazenada para épocas de colheitas baixas. Além de grande proprietário, o estado egípcio controlava as atividades econômicas regulamentava o comércio, recolhia impostos, taxas, organizava as obras públicas e o trabalho coletivo. Os camponeses trabalhavam no plantio e também eram obrigados a prestar serviços nas obras públicas (canais, templos e pirâmides).
Embarcação feita de papiro muito utilizada pelos pescadores egípcio
A agricultura egípcia vista pelo grego Heródoto
” Os habitantes do Delta são certamente aqueles que de todos os homens que vivem noutros países ou no resto do Egito recolhem os frutos da terra com menor fadiga; não penam abrindo regos com charruas,nem mesmo se servem de enxadas; quando o rio regou, ele próprio os seus campos e em sequida se retirou cada um deles semeia e larga no campo os porcos; quando estes pisando enterram as sementes, só lhes restam esperar o tempo da ceifa.” ( Heródoto, citado por Gustavo de Freire). Foi durante o período dinástico que se deu à construção das grandes pirâmides, o crescimento territorial e econômico do Egito. As fases desse período são divididas em:ANTIGO REINO- 3200-2423 a .C
Durante os tempos do Antigo Reino, a capital estava em MENFIS.Nunca antes ou depois tiveram reis egípcios poder tão absolutos quanto os faraós que reinaram em MENFIS. Seus monumentos registros impressionantes de sua grandeza nunca foram igualados. QUEOPS, QUEFREM e MIQUERINOS faraós da IV Dinastia tiveram grande destaque. Eles foram responsáveis pela construção das mais famosas pirâmides do Egito. Há no Egito 80 pirâmides, construídas aproximadamente 4000 a.C. distam apenas 10Km da cidade do Cairo. As pirâmides são as únicas sobreviventes das famosas “Sete Maravilhas do Mundo”. A maior pirâmide, e a mais antiga é a de QUEOPS. Possui 148 metros de altura, 234 metros de base. A área que ocupa é de 54.000 m². Nela foram empregados 2.300 000 blocos de granito de 02 toneladas cada um. As pedras foram trazidas da Arábia e transportadas em grandes barcaças pelo Rio Nilo.No transporte de terra eram colocadas em enormes pranchas que por sua vez deslocavam sob troncos roliços de grandes dimensões. Trabalharam na construção cerca de 100.000 operários durante 20 anos. Queóps foi ali sepultado. Entretanto seu cadáver não foi encontrado. O explorador PERRING encontrou a câmara mortuária violada e saqueada, provavelmente por ladrões. A pirâmide de MIQUERINOS é a mais rica, embora seja menor, ocupando uma área de 27.000m². A pirâmide de QUEFREM ocupa 48.000 m² além de outros grupos menores, merecem menção os seguintes grupos de túmulos piramidais: SAKARA com 09 túmulos, DASHUR, com 05 túmulos GIZÉ com 04 túmulos e ABUSIS com 04 túmulos. Grandes revelações vem sendo feitas nas explorações do grupo de GIZÉ, que está sendo alvo de pesquisas atuais. Comumente o significado das pirâmides é mal compreendido.Há uma teoria corrente de que a falência do sistema econômico mal orientado compeliu os faraós a empregar seus súditos na edificação de inúteis monumentos de pedra.Mas essa teoria é refutada pelo fato de já estarem construídas as pirâmides quando a civilização egípcia se encontrava ainda na infância.Pode-se certamente encontrar algumas provas de decadência econômica no terceiro milênio a .C. mas o significado real das pirâmides era político e religioso. Sua construção foi ato de fé que exprimia ambição de dar ao estado permanência e estabilidade. Tumbas indestrutível dos soberanos, acreditavam-se serem elas garantias da imortalidade do povo, pois o faraó era corporificarão da vida nacional. É impossível também que fossem destinadas a servir como símbolos da adoração do sol. Como as mais altas construções do Egito, captariam os primeiros raio de sol e refleti-los-iam na direção do vale. Os egípcios acreditavam na imortalidade da alma e esperavam que as almas viessem de volta a procura dos corpos; por isso embalsamavam os