Artigo 1º: A partir desta data, a escravidão é declarada abolida no Brasil. Artigo 2: Ficam revogadas todas as disposições em contrário.O novo gabinete nomeado pela princesa Isabel aprovou o novo projeto de lei em sete dias, levando-o a cabo com uma onda de apoio popular. Por três dias após a assinatura do projeto de lei, o trabalho foi suspenso e pessoas de todas as classes comemoraram. Um visitante dos Estados Unidos, observando a celebração, comentou: “Vou enviar estas flores ao meu país para mostrar como é aprovada uma lei no Brasil, que causou tanto derramamento de sangue nos Estados Unidos”. Explicando sua decisão vários meses depois, Isabel enfatizou os princípios humanistas que justificam a abolição da escravatura e abordou a questão de compensar os ex-proprietários de escravos por sua perda. Dezembro de 1888
Como o ponto de vista abolicionista ganhou terreno tão rapidamente em mim? O conceito, já inato em mim, era intrinsecamente humanitário, moral, generoso, grandioso e sustentado pela Igreja. A escravidão era essencialmente uma imposição. Os proprietários haviam lucrado muito com essa imposição. E se eles tivessem pago os salários desde o início?! É verdade que, se o tivessem feito, teriam recursos de que poderiam dispor e, assim, alguns não teriam desmoronado tão desamparadamente. No entanto, o mal foi feito, e não poderia deixar de ser erradicado. Além disso, eles deveriam ter se preparado, ou melhor, nunca se prepararam. Seus escravos fugiram, e não havia meios de impedir isso. (O que me surpreende é que eles não fugiram muito antes.) O país estava em agitação. Não deveria eu ter levado em conta tudo isso, e não deveria ter confrontado com a consciência tranquila os alienados, sejam eles pequenos em número ou antes os muitos que de fato eram? E a questão da compensação? Apesar de nunca ter manifestado minha opinião sobre essa ideia antes de a proposta ser feita, não pude concedê-la como aconselhável ou justa. Vários escrúpulos estavam no meu caminho, apesar de eu afastá-los. Em primeiro lugar, o país poderia ter compensado apenas de forma ilusória, já que teria que ser provido por impostos que recairiam sobre quem não tivesse nenhuma ligação com a questão. O fundo de emancipação, financiado por impostos, o único aplicável para esse fim, teria sido menos que suficiente. E a quem ajudaria? Aqueles que não libertaram voluntariamente seus escravos. Seria apenas para quitar dívidas vencidas sem benefício para a agricultura, e seria mais bem gasto em projetos que servissem ao bem geral da lavoura, o que seria mais justo. Além disso, como já observei, a ideia da injustiça da escravidão e do tempo excessivo que os proprietários exploraram seus escravos não poderia deixar de influenciar meu espírito (Barman 183).Apesar do ar público de celebração em torno da abolição da escravatura, causou alvoroço entre as classes altas. A elite burguesa já era amplamente republicana, vendo a monarquia como repressiva, anacrônica e injusta. Esses dois grupos, apesar das diferenças ideológicas, encontraram um terreno comum em sua insatisfação com seus governantes. As vastas classes baixas urbanas e rurais se beneficiaram minimamente da abolição, pois a escassez de mão de obra causada pelo fim da escravidão foi preenchida cada vez mais por imigrantes europeus e não por desempregados dentro do país. Finalmente, os próprios ex-escravos viram suas vidas mudando pouco libertados sem remuneração, terra, educação ou oportunidades de trabalho, muitos se viram trabalhando como meeiros, amarrados por dívidas à terra que haviam sido forçados a trabalhar antes.