cadáveres. Para comandar o Estado, os faraós possuíam como auxiliares uma quantidade muito grande de funcionários.Nos postos de liderança estavam os administradores locais das províncias (nomos), os supervisores dos canais de irrigação e os planejadores das grandes construções. Na base da sociedade estava uma imensa legião de trabalhadores pobres, que se dedicavam à agricultura, as construções e arcavam com pesados tributos (pagamento obrigatório feito ao governo). No Antigo Reino, a capital do Egito foi primeiro a cidade de TINIS, depois foi MENFIS. No final da 6ª dinastia, os nomos começaram a se tornar independentes levando o poder dos faraós à fragmentação. As colheitas desse período foram insuficientes o que aumentou o descontentamento com relação ao faraó. O Egito voltou a ser dividido em pelo menos dos reinos: o Alto e o Baixo Egito reunificação foi feita pelo Faraó MENTUHOTEP por volta de 2060 a.C. esse período o Egito viveu uma fase de distúrbios e guerra civil. Na época do Antigo Reino, o Egito possuía uma longa e complicada história religiosa. A religião era formada por elementos: o totemismo dos primitivos clãs, os antigos mitos legados as primeiras conquistas, seitas locais dedicadas a divindades de cidades e nomos específicos, as idéias religiosas que os sacerdotes desenvolveram e influências de terras estrangeiras, especialmente da Ásia. Era inevitável que uma confusão surgisse quando às tradições dos deuses e s relações entre eles e os sacerdotes nem sempre poderiam esclarecer todos os pontos. Apesar de riqueza e grandeza do império e das dinastias faraônicas, a partir do VIII dinastia começa a decadência do Antigo Reino. Na X Dinastia, o Estado egípcio se enfraqueceu minado pelas incursões de povos nômades pela crescente autonomia dos nomarcas(que passaram a controlar a produção e a arrecadação dos impostos) e por alguns levantes camponeses. Assim ao estado acabou se dividindo (2280 a.C) em quatro centros políticos, que rivalizavam entre si e disputavam o poder.
“O Faraó, protege e fecunda a vida social de seus súditos”
DINASTIAS EGÍPCIAS
Período Pré-histórico = 4500-3110 a .C. Período proto-histórico = ? Primeira e Segunda Dinastias = 3110-2665 a .C.
O ANTIGO REINO
Terceira Dinastia = 2664-2615 a. C. SOZER = 2664-2646 a .C. Quarta Dinastia = 26l4-2502 a .C. SNEFERU = 2664-259l a .C. KHUFU (Queóps) = 2590-2568 a .C. KAFRE ( Quefrem ) = 2556-2562 a . C. MENKAURE(Miquerino) = 2525-2508 a . C. Quinta Dinastia = 250l-2342 a . C. Sexta Dinastia = 2341-2181 a . C. NEFERKARI PEPI = 2277-2181 a . C.
PRIMEIRO PERÍODO INTERMEDIÁRIO
Sétima a Décima Dinastia = 2180-2052 a .C.
MÉDIO IMPÉRIO
2065 A 1785 a . C. Muito antes do fim do antigo reino, havia sinais de que o grande poderio dos reis da Quarta dinastia ia declinando.Para citar um exemplo as pirâmides eram menos impressionantes.O poder passava para os sacerdotes, especialmente os de Heliópodes, e para os senhores dos nomos. Antes mesmo de findar a Sexta Dinastia o velho poder centralizado do faraó praticamente deixara de existir. Seguiu-se uma época de tumultos.Reis adventícios rivalizavam entre si pelos apoios dos nobres e invasores da Líbia, e da Ásia varriam o país. Finalmente a Undécima Dinastia de reis tebanos (2134-1999) restaurou ordem e restabeleceu o poder central sob NEBHEPETRE MENTUHHOTEP em 2052 a. C. Sua obra possibilitou as glórias da Décima Segunda Dinastia durante a qual a civilização do Antigo Reino Egito voltou a alcançar elevado desenvolvimento.
” O universo teme o tempo, mas o tempo teme as pirâmides. ( Provérbio árabe)
DINASTIAS EGIPCIAS
2134-1570 a. C. MÉDIO IMPÉRIO Décima-Primeira dinastia = 2134-1999 a .C. NEBHEPETRE MENTUHHOTEP II = 2061-20ll Intervalo = 1998-1992 Décima-Segunda Dinastia = 1991-1786 a. C.AMENEMHET = 1991-1962 a .C. SENUSRET I = 1971-1828 a .C. AMENEMHET II = 1929-1895 a .C SENUSRET II = l897-1879 a. C. SENUSRET III = 1878-1843 a .C.