Princesa Isabel
Art. 1º É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil. Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O Secretário de Estado dos Negócios d’Agricultura, Comércio e Obras Públicas e Interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr. 67º do Independência e do Império. a) Princesa Imperial Regente Rodrigo A. da Silva Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial Manda executar o Decreto da Assembleia Geral que Houve por bem sancionar declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. A Lei Áurea foi assinada em 13 de maio de 1888 pela Princesa Isabel do Brasil e o Conselheiro Rodrigo Augusto da Silva extinguindo a escravidão no Brasil. A Lei Áurea – Conjuntura A lei Áurea foi assinada em 13 de maio de 1888 pela princesa Isabel do Brasil e o conselheiro Rodrigo Augusto da Silva extinguindo a escravidão no Brasil. A assinatura da Lei Áurea foi decorrência de pressões internas e externas: o movimento abolicionista já tinha grande força no país, pois havia frequentes fugas de negros e mulatos. O exército já se recusava a fazer o papel de capitão-do-mato, ou seja: capturar e devolver os escravos a seus donos. Além disso, estava se tornando economicamente inviável manter o trabalho escravo, em faze da concorrência com a mão-de-obra imigrante, barata e abundante, todos esses fatores conjugados e os ataques constantes dos negros, muitos deles refugiados em quilombos, às propriedades agrícolas, como mostrou Joaquim Manuel de Macedo em seu livro: As Vítimas-Algozes. O Brasil foi o último país independente do Ocidente a erradicar a escravatura. A Constituição do Império, outorgada em 1824, embora mais liberal do que várias outras Cartas monárquicas, mantinha a escravidão usando de um subterfúgio: declarava o respeito aos direitos de propriedade, ao mesmo tempo que empregava, em certas passagens, a expressão “homens livres”, o que dava a entender que nem todos eram livres, e que era legítima a propriedade sobre os não-livres. Algumas leis feitas no primeiro reinado e no período regencial abolindo o tráfego de escravos não foram cumpridas. Também a Constituição da República Rio-Grandense, de 1843, redigida por representantes dos fazendeiros opositores ao Império do Brasil, preservava a escravatura. A palavra Áurea, que vem do latim Aurum, é uma expressão de uso simbólico que significa “feito de ouro”, “resplandecente”, “iluminado”. A palavra áurea que tem sido usada para expressar o grau de magnitude das ações humanas é explorada há séculos por faraós, soberanos, reis e imperadores, geralmente está associada a datas astrológicas que são escolhidas para assinatura de leis e tratados. Embora muitos discordem, no Brasil, tem-se que o ato da assinatura da Lei Áurea assinado pela filha do Imperador Dom Pedro II, Princesa Isabel (1846-1921) adquiriu esse nome por ser o dia 13 de maio, escolhido pela princesa Isabel, uma das principais datas que acompanham a história brasileira e refere-se ao aniversário de seu falecido bisavô, Dom João VI. O dia 13 de maio é considerado data cívica no Brasil. O texto da lei Áurea
Princesa Isabel
Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil. Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império. Princesa Imperial Regente. Rodrigo Augusto da Silva Carta Imperial Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembleia Geral, que houve por bem sancionar, declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do Império – Antônio Ferreira Viana. Transitou em 13 de maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque. A única alteração do projeto de lei do governo, feita pela Câmara Geral, foi introduzir, no texto, a expressão “desde a data desta lei”, para que a lei entrasse em vigor ainda antes de ser publicada nas províncias. Consequências Foram libertados, pela Lei Áurea, um total de escravos que não chegou a um milhão, para uma população total de quinze milhões de brasileiros. O número de escravos havia diminuído muito nas décadas anteriores à Abolição, devido à abolição do tráfico de escravos em 1850 pela Lei Eusébio de Queirós, às frequentes epidemias de varíola ocorridas no século XIX, à Guerra do Paraguai onde muitos escravos morreram ou foram libertos, à Lei do Ventre Livre e à Lei dos Sexagenários. A Lei Áurea foi precedida pela Lei do Ventre Livre de 28 de Setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas, e que previa indenização aos fazendeiros, o que não foi cumprido, e pela lei do sexagenário, que libertou em 1885 todos os negros maiores de 65 anos de idade. Foi a formalização desse ato, a assinatura da Lei Áurea, no dia 13 de maio de 1888 que finalmente deu por fim a qualquer exploração da mão-de-obra escrava no Brasil.
Lei Áurea – Abolição
Viva a Pátria Livre! Viva o Ministério 10 de Março! Viva o Gloriosa Dia 13 de Maio! Viva o Povo Brasileiro! Viva! (O Carbonário)A Liberdade dos Escravos É Hoje Lei do País (O Carbonário)
Brasil Livre Treze de Maio Extinção dos Escravos (Gazeta de Notícias)As Festas da Igualdade (Cidade do Rio)
A Gazeta da Tarde Ao Povo Brasileiro Pela Liberdade dos Escravos Lei 3353 de 13 de Maio de 1888 – (Gazeta da Tarde) A Festa Da Liberdade ( Gazeta da Tarde )O Diário de Notícias Significa Todo O Seu Júbilo Pela Nova Era da Vida E Da Nacionalidade Ontem Iniciada (Diário de Notícias)
Ave, Libertas! (O Paiz)Fonte: www.encyclopedia.com/library.brown.edu/www.irdeb.ba.gov.br/bibvirt.futuro.usp.br