Dois momentos de descontração dos egípcios: um casal se diverte com um jogo parecido
com o xadrez e três pessoas participam de uma dança
Décima Terceira Dinastia ( Tebas): 1785-1647 a .C. Décima Quarta Dinastia (Xoi´s): 1785-1603 a .C aprox. Décima Quinta Dinastia ( Hicsos): 1678-1570 a .C. KHIAN: 1647-1607 a .C. AUSERRE: 1603- 1570 Décima Sétima Dinastia (Tebas): 1600-1570 a .C. aprox
CAMOSES
A organização social do Médio Reino era em geral semelhante à do período anterior. A classe média tornara-se maior do que antes, porém a massa do povo provavelmente vivia melhor. Contudo a vida dos camponeses era ainda dura e insegura e, no solo da estrutura social os escravos na maioria núbios feitos prisioneiros de guerras haviam-se tornado numerosos. As condições econômicas permaneciam mais ou menos as mesmas do antigo Reino. A agricultura continuava como sempre a fonte primeira da riqueza egípcia. O comércio exterior incluía traços privados e no interior o trabalho tornou-se mais vivo durante o próspero período da Décima Segunda Dinastia. A religião do Médio Reino revelou-se desenvolvimentos novos. A supremacia do deus-sol RÁ continuou, porém RÁ era forçado a dividir o seu lugar de honra com uma nova divindade tebana chamada AMON. Após o começo da Décima-Segunda dinastia, falou-se de ambas juntas, como AMON-RÁ. A fusão solarizou AMON, e deu-lhe precedência sobre os deuses de todas as cidades, ao mesmo tempo que fortaleceu o poder da nova dinastia vinda de Tebas. Outra divindade que se ergueu à proeminência foi o deus crocodilo SOBEK, que também foi associado à RÁ. Por volta de 1750 a .C. o Egito foi invadido pelos hicsos. A invasão do Egito não foi unicamente o resultado da fraqueza e da deserção na terra do Nilo.
Um auto oficial com sua esposa, trajando roupas relativamente simples.
As jóias do pescoço, porém, denotam poder e riqueza
NOVO REINO
1580-1085 a . C. A expulsão dos hicsos marcou nova fase de enorme desenvolvimento militar, a ponto de transformar o Egito em potência imperialista. O período começou sob o reinado de AMÓSIS e continuou com TUTMÉS I e HATSHEPSUT, regente durante a menoridade de TUTMES III. HATSHEPSUT foi a primeira egípcia a atribuir-se poderes de faraó. Mas foi TUTMES III que estendeu a dominação até o Rio Eufrates. Os hebreus, também invasores de origem asiática, foram dominados e escravizados perto de 1250 a.C. os hebreus conseguiram deixar a região sob o comando de MOISES, no chamado ÊXODO. Assim a unidade territorial e política foi restabelecida e tebas retornou a posição de capital, dando início ao NOVO REINO, período de apogeu de civilização egípcia. No apogeu AMENÓFI IV, casado com a rainha NEFERTITI, fez uma revolução, substituiu o deus tradicional AMON-RÁ, por ATON, simbolizado pelo disco solar. A medida que tinha caráter político, pois Amenofis queria livrar-se dos sacerdotes, Amenofis os expulsou, construiu um templo em HERMÓPOLIS e passou a chamar AQUENATON: supremo sacerdote do novo deus. O sucesso de Tutancaton,restaurou o deus AMON e colocou fim a revolução,mudando o próprio nome para TUTANCAMON. O uso das técnicas militares apreendidas com os hicsos, os faraós organizaram exércitos permanentes, lançando-se em guerras de conquistas. Assim invadiram territórios da Ásia, dominando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia. Os povos submetidos eram obrigados a pagar são faraó tributos em forma de ouro, escravos e alimentos. Contudo apesar da expansão e enriquecimento do Império a exploração dos camponeses e escravos continuava: por isso diversos movimentos contra os abusos nas cobranças de impostos e a miséria eclodiram no reinado de RAMSÉS II. Ramsés II (1320-1232 a.C.) enfrentou novos obstáculos como a invasão dos hititas vindos da Ásia Menor. O Império estava em declínio, inimigos ameaçavam as fronteiras e internamente a remitência enfraquecia coma rivalidade entre faraó e grandes senhores enriquecidos pela guerra. Por volta do século VII a.C., os assírios invadem o país. Em 525 a.C., o rei persa CAMBISES bate o faraó PSAMÉTICO III. A independência acabou. Nos séculos posteriores os povos do NILO seriam dominados pelos gregos e por último cairiam nos domínios do imperialismo romano, 30 a.C.DINASTIAS EGÍPCIAS – 1570-1075 a .C.
NOVO REINODécima- Oitava Dinastia: 1570-1304 a .C. AHMOSES: 1570-1545 a . C. TUTMOSES III: 1490-1436 a .C. HATSHEPSUT ( rainha): 1484-1469 a .C. AMENHOTEP III: 1397-1360 a .C AMENHOTEP IV: 1370-1353 a .C. TUTANCÂNMON:1352-1343 a .C. HOREMHEB: l339-1304 a .C.Décima-Nona Dinastia: 1304-1181 a .C.
SETI I: 1303-1290 a .C. RAMESÉS II: 1290-1223 a .C.Vigésima Dinastia: 1181-1075 a .C.
RAMSÉS III: 1179-1147 a .C.
O FARAÓ; O DEUS NA TERRA
A palavra faraó, em egípcio significava a grande morada. Herdeiro dos deuses, o faraó era responsável pelo equilíbrio da natureza e o único que podia se aproximar das forças divinas. Sua imagem era vista em cenas religiosas das paredes dos templos. O faraó só participava das cerimônias dos templos do Egito. Eram os sacerdotes em seu nome que celebravam as cerimônias de menor importância. Fora dos templos, o faraó, era um defensor do Egito, com a ajuda dos deuses mantinham a ordem universal diante de seu povo. Era responsável pela diplomacia com os adversários do país. A frente dos exércitos, o faraó se responsabilizava pela segurança do território egípcio e comandava toda e qualquer invasão. Vivia ricamente no palácio construído em pedras e decorado com pinturas e incrustações. A parte privada do palácio era constituída de salas para a realeza, quartos para os príncipes e lá encontrava-se também o harém (espaço onde ficavam as mulheres a serviço do sultão). Havia um salão de audiências para reuniões oficiais.Uma janela permitia o faraó uma aparição ao público. Geralmente isso acontecia nas festas destinadas a recompensar as cortesãs (prostitutas elegantes) que mais se destacavam.ECONOMIA, SOCIEDADE E CULTURA DO EGITO ANTIGO
No Antigo Egito, a organização das atividades produtivas era uma atribuição do Estado possuidor da maioria das terras férteis e na história econômica do Egito predominou MODO DE PRODUÇÃO ASIÁTICO. Nesse modo de produção representado pela pessoa do faraó, tornou-se dono de todas as terras do país por isso controlava e organizava todo o trabalho agrícola da sociedade. Cabia a população camponesa subjugada ao poder do faraó pagar os impostos sob forma de produto ou trabalho constituindo o que denominamos de servidão coletiva. Dessa forma o Estado apropriava-se dos excedentes da produção utilizando-se da mão-de-obra gratuita para construir depósitos de armazenamento e uma ampla burocracia estatal para cobrar impostos. Mesmo as poucas propriedades privadas que existiam no Egito Antigo, também sofriam o controle do Estado. O sistema econômico egípcio sempre foi coletivista. Desde os mais remotos tempos as energias do povo foram dirigidas dentro da norma socialistas. Concebiam-se como idênticos os interesses do indivíduo e da sociedade. As atividades produtivas da nação inteira giravam em torno das imensas empresas o Estado e o governo por muito tempo continuou sendo o amor dos empregadores. Deve-se notar, contudo, que durante o Antigo, e Médio Reino, esse coletivismo não foi complexo, deixando largo campo à incitativa particular. Os mercadores dirigiam pessoalmente seus negócios; muitos artífices tinham lojas próprias e, com o correr dos tempos, um número cada vez maior de camponeses elevaram-se condição de lavradores independentes. O governo continuava a tomar conta das pedreiras e das minas, a construir pirâmides e templos e lavrar as propriedades reais. A atividade mais importante na economia egípcia era a agricultora. O tempo disponível nos períodos de entressafra era absorvido nas construções de monumentos, templos sepulcros, no artesanato e em obras de irrigação. Além dos produtos agrícolas complementavam sua alimentação com pesca e caça. Fabricavam vinhos de uvas e tâmaras, pão e cerveja de trigo e cevada. Com um vegetal chamado papiro faziam cordas, redes, barcos e o famoso tecido para escrever. Na agricultura adotavam uma técnica muito simples, utilizando os animais para a semeadura em terrenos moles e a enxada e o arado em terrenos, mais duros ( esses dois instrumentos eram feitos de madeira ou sílex). O Egito demorou muitos séculos para substituir madeira e a pedra pelo bronze, por isso teve um desenvolvimento técnico muito lento. Destacaram na agricultura no cultivo do trigo, cevada, do linho e o papiro. Criaram o boi, asno, carneiro, cabras, porcos, e aves. Começaram a criar o cavalo a partir da invasão dos hicsos.
Ramsés II, representado como criança
Os jovens egípcios, além de aprender a ler e escrever, tinham seus jogos e divertimentos.
Gostavam de lutar e disputar jogos em equipe
Nas festas do palácio, os faraós e seus cortesãos eram entrentidos por dançarinos e músicos
Na expedição militar de Napoleão Bonaparte ao Egito que um oficial de engenharia – Bouchard- encontrou a 70 Km de Alexandria, em Roseta uma pedra que continha inscrições em diferentes idiomas: grega, demótica e hieroglífica. Era a Pedra de Roseta, que foi decifrada pelo francês CHAMPOLLION
Artistas trabalhando na fabricação dos ricos acessórios funerários no interior de um túmulo
O PERÍODO DA DECADÊNCIA E O SUBSEQUENTE
Depois de RAMSÉS II, os faraós não voltaram a ter o domínio efetivo no exterior do Egito e, com o fim da VIGÉSSIMA DINASTIA, por volta de 1075 a .C. o Império chega ao fim. O restante da História do Egito pode ser rapidamente narrada. Os anos de 1075-656 a .C. são conhecidos dos historiadores como o PERÍODO DA DECADÊNCIA. Por alguns tempos, os egípcios sofreram outra invasão semítica, quando os assírios varreram o país, em 671 a .C. Mas a dominação assíria não durou muito e, sob a VIGÉSSIMA-SEXTA DINASTIA -663-525 a .C., que teve sua capital em SAIS, os antigos egípcios gozaram uma vez mais de outro período de independência. A dominação persa, que começou em 525 a.C., foi interrompida em 404, mas começou em 341, para chegar ao fim com as conquistas de ALEXANDRE MAGNO em 332 a .C., e o subseqüente estabelecimento da DINASTIA PTOLEMAICA.
Das setenta pirâmides que sobreviveram até os nossos dias, a maior é a de Queops sequida de Quefrem e Miquerinos
DINASTIA EGÍPCIA -1075-332 a .C.
Vigésima-Primeira à Vigésima-Quinta Dinastia = 1075-656 a .C.Período Saíta
Vigésima-Sexta Dinastia = 663-525 Primeiro Domínio Persa Vigésima-Sétima Dinastia = 524-404 Último Reino Independente Vigésima-Oitava à Trigésima Dinastia = 404-341 Segundo Período Persa Trigésima-Primeira Dinastia = 341-332Fonte: www.conjuntojk.com.br
Antigo Egito
Pirâmide de Quéops – Egito
Modelo do rosto de Tutancâmon, de acordo com cientistas franceses
Modelo do rosto de Tutancâmon, de acordo com cientistas dos EUA
“Formatos de rosto e crânio nos modelos são notavelmente semelhantes a uma imagem famosa de Tutancâmon quando criança, onde ele é retratado como deus sol na alvorada partindo de uma flor de lótus”, disse o secretário do Conselho Supremo de Antigüidades do Egito, Zahi Hawass.Usando imagens de tomografia computadorizada de alta resolução, a equipe americana identificou corretamente que o crânio vinha de um norte-africano.
“As diferenças primárias (das reconstruções dos de americanos e egípcios) estavam no formato da ponta do nariz e orelhas”, disse Hawass.As versões francesa e americana também traziam nariz e queixo de formato semelhante, mas a equipe egípcia chegou a um nariz mais pronunciado, de acordo com o arqueólogo. As imagens de tomografia computadorizada – as primeiras obtidas de uma múmia egípcia – foram obtidas em janeiro passado. Elas sugerem que o rei não era muito robusto, mas um homem saudável de 19 anos, quando morreu, provavelmente vítima de complicações resultantes de uma fratura na perna e não de assassinato, como se suspeitava. Quando foram feitas radiografias do corpo, em 1968, um fragmento de osso foi encontrado em seu crânio levando a especulações de que ele havia sido morto com um golpe. Pouco se sabe sobre os dez anos de reinado de Tutancâmon depois que ele sucedeu Akhenaten, que abandonara os velhos deuses do Egito em favor do monoteísmo. Alguns historiadores dizem que ele teria sido morto por tentar trazer de volta o politeísmo. Outros acreditam que ele foi assassinado por Ay, o segundo em comando, e que acabou sucedendo o jovem faraó. Mas Hawass disse que está convencido de que Tutancâmon não foi assassinado Fonte: www.misteriosantigos.com